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Vivia isso na vida pessoal, e na profissional também. Sua família já sabia, quando ela ficava muito calada e séria, a chapa estava esquentando. Mas, no fundo, sempre fôra uma pessoa boa, com um coração enorme, do tipo sempre cabe mais um. Rexona, sabe?
Os amigos abusavam. Quem a conhece bem, sabe que seu coração é mole. Que uma hora ele amolece e ela cede.
Ao pegar antipatia por alguém, ela ficava braba. E não se esforçava para disfarçar seus sentimentos, fazia questão de não ser falsa. Porque falsidade dá dor de estômago, ela dizia.
Até que um dia ela se deparou com a maioria. E com um diabo de um processo chamado Feedback (que no caso de ser bom é floresback e, se ruim, é fodeback mesmo!). A maioria não se fêz de rogada e detonou geral! Ela, como boa leonina que é, ficou abalada. Se olhou no espelho e se perguntou: mas, em toda a minha vida eu fui assim, e as pessoas gostavam de mim assim!? O que hoje eles apontam como defeito sempre foi visto como qualidade: iniciativa, determinação, foco no cliente, conteúdo! Por que então a maioria anda me vendo desse jeito? Onde está a falta de foco nesta fotografia, que eu não consigo enxergar?
Voltou para casa pensando na maioria, e no Nelson Rodrigues (minha filha, toda unanimidade é burra! - dizia para si mesma). Estaria apenas procurando uma maneira de se perdoar, ou se convencer que não era bem assim? De quem era a reponsabilidade por aquilo tudo? Podiam os professores se eximir dela e deixar o circo pegar fogo?
Ficou se perguntando o que era mais imperioso: seu direito de ser como é ou o dever de não ser (para agradar a maioria)! Ao final, concluiu que nem sempre quem tem que mudar é quem incomoda. Aliás, os incomodados que se mudem!
E seguiu a sua vida feliz, esquecendo-se do drama daquela temporada no sítio. Voluntariosa, determinada e consciente das suas possibilidades e limites!
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