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segunda-feira, novembro 18, 2013

Salvador Dalí e Walt Disney

Se teve uma coisa que eu amei quando estive em Paris foi a casa do Salvador Dalí em Montmartre.

Tudo ali era maravilhoso, incluindo o pequeno museu com suas obras. A gente se vê inundado com a sua poesia em forma de quadros e esculturas.

Não é que agora surgiu este vídeo?!

A história é a seguinte: escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto de um curta com a arte de Walt Disney e Salvador Dali. Em meados dos anos 40, Disney esquematizou com Dali para promoverem um curta baseado em suas artes surrealistas. Porém Disney não tinha dinheiro o suficiente para continuar, então só foram produzidos 17 segundos do curta original. Agora, seu sobrinho, Roy Edward Disney, encontrou esse projeto esquecido e o finalizou com a equipe de animação dos Estúdios Disney.

O nome do vídeo é Destino! E eu acho que foi coisa do Destino ele ter chegado até nós!



Não é uma história de amor? Eu ando muito romântica estes dias!


terça-feira, julho 24, 2012

Culpa


Nada é mais profundo
do que uma pessoa com os olhos vidrados de culpa. Pessoas sem culpa são monstros morais. O discurso segundo o qual a culpa é uma forma pensada de controle dos mais fortes sobre os mais fracos (em que pese o fato de que a culpa pode ser mesmo manipulada, como tudo o mais que é verdadeiro na vida humana) é falso e indica antes de tudo uma mentalidade infantil, na medida em que se sentir culpado é um dos modos mais típicos da consciência moral.
Em assuntos como esses, melhor do que a argumentação pura e simples é a experiência. Você, caro leitor, já fez mal a alguém? Alguém que não merecia? Se a resposta for não, você é um mentiroso.
-- Pondé, Luis Felipe, Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, 2012

A imagem acima me é interessante porque toda vez que a gente 
aponta o dedo contra alguém, tem sempre 4 dedos apontados na nossa direção 
- e são os nossos. Quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra.

segunda-feira, junho 07, 2010

De volta para o futuro

Sexta-feira saí com uma amiga para um happy-hour. Fomos a um barzinho perto de casa, e ficamos lá, jogando conversa fora. Foi muito bom. Quando saímos, ficamos discutindo para ver quem tomaria o táxi que estava parado no ponto. Eu cedi, ela também, eu insisti, ela também, e no vai-não-vai, ela acabou indo no tal táxi em direção ao Grajaú.

Depois, fiquei ali parada esperando um táxi e não parava nenhum. Em seguida, chegou um casal e se posicionou na minha frente e então, tive que esperá-los conseguir um táxi para então retomar a minha busca por um que me levasse para casa. Já estava pensando num plano B, quando de repente, sem que eu tivesse feito sinal, me parou um táxi arrumadinho, novinho, da cooperativa. E o cara ficou me esperando entrar no carro.

Tive alguns segundos para pensar se ia ou não ia. E fui. Quando entrei no carro, me dei conta de que conhecia ele, o motorista. Ele se virou pra mim e disse: "você vai pra onde?" E encerrou a pergunta com o meu nome. Eu me assustei. Eu então disse pra ele: "sei que eu te conheço, mas não me lembro de onde". E ele então disse seu nome, refrescando a minha memória. Começou a me perguntar um monte de coisas, e me proporcionou uma volta ao passado. Mais de vinte anos que eu não o via. Ele me contou que casou e teve três filhos e que, agora, mora pertinho de mim. O mundo é mesmo engraçado, eu tinha que entrar naquele táxi.

Agora, o que me surpreendeu é que tivemos um amigo em comum, de quem gostamos muito. Ele sofreu um grave acidente de carro, no qual morreu seu melhor amigo, e nós nos reunimos ao seu redor para confortá-lo. De repente, o destino nos afastou. Esse motorista de táxi era muito seu amigo naquela época. Agora não é mais. Esse cara se tornou diretor de uma grande multinacional e foi morar em São Paulo, aparecendo no Rio de Janeiro muito esporadicamente.

Eu me lembrei o quanto eu senti saudade dele quando nossos destinos se separaram, mas vi que a ambição, por vezes, determina o que somos e quem deixamos pelo caminho. Permanecer humilde é coisa rara, difícil mesmo. Eu espero, do fundo do meu coração, que esse meu antigo amigo tenha sido feliz, e que tenha encontrado sinceridade no caminho que ele escolheu.