domingo, novembro 30, 2008
Carolina, do Seu Jorge
Faz favor, me manda!
Filme do final de semana: Queime depois de ler
Fui assistir à "Queime Depois de Ler" ontem. Um filme como esse realmente nos faz pensar, apesar de talvez, esse não ser o propósito dos irmãos Cohen, autores de mais esta pérola. Quem já os conhecia de "Onde os fracos não têm vez", pode imaginar do que eu estou falando.O fato é que eu me senti numa montanha russa, onde as sequências vão acontecendo sem que a gente consiga imaginar o que vem depois.
Tudo fica muito confuso, como confusa é a vida da gente, e num dado momento do filme eu me lembro de ter dito aos meus companheiros de jornada que não sabia como o filme acabaria. Tudo muito cohen para a minha cabeça.
Mas, quantas e quantas vezes eu não me senti assim, como que dentro de um novelo de lã, cheio de nós, sem conseguir sair, uma montanha russa mesmo?
Algumas cenas do filme são impagáveis. Eu destaco as do personagem Chad, interpretado pelo Brad Pitt, simplesmente sensacional em todas as sequências em que aparece como o personal trainning que quer se dar bem com as informações que descobre.Brad se supera quando tenta chantagear o Ozzie, como nesta cena aí ao lado, em que tenta engrossar a voz para paracer um sequestrador e se mostra completamente amador. Não tem como não cair na gargalhada com ele.
Ou ainda, como o maluco que não desgruda do iPod e fica cantando as músicas e balançando a cabeça o tempo todo.Mas, o que é pior, além de balançar a cabeça, ele dança, dança na esteira, dança quando orienta os alunos, dança dentro do carro... ou seja, um completo imbecil.
das antigas: um filme com John Malkovich não pode ter outro personagem principal que não o dele. sexta-feira, novembro 28, 2008
Gatinho carente

Papai me mandou uma mensagem linda com esta foto no final... não é fofo este gatinho?
Eu achei a imagem linda, a composição excelente, a cor do fundo, as cores das canecas e da flor e o filhote de gatinho com essa carinha...
Mas, gatos são como as crianças... depois eles crescem, daí ninguém segura...
Ainda Santa Catarina
- Quem o senhor perdeu nesta tragédia?
Ele respondeu:
- Perdi toda a minha família. Na verdade, minha mulher, grávida do meu filho, e minha filhinha pequena.
A repórter perguntou novamente:
- O senhor viu o desmoronamento?
E ele disse:
- Vi. A casa caiu na minha frente. Quando conseguimos tirar as duas de baixo da terra, elas estavam tão abraçadas que eu resolvi enterrá-las juntas. Eu perdi tudo que eu tinha.
E eu comecei a chorar e chorei por uns dez minutos.
Festa de confraternização na empresa
No entanto, como dizem, de boas intenções o inferno está cheio.
Eu não queria ter tanta idéia.
O chefe gosta de tudo que propomos, estamos tendo que nos dedicar bastante ao projeto porque a ordem agora é reduzir os custos ao máximo. E é o que estamos fazendo.
Mas, tudo pode dar errado, e do jeito que eu conheço o povo aqui, chego a gelar a espinha de preocupação.
Fatos bizarros
Na hora do almoço, entrei na Lupo e comecei a fazer a minha escolha. Tudo muito caro, mas como dura bastante, eu achei que valiam o preço pedido. Na hora de fazer o pagamento, debrucei-me sobre o balcão, que ficava na diagonal dos provadores. Eu estava preocupada, a máquina do cartão de crédito da loja não funcionava e eu queria chegar logo de volta no escritório porque estava com um trabalho atrasado.
Qual não foi a minha surpresa quando me deparei, de repente, com um tenebroso par de peitos de uma cliente, que faceira, faceira, havia pedido ajuda a uma das vendedoras para abotoar um corselete e, abrindo a porta da cabine, estava, naquele momento, dando um show!!! Eu nunca vi peitos tão grandes e tão caídos. Fiquei muito constrangida, o que a minha irmã ironicamente chamaria de "constrangimento alheio".
A moça que me atendia percebeu o meu constrangimento e correu para, delicadamente, fechar a porta. Eu fiquei pensando se o rapaz que também pagava sua conta havia visto a cena, mas não tive coragem de olhar para ele.
De repente, sem mais nem porquê, voltei no tempo e no espaço uns dezoito anos e me lembrei de algo que vivi naquela época. O cara com quem eu estava saindo recebeu um amigo holandês no Rio e me pediu para ajudá-lo, ciceroneando o rapaz, porque ele achava que meu inglês era melhor do que o dele. Quando perguntamos a ele onde ele queria ir, ele disse que gostaria de comprar uma calça jeans. Mas, não uma calça jeans qualquer, ele queria uma Levi's 505, calça muito fora dos nossos padrões naquela época. Nós o levamos ao Rio Sul, um shopping carioca que possuía a melhor variedade de lojas e que, certamente, tinha uma loja da Levi's.
Quando chegamos, ele foi logo tratando de se entender com a vendedora, explicando que queria a opção de botões e que não queria uma calça muito escura... Não precisou da minha ajuda para nada e, de posse das calças já escolhidas, tirou a roupa, ali, bem no meio da loja. A vendedora levou um tremendo susto. Ficou olhando para aquele holandês alto, louro, de olhos azuis, como se ele fosse um E.T. de cuecas, e, meio sem reação, tratou de pedir a ele que fosse a uma cabine, experimentar as calças.
Ele não entendia o porquê daquela solicitação. Cabine?, perguntava num inglês esquizito, Que cabine?
Nós, eu e meu namorado, custamos a entender que aquele comportamento era comum na sua cultura. O pior é que começou a juntar uma mulherada querendo tirar uma casquinha do holandês - porque olhar não tira pedaço, né?
Meu namorado começou a ficar p*** da vida com a situação e queria matar o cara, que calmamente, escolheu sua calça, pagou com um American Express International, e saiu feliz e contente da loja com a sua sacola, sem se dar conta do buxixo que provocou.
A vida é simples, acho que a gente é que complica.
22
Eu, que ando me sentindo meio 22 - na linguagem psico-jurídica, código dos "maluquetes" - achei que aquela minha visão poderia ser o prenúncio de alguma coisa... sei não!
terça-feira, novembro 25, 2008
Mário Quintana

"Se as coisas são inatingíveis, ora! Não é motivo para não querê-las.
Que tristes seriam os caminhos se não fora a presença distante das estrelas."
"A maior dor do vento é não ser colorido."
"Estes, os que atravancam meu caminho... Eles passarão, eu passarinho!"
"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."
"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua
por conta própria o seu caminho."
domingo, novembro 23, 2008
Papo seríssimo...
1. Dado Dolabella agrediu a namorada, Luana Piovani, na Boate 00, na Gávea. Agressão física contra mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha.
2. Amante do marido Marcelo da Silva, ex-soldado da PM, comunicou o relacionamento à sua esposa, Susana Viera, que o expulsou de casa. O dito-cujo encheu a amante de por***da e ela o denunciou na polícia. Agressão física contra mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha.
3. Num vôo de volta dos EUA, Dudu Nobre e sua mulher, a modelo Adriana Bombom, foram tratados de forma humilhante por dois comissários de bordo da American Airlines, que ainda agrediram um produtor e amigo do casal. Neste caso, a agressão se enquadra na Lei Afonso Arinos.
4. Finalmente, nesta sexta-feira, dia 21/11, Marcelo Novaes foi agredido no rosto durante uma briga na mesma Boate 00, ao tentar defender seu amigo Fábio Mondego, de uma briga envolvendo um grupo de rapazes. O cara teve que fazer uma cirurgia plástica porque levou um corte no rosto profundo (21 pontos). Neste caso, a pena é leve e a prisão pode ser substituída por multa.
Casos de famosos que foram parar nos jornais nas duas últimas semanas, e que terão alguma consequência porque estas pessoas são famosas, só isso! Que que esse povo faz tanto por aí, frequenta boates, se casa, viaja de avião? Não pode, meu amor, não pode mais sair de casa!
E os não famosos, cujos casos passam desapercebidos pela sociedade? Quando estes casos são julgados, na maioria das vezes, não dão em nada. Estou cansada de viver num país onde as pessoas acham que podem te julgar pela sua cor, te provocar até começar uma briga, chegando as vias de fato, te bater, te agredir, te insultar, e fica por isso mesmo. Eu já passei por uma situação dessas e a turma do "deixa-disso" entrou em ação. Quando a situação se acalmou e a fera que queria me agredir foi domada, eles ainda me acusaram de tê-la provocado.
Outro dia, vinha voltando com o meu marido de um restaurante aqui perto de casa, e um cara jogou sua moto em cima da gente, sobre a calçada, porque ele queria trafegar na contra-mão e a rua em questão é de muito movimento. Meu marido ficou chocado com a petulância do cidadão (???), se sentiu agredido. Eu fico chocada todo dia por não fazermos mais nada, por não acreditarmos mais nas nossas leis.
BASTA! BASTA!
Pânico de chuva forte
Tenho verdadeiro pânico de temporal. Talvez seja por isso que fiquei tão irritada de passar pelo que passei na segunda-feira passada. Saí do trabalho às 19:00, achando que ia dar para chegar em casa, mas só consegui chegar às 22:00. Choveu um pouco e o Rio de Janeiro virou um caos. Tudo alagado, metrô entupido de gente, ônibus parados num engarrafamento sem tamanho...
A previsão é de mais chuva esta semana. Enquanto isso, não posso estrear as minhas sandálias novas, grandes objetos de desejo, influência da minha irmã.
Mas, a coisa está séria. Não sei se é esse tal de aquecimento global que anda nos mostrando os maus tratos a nossa Mãe-Terra, mas o fato é que em alguns lugares, o povo anda sofrendo mais ainda. O contato com o povo de Santa Catarina neste final de semana me fêz pensar se o estado já não pode ser considerado uma nova New Orleans. Veja só as imagens de umestado submerso...
Essa aí em cima é Itajaí. Conheci a cidade quando a minha cunhada morou por lá. É uma cidade portuária, a mais próxima do aeroporto de Navegantes (que usamos quando vamos a Balneário Camboriú), e que é majoritariamente constituída por casas e edificações baixas. Tenho pena dos que perderam tudo debaixo destas águas. As chuvas por lá já estão durando dois meses...
Veja o estado que ficou a BR-470, completamene distruída. A Defesa Civil está tendo que lidar com mais este problema: estradas destruídas, bloqueadas, quedas de barreiras e a correnteza dos rios, que impede a navegação de barcos menores. Eles estão buscando descobrir uma forma de ajudar as pessoas que estão ilhadas, já que não conseguem chegar até lá.
Essa aí é Blumenau, mais uma cidade que foi severamente atingida pelas chuvas e que está assim, sem saída.
E as crianças lutando para salvar os animais, não é incrível como o homem sempre tira forças, não se sabe de onde, para ser solidário?
Esses meninos são de Joinville e esse pessoal ilhado, também. Fiquei com muita pena deles.Juro que me peguei pensando que a melhor iniciativa natalina deste 2008 terrível seria passar na Defesa Civil e deixar alguma doação que pudesse ser enviada para eles. Feijão, arroz, farinha, água potável, cobertores, roupas usadas... enfim, algo que possa aquecer o coração de quem perdeu tudo...
terça-feira, novembro 18, 2008
Califórnia em chamas

o bicho pegando lá embaixo...
... e o povo com tempo para tirar foto...
Preciso falar...
No entanto, apesar do clima agradável daquele lugar, ela sentia um mal estar, como se algo estranho estivesse prestes a acontecer. Sentou-se no banco, acomodou o lanche em suas pernas e abriu o pacote com o sanduíche. Na segunda mordida, começou a perceber a chegada de moscas, muitas moscas. Elas vinham na sua direção e ficavam pousando no seu corpo. Num piscar de olhos, já estava tomada por moscas da cabeça aos pés. De chofre, soltou o sanduíche que caiu na terra, ao lado dos seus pés. Sentia o corpo todo tomado por moscas, como fica de abelhas o corpo do apicultor quando lida com colméias.
Abertos, apenas os olhos, buscando ajuda, alguém que pudesse afugentar aqueles insetos repugnantes. O medo era tanto, que ela evitava piscar, apreensiva de ter uma mosca presa em suas pálpebras. A boca mantinha fechada, para evitar qualquer contato. De súbito, começou a sentir dor em seus lábios, pois era tanta a força em prende-los que seus dentes começaram a feri-los. O zumbido em seus ouvidos era enorme e as asas das moscas lhes faziam sentir cócegas, dando-lhe a sensação de que seus ouvidos haviam virado túneis para aqueles seres brincarem de esconde-esconde.
Diante do inesperado da situação, ficou se perguntando: por que com ela? De onde haviam saído aquelas moscas todas? Se mosca gosta de carne podre, onde estaria escondida aquela podridão toda, por tanto tempo? Por que nela? Por que ninguém se prontificava a ajuda-la?
Sentia um asco tão grande, um desespero, um nojo daquela situação. Os olhos aflitos começaram a ver gente se aproximando, gente que estava muito assustada, sem entender o que se passava, mas ao mesmo tempo querendo descobrir quem estava ali embaixo. Pessoas foram se aglomerando em torno dela, mas como medo do contágio, evitavam espantar as moscas, pois temiam que as mesmas os escolhessem também como pista de pouso.
De repente, diante da agonia de não poder falar, nem pedir ajuda, ela se deu conta. Tinha que sair daquele filme de terror. Não era real. O cérebro percebeu que tinha que agir e rápido. Com um movimento brusco, ela jogou o corpo para trás.
Sete horas. Soou o alarme do despertador.
Ufa! Consegui acordar.
domingo, novembro 16, 2008
It's now or never
Outro dia, estávamos planejando um arremedo de festa de final de ano quando alguém sugeriu um karaokê, para animar. Todo mundo topou na hora. Meu chefe, baiano, disse que ganharia todas se ele pudesse cantar "It's now or never", do Elvis. Entreouvido por aí...
- "Pode ir, seu barango, pode ir! Quem vai querer saber de você por aqui? Vai, barangão!"
Eu fiquei imaginando o "barangão" - será que esse era um apelido carinhoso? Pela entonação de sua voz, não deu para saber!
Para dois amigos, Vania e Sergio, que adoram Nasrudin

Certo dia, os moradores do vilarejo quiseram pregar uma peça em Nasrudin. Já que era considerado uma espécie meio indefinível de homem santo, pediram-lhe para fazer um sermão na mesquita.
Ele concordou.
Chegado o tal dia, Nasrudin subiu ao púlpito e falou:
"Ó fiéis! Sabem o que vou lhes dizer?"
"Não, não sabemos", responderam em uníssono.
"Enquanto não saibam, não poderei falar nada. Gente muito ignorante, isso é o que vocês são. Assim não dá para começarmos o que quer que seja", disse o Mullá, profundamente indignado por aquele povo ignorante fazê-lo perder seu tempo.
Desceu do púlpito e foi para casa.
Um tanto vexados, seguiram em comissão para, mais uma vez, pedir a Nasrudin fazer um sermão na Sexta-feira seguinte, dia de oração.
Nasrudin começou a pregação com a mesma pergunta de antes.
Desta vez, a congregação respondeu numa única voz:
"Sim, sabemos".
"Neste caso", disse o Mullá, "não há porque prendê-los aqui por mais tempo. Podem ir embora."
E voltou para casa.
Por fim, conseguiram persuadi-lo a realizar o sermão da Sexta-feira seguinte, que começou com a mesma pergunta de antes.
"Sabem ou não sabem?"
A congregação estava preparada.
"Alguns sabem, outros não."
"Excelente", disse Nasrudin, "então, aqueles que sabem transmitam seus conhecimento para àqueles que não sabem."
E foi para casa.
A viagem da vida
"Longa é a viagem rumo a si próprio,
inesperada é sua descoberta."
Thomas Mann
"Há um tempo em que é preciso abandonar
as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre
aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não
ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem
de nós mesmos".
Fernando Pessoa
"O que você deixa para trás não é o que é gravado
em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas
vidas de outros."
Péricles
Fullgás
Salve, Marina Lima!
sexta-feira, novembro 14, 2008
Porque as mulheres odeiam quando os maridos as trocam pelo futebol
Cheirinho de Flores Silvestres
But!
Inteligência agúda!

