segunda-feira, agosto 18, 2008

O Metrô (homenagem a uma amiga blogueira)

Era um dia comum de trabalho, antes das oito, e ela já estava atrasada. Pegou o metrô na estação Afonso Pena, esperando que ele lotasse no Estácio. Encontrou um lugarzinho num cantinho, tentando se proteger.

Dito e feito. No Estácio, entrou uma galera desesperada, enlouquecida, falando alto, reclamando, uma loucura. Ela logo foi empurrada... empurra daqui, empurra dali... e começou a mal-dizer a hora que entrou naquele vagão.

Na estação Central, um rapaz meteu-se no aperto daquele vagão, empurrando seu corpo contra o da outras pessoas, como se não houvesse amanhã. Ele dizia:

- Dá licença, estou atrasado! Dá licença, por favor! Vou descer daqui a pouco, me deixa passar para o outro lado!

O cara ia saltar estação seguinte... e para descer nesta estação, teria que alcançar a porta do outro lado do vagão lotado!

Aperta daqui, aperta de lá, o rapaz conseguiu vencer a multidão. Já estava quase rolando um bolão para saber se ele conseguiria, mas o feito se deu antes do povo dar os seus lances...

De repente, a porta se abriu. Como um creme que é espremido para fora do tubo da pasta de dente, ele tentou sair. A massa que entrava, contra a massa que saia, não o deixava... Ele finalmente conseguiu, mas ficou com o pé direito preso entre as duas portas, que se fecharam contra o seu corpo.

Ele se esforçou e se esforçou, e o condutor vendo que o rapaz estava preso não dava a partida. De uma hora para a outra, conseguiu soltar seu pé do tênis, que ficou preso na porta.

O que se sucedeu foi fantástico. Silêncio absoluto na casa de apostas. De súbito, a gargalhada foi geral. O cara estava usando uma meia vermelha, e ela estava furada na altura do dedão.

A pressa é mesmo inimiga da perfeição. Alguém se ofereceu para segurar o tênis até a outra estação e o pobre, que estava atrasado, teve que esperar o trem seguinte para buscar seu tênis com um desconhecido que o esperaria na próxima estação.

Se vê cada coisa no metrô!

domingo, agosto 17, 2008

As feias que me perdoem...

...mas beleza é fundamental.

O cara estava em casa ouvindo música no sábado à noite. Toca o telefone, é seu primo:

- Escuta, estou com duas beldades aqui em casa, são irmãs gemêas. Você não quer dar um pulinho aqui?

- Já estou indo, não tenho mesmo nada para fazer hoje.

O cara veste uma roupa bonitinha e sai às pressas. O primo não mora longe. O que ele não sabia era que "beldade", no conceito do seu primo, era "mulher feia".

Ele toca a campainha. Uma das irmãs abre a porta, ele se assusta, e diz:

- Caraca! Leve-me ao seu líder!

A moça era mesmo um ser do outro mundo, um E.T.!

Ela diz, com um sorriso desengonçado: - João está lá dentro com a minha irmã. Você não quer entrar?

Que jeito, né? Já estou aqui, pensou ele.

Pra puxar conversa, ela emenda: - Sabe que quando eu era criança eu era feia?

E ele: - hã?!?!

Precisa ter mesmo senso de humor. Mas, como dizem por aí, não existe mulher feia, precisa é beber um pouquinho mais...

sábado, agosto 16, 2008

Morre Dorival Caymmi, aos 94 anos

Caymmi, vai com Deus! Que ele te abençoe! Que ele te guarde!



O MAR...

O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito
O mar...
pescador quando sai
Nunca sabe se volta,
nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar
O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito

Pedro vivia da pesca
Saia no barco
Seis horas da tarde
Só vinha na hora do sol raiá
Todos gostavam de Pedro
E mais do que todas
Rosinha de Chica
A mais bonitinha
E mais bem feitinha
De todas as mocinha lá do arraiá

Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite
Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada
Num canto bem longe lá do arraiá

Pobre Rosinha de Chica
Que era bonita
Agora parece
Que endoideceu
Vive na beira da praia
Olhando pras ondas
Andando rondando
Dizendo baixinho
Morreu, morreu, morreu, oh...
O mar quando quebra na praia

Esquina...

Centro do Rio, hora do almoço. Sete companheiros tentam encontrar um local para um almoço em conjunto. Difícil tarefa, está tudo lotado.

Um deles, temporariamente deficiente (risos), manca de uma perna, o que torna mais difícil atravessar a rua fora do sinal. Peraí, moço, que a gente está passando.

De repente, na esquina do outro lado da rua, inicia-se uma discussão entre um homem que insiste em parar o seu carro sobre a faixa de pedestres e um vendedor ambulante que, com uma engenhoca montada sobre uma bicicleta para vender panos de chão, de prato e flanelas, insiste em permanecer ali para concretizar seus negócios. Excelente ponto. Ambos estão errados.

Do meio do nada, um dos sete aventureiros decide parar para comprar um paninho. Um, não, vários. A briga rolando e ela perguntando preço. Esses paninhos são sensacionais, moço! Não acho nenhum com qualidade igual a dos seus!

O homem no automóvel começa a buzinar histérico. Sai daí, eu quero parar!

O homem dos panos quer fechar negócio. Ela paga e sai satisfeita. Os sete seguem caminho rumo à Treze de Maio e a discussão continua.

Carioca não é surreal?

Marcas e logomarcas

Outro dia, recebi um power point irritante, daqueles com musiquinha, que trazia um texto a favor do povo tibetano. Eu concordei com muita coisa do que li, mas confesso que não sei dos detalhes, então, não posso dizer quem está certo: Tibet ou China.

Ocorre que o autor do arquivo power point mostrou como a logomarca dos Jogos Olímpicos de Pequim se parece com um homem sendo fuzilado, grudado numa mancha de sangue. Repara só:



Nunca mais consegui vê-la de outro jeito. Pena!

Justa homenagem...


Ontem à noite, fiquei realmente emocionada. O jovem Cesar Cielo transformou sonho em realidade ao ganhar a medalha olímpica de ouro da natação (50 metros livres).

Ver o povo comemorando na rua como se fosse um título de copa do mundo foi sensacional. A gente estava precisando disso.

O menino foi valente, guerreiro, emocionou-se. Choramos com ele. Foi lindo vê-lo receber a medalha no podium. Amei!

Que diferença a sua comemoração das monótonas comemorações do Michael Phelps!!!

Que lindo vê-lo socando a água de alegria!



Esse menino é herói!

Entreouvido por aí...

Duas moças se despedindo afetuosamente na frente do restaurante onde, provavelmente, haviam acabado de almoçar...

"Então fica combinado assim: nem eu te ligo, nem você me telefona..." (beijos, beijos)

E eu, não me furto a pensar: carioca é mesmo um povo surreal!

Sobre direitos e avessos

Minha irmã me deu um livro do qual gostei muito, do professor emérito da UNICAMP, Rubem Alves. Chama-se "Ostra feliz não faz pérola". Bom a gente ler coisas assim.

Separei um trecho para postar aqui no blog. Rapidinho, diz assim:

"Consulte sempre um advogado. Você tem direitos. Consulte sempre um psicanalista. Você tem avessos..."

Meus avessos andam dando o ar de sua graça. Já não consigo controlá-los. Esse Rubem Alves é fantástico!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Como será que me acharam?

Vejam o que recebi por e-mail...


Onde será que fica essa Rua Independencia, 417? Buenos Aires, Argentina?
¿ Será que soy loca?
Mistério!

A Rosa deu a volta no Cravo...

19:30. Ela checa o relógio do computador, depois o do seu pulso. De repente, toca seu celular pessoal, número que ela já tem há muito tempo.

Oi, lembra de mim? Tudo bem com você?

Quem seria, ela não lembra. Reconhece a voz como familiar, mas não lembra do rosto do seu dono. Uma onda de desconforto lhe invade o corpo, varrendo dos seus pés a cabeça.

Vamos lá, vai dizer que você me esqueceu?

Ela ainda não conseguia lembrar, mas sentia algo estranho. Era como se ela não quisesse lembrar do dono daquela voz. Respondeu, de modo firme:

Não, não lembro. Acho que felizmente.

O dono da voz emudeceu. Depois suspirou, bem fundo. Fez-se uma pausa. Ela esperou que ele lhe dissesse alguma coisa.

Sinto sua falta...

(Mas, eu não, ela pensou).

Eu achei que tivesse aprendido a viver sem você. Eu fui muito duro contigo da última vez que nos vimos. É que eu queria que você me odiasse. Eu precisava disso para fazer o que fiz... sabe, tentar outras experiências... Eu tinha muitas dúvidas. Agora, sei que errei muito. Todos me avisaram, mas a ficha demorou a cair...

Cinco anos. Cinco longos anos foi o tempo que a ficha levou para cair. Ela, enfim, se lembrou dele. Tinha sido seu namorado, noivo, quase marido. Depois de muito tempo juntos, a deixou sozinha, com seus planos, seus móveis, seus sonhos, sua auto-estima, todos despedaçados, como o Cravo, quando briga com a Rosa... e ela põe-se a chorar... Trocou a antiga namorada por uma novidade, fresquinha. Tempos depois, a novidade viu que ele era uma bela propaganda enganosa e dispensou-lhe, do mesmo modo que ele fizera com sua namorada. E ele não conseguiu mais nenhum par de pés gelados para dividir o cobertor depois disso. Estava arrependido. Pensava que conseguiria mais alguma coisa ali... tolo!

Ela viu que o Ivan Lins era piegas, mas "começar de novo e contar comigo" era realmente um verso lindo... Reaprendeu a viver. Gostou do que encontrou, depois da tempestade. Chorou muito, mas se viu amparada por uma 'rede' de amigos. Fez análise, redescobriu pequenos prazeres, voltou a fazer tudo aquilo do qual ele andava se queixando no final do namoro: saiu, bebeu, brincou, pulou, dançou, desenhou, encontrou os amigos, fez novos amigos, enfim, viu a vida pulsar de novo em suas veias...

Ia ser mesmo muito chato dividir a vida com alguém que queria ter uma vida tão modesta. Ela queria mais, queria se divertir, queria viajar, queria curtir... queria viver o presente ao qual ela tinha direito e não o que ele vinha oferecendo a ela... Ele a acusou de só pensar no futuro: muitas vezes, foi por pensar que o futuro poderia ser melhor que ela permaneceu ao lado dele, evitando pedir coisas, sugerir programas e gastar um dinheiro que ele não tinha para gastar. O que ele fora ao seu lado? Um encostado. E isso, ela percebeu - finalmente! - que não precisava. Queria um homem que a amasse, que a encantasse, que a fizesse feliz, e que quisesse muito vê-la feliz, tanto quanto ela a ele.

Incrível como ela havia demorado a lembrar da sua voz! Para se lembrar dele, como pôde demorar tanto?

Ela suspirou de desgosto e respondeu...

Moço, acho que você ligou para a pessoa errada. Não sei quem você é. Não te conheço. Não preciso ouvir suas lamurias. Se você me dá licença, está na minha hora...

E desligou.

Ele se sentiu um merda, pois tinha quase certeza de que ela o havia reconhecido. Ela saiu e foi encontrar com a galera, que já a estava esperando. Era hora do happy-hour de quarta-feira.

terça-feira, agosto 12, 2008

Eu queria ter escrito isso... eu queria levar isso mais a sério!

Mulheres Possíveis
**

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência* não é* contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

*Martha Medeiros - Jornalista e escritora**

Boas metáforas

"A ausência passageira é a metáfora da ausência definitiva"
(Rubem Alves)

Precisa explicar?

domingo, agosto 10, 2008

Bandeiras tibetanas


Sempre me surpeendeu que os tibetanos sejam um povo tão cheio de fé, mesmo vivendo tudo que eles vivem sob o domínio da China. Terra arrasada, coração fértil de amor.

A tradição no Tibet é de colocar, presas em varais, bandeirolas com orações, para que o vento leve por toda a eternidade os pedidos que o povo faz, pedindo paz e conforto a Deus.


No filme que vi ontem, quando visitam as altas montanhas no Tibet, o personagem de Morgan Freeman (Carter Chambers) pergunta ao personagem do Jack Nicholson (Edward Cole) se:
* Ele já havia encontrado alegria na sua vida.

* Se ele trouxe alegria para a vida de outras pessoas.

Perguntas difíceis, da tradição oriental. Era assim que se avaliava se alguém estava pronto para entrar no Paraíso, o que quer que este "lugar" seja, para o descanso da sua alma. Lembrei-me de uma senhora, que não está mais entre nós, e que nessa encarnação foi minha avó. Ela era alegre, cheia de vida, adorava gargalhar e fazer os outros rirem com suas brincadeiras. Faz falta hoje no dia dos pais.

Mas, se para entrar no céu, ela teve que responder a estas duas perguntas, ela está lá hoje, ao lado de Deus.

Baratas

Deu no jornal de sexta-feira passada. Um homem, vestido de branco, por volta do meio dia, parou nos bueiros da esquina das ruas Sete de Setembro e Avenida Rio Branco e borrifou inseticida fervorosamente contra eles.

Em pouquíssimo tempo, começaram a emergir dos bueiros baratas e mais baratas - desesperadas com o produto tóxico, desorientadas, considerando a tudo e a todos como inimigos, achando que qualquer lugar era esconderijo.

As pessoas que por ali passavam ficaram desesperadas com a cena. As mulheres, menos corajosas, gritaram de terror. Os donos das lojas colocaram hordas de empregados, de vassouras em punho, para defender seus estabelecimentos do ataque. Sob o olhar atento do dono, e na pressão em que se encontravam, a eles nada restava a fazer se não matar as baratas e defender as lojas da invasão, lembrando-se de dizer aos passantes que aquilo ali não era um estabelecimento mal cuidado, tentando evitar denúncias a Vigilância Sanitária.

O homem fatídico, de branco, sem identificação, tratou de fugir.

Lembrei-me de uma passagem da minha vida, quando estava com minhas mãe e irmã próxima à igreja de São Jorge, junto à Praça da República, no centro da cidade. Tirava uma cópias de documentos, para cadastrar-me e ter acesso ao acervo da biblioteca pública municipal, na Presidente Vargas, quando, de repente, uma barata - que a minha irmã chama de "barata-trem", de tão grande - subiu pela minha perna, dentro da calça jeans. Meu único impulso foi fazer um falso "torniquete" com as mãos, para evitar que ela alcançasse minha região pélvica e todo o resto (que vocês podem imaginar...). O nojo era tamanho, que eu só conseguia me movimentar de modo a fazê-la cair, mas ela não descia. Parecia que só tinha um objetivo: continuar subindo! Eu parecia um mamulengo, me contorcendo na rua. Minha mãe e minha irmã não conseguiam entender o que se passava e eu comecei a chorar de nojo!

Quando finalmente a torturadora saiu da minha calça, eu estava lívida, e sabia que ia me lembrar daquilo para o resto da minha vida. Nunca mais eu páro próxima a bueiros, nem que seja para atravessar a rua.

Elas já venceram a guerra, vão sobreviver à bomba atômica. Nós, não.

domingo, julho 06, 2008

Entreouvido por aí...

Das personagens da novela "Beleza Pura" e do semanal "Toma lá, da cá", José Henrique (Bruno Mazeo) e Mário Jorge (Miguel Falabella), respectivamente:

"Tô agarrando um ódio dessa criatura...."

Me peguei pensando no significado desta expressão ao pé da letra e, vi que sem considerar o lado suburbano da coisa, ela não faz sentido nenhum... mas, que é divertidíssima, isso é!

domingo, junho 22, 2008

Vectra GT

Pois é, as coisas nem sempre dão certo para quem vive de propaganda. No lançamento do Vectra GT do ano passado, muito badalado e até com direito a stand no Casa Cor do Rio de Janeiro no Jockey Club, o barato era a propaganda da tv, que tinha direito a cena com duas mulheres se pegando e o carro andando de lado, pelas paredes.

Como, ainda por cima, o carro era cor de laranja, disseram logo que era um carro para GLSs. Puro preconceito, o carro é definitivamente lindíssimo.

Mas, parece que encalhou, que não vendeu nada, porque o brasileiro é machista mesmo.

Agora, numa tentativa de relançamento, a agência mudou a música (que era uma versão diferente de "Metamorfose Ambulante", só que com um ar de balada), tirou a cena das mulheres que se agarravam no elevador panorâmico e ainda deram mais ênfase ao slogan do final:

"Ou você anda na linha, ou você anda num Vectra GT"!

Ai, ai, num país onde a propaganda é a alma do negócio e a gente vive ganhando prêmio, as coisas andam de mal a pior para essa galera do Vectra. Chega a dar dó da GM...

Assista ao comercial original, no link: http://www.youtube.com/watch?v=qshGRuDfbFQ&NR=1

Bajofondo Tango Club: "A Favorita"

A pedido de meu amigo Paulo, fui investigar o tecnotango da abertura da novela "A Favorita". Descobri que é do Bajofondo, como já devíamos esperar.

O clipe é muito bacana. Vale dar uma visitada no You Tube para assistir. O link é:
http://www.youtube.com/watch?v=D9TmiwA16s4&feature=related

Taí, Paulo, você pediu, eu encontrei.

Beijocas,
Rebecca

Na natureza selvagem

Neste filme, bacana, mas que é um socão no estômago, ouvi alguma coisa muito pertinente. O personagem principal diz algo mais ou menos assim:
"A felicidade só é real se compartilhada com alguém"...

Quando o cara finalmente entende quem ele é, e descobre a sua própria identidade, percebe ao mesmo tempo que o homem é um ser social, e que tudo que ele aprendeu não foi senão pelos relacionamentos que ele estabeleceu com outras pessoas ao longo do percurso de aprendizagem.

Como demorou a entender, né, cara? Como você sofreu pra isso, né, bacana? Tudo a ver com esta imagem que eu postei aí embaixo...

Chorei à beça vendo esse filme, mas recomendo. Pais, vejam com seus filhos. É muito legal!

quarta-feira, junho 18, 2008

Paisagem

Foto: Rebecca Leão. Local: Concord River, Massachussets, USA. Maio, 2008.

Solidão e placidez. Foi tudo que eu encontrei neste lugar. Tudo, menos paz.