domingo, maio 25, 2008

Depressão e Melancolia

Hoje, a Ana Cristina Reis publicou uma crônica na qual se dizia melancólica. Eu me sinto assim há muito tempo. Sem conseguir me concentrar no trabalho, com um rendimento muito abaixo do que eu espero, com uma tremenda irritabilidade, prestes a matar um colega que faça qualquer barulho.

Pensei que isso fosse depressão, já que existem problemas que eu não consigo resolver. Segundo ela, não é. Vamos à diferença:

Depressão.
A depressão é uma doença preocupante e necessita ser tratada. Ela é fruto de um distúrbio no humor e provoca o desinteresse na realização de tudo que possa gerar prazer. Não adianta tentar curar esta enfermidade apenas com palavras de estímulo, é preciso ouvir o paciente e, se ficar claro que ele não está apenas momentaneamente triste, tentar encaminhá-lo ao especialista. Este distúrbio é de natureza neurológica, e, portanto, de longa duração, acompanhado dos sintomas específicos. Este mal ocorre com maior freqüência nas mulheres do que nos homens, e é mais normalmente encontrado em pacientes entre 24 e 44 anos. São muitas as fontes da depressão, entre elas fatores de ordem genética, alimentação, stress, drogas e outros.

Determinar os sintomas desta enfermidade nunca é uma tarefa definitiva, pois somente os pacientes, os mais variados, sabem o que sentem e conhecem seu próprio sofrimento. Mas alguns deles são mais comuns, tais como pensamentos negativos, modificações sensoriais no organismo – dores e náuseas -, carência energética e de interesses, mutações no humor, perda da concentração, mudanças no apetite e no sono, as tarefas físicas e mentais são cumpridas com maior lentidão, sensação de fracasso. No corpo físico costuma haver batimentos cardíacos incômodos, prisão de ventre, dores de cabeça, problemas na digestão. Alternam-se os momentos de alívio e de recaída, o que muitas vezes provoca no paciente a sensação de não estar se recuperando, ou de estar se convalescendo sozinho. Os sintomas dificilmente se apresentam em sua totalidade, geralmente variam de paciente para paciente, e se manifestam ora de uma forma, ora de outra. Com o tratamento, a melhora é gradual.

Melancolia.
A melancolia – em grego ‘bílis negro’ – caracteriza-se por ser um estado mental depressivo sem uma causa definida. Assim como a depressão, ela também apresenta sintomas como a falta de ânimo e de energia para realizar determinadas ações. Freud, em seu clássico texto Luto e Melancolia, já previa uma certa dificuldade para definir esta condição emocional. Segundo o psicanalista, ela se assemelha ao luto, mas sem o contexto da perda. O problema na identificação da melancolia é que ela se manifesta de diversas formas, dificultando seu enquadramento em um bloco único.

Assim, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, definia a melancolia como um árduo estado de desânimo, de desinteresse pelas coisas do mundo, incapacidade de amar, contenção na realização de qualquer tarefa, baixa gradual da auto-estima, até alcançar um patamar de desejo de uma punição. Estes mesmos sinais estão presentes, segundo ele, no luto, exceto o desequilíbrio da auto-estima.

Você já se olhou no espelho hoje? Gostou do que viu? Se você está se sentindo cansado(a), parecendo ter anos a mais do que realmente tem, acima do peso ou magro(a) demais, procure ajuda. Nunca é tarde! Cuide-se!

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Fonte: http://www.infoescola.com/psicologia/, acesso em 24 de maio de 2008.

Propaganda para classes C, D e E

Todos os dias, quando chego do trabalho cansada, pensando no que diabos eu vou fazer para jantar, me deparo com as terríveis propagandas das Casas Bahia, Casa e Vídeo, Lojas Americanas e, agora, Ricardo Eletro (que me disseram ser um revival da Arapuã).

Invariavelmente, fico me perguntando o porquê de tantos berros. Parece que somos todos surdos. As promoções que eles fazem também parecem infalíveis: 30, 40, 50, ou até 70% de desconto. Este último foi a oferta da Ricardo Eletro neste último final de semana. Mas, atenção, são apenas para produtos fora de linha! Ai, ai, ai! Não vá se enganar, heim!

Já li alguma coisa sobre o público alvo destas lojas, a população que é enquadrada nas classes C, D e E. Bom, eu também compro nestas lojas, quando é necessário, mas tenho que admitir que elas parecem a filial do Inferno de tão cheias de gente e com filas intermináveis. Li também que esta fatia da população não vê Jornal Nacional, porque as informações que são veiculadas neste telejornal não lhes são compreensíveis. É porque roubalheira, corrupção, assassinatos, descaramento e tudo mais não são mesmo compreensíveis para ninguém! Se eles não vêem Jornal Nacional, então por que estas propagandas continuam no ar neste horário, com aqueles locutores aos berros nos meus ouvidos?

Qual o motivo deles estarem berrando? Seria por que os publicitários creêm que todos os menos favorecidos são surdos? Seria por que pensam que precisam narrar a propaganda num volume maior do que o do funk do Tigrão? Seria por que acham que está rolando uma festa na casa da galera e, para que sejam ouvidos, têm que falar mais alto do que todo mundo? Seria por uma tremenda falta de educação?

E por que as ofertas são sempre tão infames? Será que os menos remediados não têm direito de juntar um dinheirinho e comprar um produto que preste? Será que estamos começando a adotar a política de incentivo ao consumo desenfreado - de porcarias - que os EUA adotaram tempos atrás e que hoje está provocando um colapso naquela economia? Será que eles pensam que somos todos burros?

Eu sempre me sinto invadida por estas propagandas, agredida mesmo. Acho que se há algo para se reavaliar, não são as propagandas de cerveja, mas as destas lojas. Abaixo a gritaria! Um viva para a boa educação!

Um homem de ferro

Acabei de assistir ao filme "Homem de Ferro", com a sensacional atuação do Robert Downey Jr., no papel de Tony Stark, e da ótima e graciosa, como sempre, Gwyneth Paltrow, encarnando a Pepper Potts.

Um filme delicioso que, apesar de não mostrar um só beijinho dos protagonistas, diverte, embala e é uma excelente pedida para um final de noite. Ah, e ainda tem uma última cena, depois de todos os créditos, que apenas 5% da galera assiste, porque o resto já saiu correndo da sala do cinema, com pressa de tirar o "pai da forca"!

Esse é o poster do filme, mas vale dar uma conferida na página oficial.



http://www.homemdeferro.com.br

Mas, cá entre nós, eu fiquei mesmo de cara com o Jeff Bridges. Caramba, ele está praticamente irreconhecível. Ainda lembro o impacto que ele me causou em "Susie and The Baker Boys", quando atuou com o irmão, Beau Bridges, e com a linda Michelle Pfeiffer (eu tinha então 19 anos, louca por homens mais velhos). Eles tocavam piano, ela cantava envolta em um maravilhoso vestido vermelho e - uau! - como o Jeff estava sexy naquele filme. Só para que a gente tenha uma idéia, estou postando as duas fotos, a de outrora e a de hoje. Não se assustem!


Michelle e Jeff, em "Suzie and The Baker Boys", 1989.


Jeff Bridges em "Homem de Ferro", 2008.

Está ou não irreconhecível? O que fizeram com você, meu caro? Onde foi parar aquela vasta cabeleira? Que barba branca é essa?

Confesso que a sua atuação me lembrou muito a de outro cara que eu adoro, o Gene Hackman, garantia de filme bom! Enfim, mais do que ninguém, você é o meu "homem de ferro", a grande revelação do filme.

segunda-feira, maio 19, 2008

Mulher-migalha

Continuando a série dos tipos indefectíveis de mulheres...

Lá estava ela, sábado à noite, vendo a novela das nove, maldizendo a hora de não haver se programado para fazer alguma coisa, nem que fosse pegar um cineminha com as amigas, quando de repente, uma personagem da novela - de muita personalidade - soltou essa:
- Você é a mulher-migalha, sempre cata as minhas sobras, sempre fica com os restos de homens que eu não quero mais!!!!

Como num passe de mágica, ela então reviu, num piscar de olhos, todos os momentos da sua vida nos quais ela fêz questão de não ser uma "mulher-migalha"! Sempre se achou muito boa para ser a que cata a sobra, que é estepe de alguém. O mundo tem muitos milhões de habitantes, não é possível que não exista, perdido por aí, um sapato velho para calçar o meu pé descalço, ela pensava.

Lembrou que, uma vez, um namorado por quem ela foi perdidamente apaixonada tentou fazê-la de estepe. Começaram um namoro, ele se dizendo separado da esposa, e ela mergulhou de cabeça. De repente, sem explicação, a esposa voltou para casa. A separação era muito recente, ela não sabia. O coração dele ainda doía dores lancinantes de saudades da ex-mulher e ela, coitada, estava ali preenchendo um vazio, enquanto não passava aquela chuva e alguma coisa acontecia entre o casal. Tá bom, foi meio mulher-pratinho, meio mulher-migalha. Como ela soube que a mulher voltou para casa? Não, não foi ele quem contou, afinal, sua intenção era torná-la o estepe da vez.

Um belo dia, ela telefonou para ele, sabendo que ele não estaria em casa, só para deixar um recadinho de amor na secretária eletrônica. Qual não foi a sua surpresa, atendeu uma mulher, que se identificou como sua esposa. Sua esposa? Mas, ele não estava sozinho? Como assim?

Seu primeiro pensamento foi: "não posso gagejar, afinal, não fiz nada de errado!" Ela não era amante, nem sabia que esta possibilidade - a da mulher voltar para casa - existia! Depois, pensou em seguida: "tenho que fazê-lo saber que eu sei!" Deixou então um recado com a mulher, para quem se apresentou e foi até muito simpática, pedindo-lhe que entrasse em contato com o grupo do Mestrado, pois já haviam feito a divisão das tarefas do trabalho e ele precisava se inteirar sobre a sua. Só que o trabalho era inexistente, este era o recado mais doido que alguém podia deixar para uma pessoa que já havia cursado todos os créditos. Ele iria saber, pois burro era coisa que ele não era. E ela, depois disso, sumiu, desapareceu. Sofreu para caramba, pensou nas vezes em que ele se sentiu o tal por estar com duas mulheres, nos riscos que ela correu, na idiotice de não ter perguntado sobre o fim do casamento...

E depois deste flashback, ficou se perguntando por que existem mulheres neste mundo que aceitam o posto de segundona... como elas conseguem dividir um amor, sabendo que este amor não está com elas aos sábados, domingos, feriados e se questionando se todas as palavras trocadas, aquelas ditas nos momentos mais íntimos, são mesmo verdadeiras... Como isso deve doer!

O pior é que se uma mulher tem esse tipo de comportamento, o de manter mais de um relacionamento simultaneamente, ela é muito mal vista, mal interpretada, enfim, dela vão dizer tudo aquilo que vocês já devem estar imaginando. Então, se para uma mulher não é factível amar a dois homens ao mesmo tempo, por que aos homens é permitido esse luxo? Sim, porque é um luxo, não é mesmo?

Correu para cama, botou o pijaminha novo e curtiu o filme da tv, com a certeza de que, qualquer que seja o cara, certo ou errado, legal ou careta, avançado ou retrô, para estar com ela, ele terá que ser só dela!

sexta-feira, maio 16, 2008

Mulher-pratinho*

Era uma festa muito feminina. Muitas mulheres sobrando: bebendo, conversando, gargalhando, fumando, falando de homens, da barbárie em que se transformou o ambiente de trabalho, da excessiva competição, dos relacionamentos caquéticos que andamos construindo por aí...

Dos poucos homens presentes à festa, poucos solteiros, muitos acompanhados por mulheres acanhadas, que concordavam com muito do que estava sendo dito, se arriscavam a balançar a cabeça de levezinho, mas que, no fundo, estavam tentando não magoar o macho ao seu lado com aquele papo sinistro.

De repente, chegou um cara lindo e solteiro. Moreno alto, bonito e sensual, talvez eu seja a solução pros seus problemas... (a música das antigas logo veio à cabeça de muitas!) A mulherada pulou em cima, como abelha no mel. O cara ficou se sentindo. Além de bonito, ele faz o estilo culto e inteligente, mas sem aquele ar de almofadinha, que anda com um casaquinho no ombro combinando com a cor da listra da blusa. Todas querem um pouco da sua atenção, um flash de sorriso branco e bem tratado daquele rosto de olhos azuis da cor do mar.

No meio da conversa, uma das balzaquianas** ousou reclamar de um cara com quem ela sai de vez em quando que, segundo ela, só dá pista errada. O cara então se mostrou muito interessado no assunto e, sem perceber, deixou a conviva mais próxima no ar, sem ouvir palavra do que ela estava dizendo. Ficou escutando a reclamante com a maior atenção, mas ela nem percebeu e continuou:
- O cara insiste, liga para a gente sair, a gente sai, fica horas juntos, conversa sobre tudo, sobre nossos planos, ele me dá conselhos, diz que eu estou ótima, faz elogios a minha roupa, repara em detalhes ... que ele não é gay, eu sei. Já vi ele pegando outra mulher. Por que nunca acontece nada? Por que ele sempre me deixa no ar, e depois me pede para não sumir? Qual é a dele?

Do nada, o lindo resolveu se pronunciar:
- É que ele faz o tipo equilibrista de circo, aquele que faz o número dos pratos sobre as varetas. Qual é a função daquele cara? Não deixar os pratos cairem no chão, porque aí eles quebram. Quando ele percebe que um prato vai cair, ele se aproxima e dá um tapa no prato, para ele dar mais algumas giradas. E aí, ele vai mantendo os pratinhos à disposição. O número só é bacana se ele tem muitos pratinhos rodando! Pode ter até um "pratinho oficial", mas a estrela deste número é ele. Ninguém pode brilhar mais.

A balzaca reclamante ficou estarrecida com a metáfora. Isso responde a tudo. Como eu pude ser tão tôla, tão imbecil?

E o cara completou:
- A mulher-pratinho normalmente fica tonta... ou pira de vez ou resolve deixar de ser pratinho. Quer beber alguma coisa?

E saiu para buscar algo para a balzaca, que ficou em estado de choque com esta revelação. Homens são mesmo criaturas surpreendentes!

__________________
* Este texto é uma homenagem a um amigo que vive em Brasília e que é um grande "filósofo" das relações humanas!
** balzaquianas - cunhado por Honoré de Balzac, este termo designa as mulheres com mais de trinta anos e foi popularizado pelo seu romance "A Mulher de Trinta Anos".

domingo, maio 04, 2008

Raça, amor e paixão

Tú és time de tradição
Raça, amor e paixão
Ó meu Mengô...
Eu sempre te amarei,
Onde estiver, estarei
Ó meu Mengô...




E ninguém cala esse chororô...
Chora o presidente,
Chora o time inteiro,
Chora o torcedor!


30o. título do Campeonato Carioca - Fla 2008!

sábado, maio 03, 2008

Jogos de azar...

Imagine você aí...lendo o meu blog e pensando sozinho, com os seus botões: que mulher é essa? quanta loucura passa pela cabeça dela?

Enquanto isso, eu estou aqui, querendo que você me leia, me consuma, me decifre. Escrevo pensando em você, nas suas crenças, nos seus juízos de valor, na imagem que você vai construir de mim.

Nas janelas abertas em que eu me mostro para você, há a mulher forte e também a frágil. Há a que seduz e a que foge de ti. Há a tola e boba e a mais esperta de todas as mulheres.

Elas guardam em mim uma semelhança: gostam de te devorar. E quando te devoram, não sobra pedaço. Os ossos, elas guardam. E aos poucos, você vai ficando nas entranhas delas, impregnado. Quanto mais você as lêe, mais elas sabem de ti.

Que jogo é esse? Onde ele vai parar?

Elas também não sabem... só sabem que não querem parar de jogar!

Speed Racer


Esse aí é o carro do Speed Racer, o Mach 5... ou uma versão dele. Demais!
nono
nono
As fotos, eu fiz com a minha câmera fotográfica Nokia N73. Esse celular é muito maneiro! Ficou todo mundo babando nesse carro uma semana, e loucos para a segurança dar um descuido e a gente pular o cordão de isolamento para ver de pertinho! Mas, não deu... snif...

Fotografias

Eu simplesmente adoro fotografar. Pessoas, coisas, paisagens. Adoro a luz do sol incidindo sobre as plantas, me permitindo olhares diferentes que não tenho sem o auxílio do artefato, da lente.

Fiz uma viagem agora e trouxe um brinquedinho novo. Fantástico!

Se for bem treinada, ela se adapta ao movimento do meu globo ocular e foca no objeto para o qual eu estiver olhando...

Já fiz fotos lindas com ela. Vou fazer um curso e, quem sabe?, vocês verão fotos minhas aqui.

João Ximenes Braga - Zoofilia

Não tem coisa melhor do que você abrir o jornal de sábado e deparar-se com uma delícia de crônica como a do Caderno Ela de hoje.

João, mas você foi fazer o quê no zoológico, meu filho?

Adorei o parágrafo em que você diz que a gente precisa moder muito a língua para não dizer o que está pensando. Eu faço muito isso, principalmente quando eu sei que a pessoa ao meu lado não quer ouvir a minha opinião. Ao contrário, sei que a criatura até pode ser grosseira se eu a disser. Então, é melhor não dizer.

Quando você emenda então dizendo que temos que morder com cuidado, para não morrer envenenado, mas com força para não deixar o veneno virar verbo, fiquei pensando na minha linguinha, toda marcadinha, da força que eu ando fazendo. As pessoas não entendem quando a gente é sincero. Principalmente aqui no Rio de Janeiro, onde aprendemos desde criancinhas como fazer para sermos dissimulados. É o que se espera, portanto, não saia da linha! Seja educado, mas falso como uma nota de duzentos reais!

"Passa lá em casa (mas não espere que eu vá te abrir a porta)!", "Nossa como você está linda (mas que cabelo é esse!?)" são atitudes corriqueiras nesta cidade...

Agora, triunfal é o seu final... que transcrevo aqui:

Os macacos-aranha são de longe os seres mais curiosos do Zôo do Rio. Parecem ter sido coreografados pela turma de "Matriz", mas com uma picardia bem carioca. Capazes de empurrar um colega da corda só pela diversão. Espíritos-de-porco natos. O que mais me chama a atenção neles, porém, é a força e agilidade na cauda.

- É a espécie que mais usa o rabo para subir na vida, depois da mulher brasileira.

Eu não queria ter dito, mas disse. Escapou. Em alto e bom som. Pelos olhares à minha volta, era hora de ir embora.

Queria que você tivesse ouvido as minhas gargalhadas! Obrigada, João, você me fêz feliz hoje!

quinta-feira, maio 01, 2008

Moonlighting

Na minha adolescência, eu era fascinada pelo seriado "A gata e o rato". Ficava fissurada esperando para ver Maddie e David se desentendendo, brigando, entre socos e pontapés (a Maddie gostava de bater nele) e jogando charme um para o outro.

Como milhares de espectadores, também fiquei esperando o momento em que eles iam finalmente se entender, ir para a cama, ficar juntos, dizer um "eu te amo" de boca cheia...

Quando finalmente aconteceu, percebi que o caminho até este ponto foi mais legal do que o "foram felizes para sempre"...

Por que será? Talvez porque esta frase final só exista nos contos de fada. Nós sempre queremos que as pessoas sejam muito diferentes e nos dêem coisas que não podem nos dar. Ser feliz para sempre é também muito monótono, convenhamos. A gente tem que sofrer um pouco ao longo do trajeto para que possa valorizar os momentos bons.

Isso os personagens fizeram bem ao longo da série. Cada olhar, cada toque, cada palavra não dita, cada beijo não dado, foi lenha para o fogo que ardeu depois (minto, este fogo entre eles ardeu sempre).

Às vezes, a vida é assim. É um fogo que arde sem se ver, que nos consome, que a gente não declara, mas que está ali, e cada dia que passa se torna um combustível a mais para a nossa felicidade no futuro.

sábado, abril 26, 2008

Mães

À todas aquelas que foram mães, que são mães, supermães, às que gostariam de ser mães, às que vão ser um dia, às superamigas, que são quase mães, uma singela homenagem...


Roger Waters, cantando Mother, ao vivo!


Clique na imagem e veja esta maravilha! Emocione-se! Reflita!

Neruda, para os meus amigos...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida.

Pablo Neruda

Pessoa...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa, 1931.

O ano do rato

Meu amigo começou o ano com um namoro de muitos anos terminado. "Ela não era a mulher da minha vida, e eu não queria sustentar aquelas expectativas todas!" A ex-namorada dele foi à luta, embarcou para uma viagem de 1 mês para Porto Seguro, se divertiu a valer, e ele ficou no Rio se roendo de ciúmes. Ponto para as mulhers!

Mas ele já virou a página. Ainda quer achar a mulher da sua vida!

Minha amiga ficou sem notícias do namorado, que vive do outro lado do oceano Atlântico. Até hoje, ainda se considera namorada dele, mas no fundo, no fundo, não sabe mais se o é. Está emocionalmente abalada, mas vai sair desta, botando outro grande amor no lugar, bem mais real, que viva mais perto e que seja menos complicado... isso na hora em que ela desisitir de tentar dar jeito naquele cara. E aí, será mais um ponto para as mulheres!

Outra amiga deu um fora no namorado pelo telefone! Deu um basta nas sacanagens que ele fazia com ela e disse que, para ela, tudo aquilo já tinha sido mais do que suficiente. That's enough, my dear! Mais um ponto para as mulheres!

Ela agora só precisa encontrar alguém que goste mais dela do que ela dele. Aí, vai ser perfeito!

Outra amiga resolveu, depois do término de um namoro de 9 anos, que já era quase casamento, fazer dos homens simples objetos de prazer sexual. Uau! Essa arrebentou! Está nessa onda já há um tempo, se divertindo a rodo! Os homens vem e vão, ela troca como se fossem vestidos de festa! Porque a vida é uma festa! Tá certo, às vezes, bate uma solidãozinha, mas que se f..., a vida é muito curta para ser pequena! Olha minha amiga aí aumentando o nosso score!

Por fim, uma outra amiga terminou um namoro que não ia dar em nada e agora está se curtindo muito. Está mais bonita, com uma expressão mais relaxada, rodeada de amigos, cheias de oportunidades de trabalho, com o sol sob a sua cabeça... Rejuvenesceu até! O cara está crente que está numa boa, mas quando ele se arrepender, vai ser taaaaaaaaarrrrrddddddeeeee! Como as pessoas são, né? Para estar bem, tem que deixar os outros no chinelo. Precisa, não, meu bem... dar a volta por cima é muito mais gostoso! Quase orgasmático!

Enfim, esse é o ano do rato... tudo gira muito rápido, a gente já está entrando em maio e, depois desse ano, nada será como antes. Todos seremos melhores! Aprenderemos com os nossos erros, mas sem perder nosso objetivo de vista: vamos botar para quebrar!

quarta-feira, abril 23, 2008

Lágrimas, água e luz

Lá estava eu... no fundo do oceano, roadeada de pequenas criaturas marinhas que eu não reconhecia, oprimida pela enorme pressão da coluna d'água, sem conseguir ver quase nada, o ar acabando...

Que dor! Que angústia! Parecia que o coração ia sair pela boca, de tanto que ele pulava acelerado! O esofago se comprimia, se retorcia, e eu ali, sem saber o que fazer. Só chorava.

De repente, surge uma luz. Como se alguém estivesse me procurando, como se soubesse que eu estava perdida... há muito tempo.

E logo eu entendi que aquela luz era a minha salvação. Que ali eu ia encontrar o ar que eu precisava para respirar, bastava nadar em direção à superfície. E foi o que eu fiz. As criaturas marinhas me acompanharam, como se estivessem mostrando o caminho. Foram até um certo ponto, como se dali em diante não pudessem ir mais, para não perder a mística, para não se revelarem diante daquela luz branca, forte, que nos guiava.

Ao vencer a coluna d'água, fui sentindo a dor diminuir, o corpo ficar mais leve, a água ficar mais quente... ele (Ele?) estava ali, me iluminando, me trazendo de novo à vida.

E ao romper a superfície, ganhei todo o ar que encheu os meus pulmões...e muito mais. E senti aquela luz me iluminar e me inundar, até que comecei a irradiá-la para todos os lados, todas as direções. E fêz-se o dia de novo, sem escuridão, só amor.

Aiêiê, mamãe Oxum.

domingo, abril 20, 2008

A lógica de Einstein

Duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, o gênio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples, respondeu Einstein. - Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança". (Albert Einstein)

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles!

sábado, abril 05, 2008

Same Mistake - James Blunt

So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars beneath my feet
Remember rights that I did wrong
So here I go

Hello, hello

There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy, does it show
I lose the track that loses me
So here I go

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

And so I sent some men to fight,
And one came back at dead of night,
said "Have you seen my enemy?"
said "he looked just like me"
So I set out to cut myself
And here I go

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake again,

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

And maybe someday we will meet
And maybe talk and not just speak
Don't buy the promises 'cause
There are no promises I keep,
and my reflection troubles me
so here I go

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake (REPEAT) again

oo oooooo ooo ooo oo oooo...

So while I'm turning in my sheets
oo oooooo ooo ooo oo oooo...

And once again, I cannot sleep
oo oooooo ooo ooo oo oooo...

Walk out the door and up the street
oo oooooo ooo ooo oo oooo...

Look at the stars

Look at the stars, falling down,
oo oooooo ooo ooo oo oooo...

And I wonder where, did I go wrong.




quarta-feira, abril 02, 2008

Para mí hermana...


Funciona assim: emoldurar, por em cima da cama e repetir como um mantra, todos os dias!

Fonte: iwanteverything

Uma hora a gente incorpora a filosofia a nossa vida, desestressa e vira "fiscal da natureza"!

A musa que malhava


Ai, ai... apesar de tamanho 46, ela também malhava...

Fonte: blog do ANDY

Malhar parece ser mesmo inevitável...tenho que começar logo a minha malhação!