Hoje, eu andei fuçando a minha caixa de fotografias para recuperar uma foto em especial, na qual estou na casa de um grande e antigo amigo em Muriqui.
Não achei a tal foto, deve estar na casa da minha mãe. Mas, revi outras fotos, várias, nas quais apareciam pessoas das quais não me lembro os nomes. Aliás, da maioria apaguei seus nomes. O que, sinceramente, me causou uma tremenda angústia. Por que fiz isso? Não eram elas importantes o suficiente para que eu guardasse seus nomes? Seria a idade chegando e com ela a perda de memória?
Me deu uma vontade danada de pegar foto por foto e ficar fazendo anotações atrás, para resgatar, um por um o nome daquelas pessoas. Algumas, inclusive, estiveram na minha casa, em festas de aniversário. Como eu pude me esquecer delas?
Uma coisa eu pude constatar: na maioria das fotos, eu me sentia gordinha, e tentava me esconder de alguma forma. Mesmo naquelas em que eu não estava nem um milímetro gordinha... O que me leva a crer que a ditadura da magreza é mesmo uma ditadura. Uma tremenda burrice, que aceitamos sem questionar. Estas memórias são minhas, mas parecem de outrem.
A tal foto que eu procuro é uma meta. Uma meta que eu considero difícil, mas inspiradora. Vou focar nela. Rejuvenescer, impossível. Mas, deixar dez quilos pelo caminho, quem sabe?
Só sei que hoje sou muito melhor do que era há dez anos, quinze. Quanto mais eu me conheço, mais sei dos meus limites, e mais sei o que posso fazer para melhorar. Dá trabalho, mas se não desse, não seria gratificante.
sábado, fevereiro 27, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
Preocupação
De repente, alguns amigos ficaram doentes. Três precisaram se submeter a cirurgias. Um voltou a tratamento devido a uma doença antiga. Outro começou a sofrer todo tipo de acidentes. Um outro soube de um resultado de um exame que levantou suspeitas. Eu fiquei preocupada. Quanta coisa junta!
Tenho pedido muito a São Francisco de Assis que os proteja. Mas, ando achando que ele vai ficar sobrecarregado.
Acho que vou botar um galhinho de arruda na minha bolsa.
Tenho pedido muito a São Francisco de Assis que os proteja. Mas, ando achando que ele vai ficar sobrecarregado.
Acho que vou botar um galhinho de arruda na minha bolsa.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Uma ode às tardes ardentes do Rio de Janeiro que para muitos têm terminado em banhos de mar (mas não pra mim!)
a tarde*
As tardes que serão e as que têm sido
são uma só, inconcebivelmente.
São um claro cristal, só e dolente,
inacessível ao tempo e a seu olvido.
São os espelhos dessa tarde eterna
que em um secreto céu se entesoura.
Naquele céu estão o peixe, a aurora,
a balança, a espada e a cisterna.
Um arquétipo, e todos. Assim Plotimo**
em seus livros (são nove) nos descreve;
bem pode ser que nossa vida breve
seja um fugaz reflexo do divino.
A casa a tarde elementar devassa.
A de ontem, a de hoje, a que não passa.
_______________________
* Jorge Luis Borges, poesia.
** Mais sobre Plotimo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plotino
As tardes que serão e as que têm sido
são uma só, inconcebivelmente.
São um claro cristal, só e dolente,
inacessível ao tempo e a seu olvido.
São os espelhos dessa tarde eterna
que em um secreto céu se entesoura.
Naquele céu estão o peixe, a aurora,
a balança, a espada e a cisterna.
Um arquétipo, e todos. Assim Plotimo**
em seus livros (são nove) nos descreve;
bem pode ser que nossa vida breve
seja um fugaz reflexo do divino.
A casa a tarde elementar devassa.
A de ontem, a de hoje, a que não passa.
_______________________
* Jorge Luis Borges, poesia.
** Mais sobre Plotimo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plotino
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Etiqueta corporativa num Rio bem acima dos 40
12:30, Largo da Carioca. O "picolé" marca 47o C. Eu páro na frente dele e não acredito. Não pode ser. É muita coisa. Como não "fritar os miolos" desse jeito? Tento tirar uma foto, para ter certeza de que não estou ficando louca, mas o reflexo do Sol no vidro do termômetro é implacável.Ontem, eu já tinha ficado louca ao ver o mesmo "picolé" marcar 48oC às 16:30, quando desci para tomar um suco. Não pude acreditar que era verdade. Mas, hoje, ao constatar uma temperatura parecida, percebi que estamos vivendo o final dos tempos.
Indo para o centro da cidade, o "downtown" do Rio de Janeiro, às vezes me pego reparando nos homens de gravata, com suas pastas imponentes e seus sapatos combinando, e me pergunto todas as vezes: "Como é que eles não estão assando nesta roupa"? "Como eles aguentam essa mortalha"? É uma tortura, já às 8:00 da manhã.

Na minha empresa, desde que liberaram o traje formal, como meio de encarar o verão, os homens relaxaram um pouco, mas não a ponto de substituir a manga comprida pela curta. Eles a preferem enrolada nos braços, que uma manguinha curta fresquinha. A camisa pólo, só às 5as e 6as, como era antes. Ninguém precisou dizer como deveria ser esse novo formal, eles simplesmente adotaram essa "moda" e assim vêm fazendo desde que o Presidente pôs um fim ao terno-e-gravata no verão.
Mas, e as mulheres? Como ficam? Qual é o novo formal das mulheres, sem o terninho convencional? Eu ainda não sei. Temos apelado para as saias e vestidos. Eles têm dado conta. Mas, pouco v
emos as cores. Na maioria das vezes, não vemos estampas grandes, cores fortes e trajes parecidos. Só os lisos, saias envelopes, sapatos "peep-toe" (aqueles fechados com os dedinhos à mostra) e blusas de algodão, bem abertas e frescas.Mas, e quando o informal fica vulgar? Como saber a medida? Como saber que certas blusas não caem bem ao ambiente corporativo, que calça branca às vezes chama atenção demais, que alguns decotes pedem um pouco de moderação?
Como combinar calor com profissionalismo? Você já pensou nisso? Como é que você faz? Se você tem que visitar um cliente, invariavelmente vai de terno e gravata? O cliente te espera nestes trajes? Ele está nestes trajes? O que vale mais, chegar limpo e fresquinho numa roupa mais leve ou com aquela incrível poça de suor embaixo do braço?

Se continuarmos como estamos, vamos acabar nos vestindo como os tuaregues no deserto do Sahara, tendo que usar roupas de algodão compridas, com um pano que proteja a cabeça do sol. É ou não é o final dos tempos?
E como diz um grande amigo meu, será que o motivo de tudo isso não se deve ao fato da Terra estar supostamente inclinando 1 ou 2 graus?
domingo, fevereiro 07, 2010
A marchinha que eu elegeria!
"Se o Conde D'EU,
Se o Rei de Bag-DÁ,
Se os negros do Su-DÃO,
Por que eu não posso DAR?"
A-m-e-i!
Frango Xadrez
Não, você não errou de blog, esse aqui não é um blog sobre culinária. O fato é que eu estou determinada a fazer um frango xadrez, e fui atrás da receita. Queria a original, que levasse amendoim. Adoro. Comprei os pimentões, mas ainda estou na dúvida se uso o verde, porque eu tenho em casa um vermelho e um amarelo. Aliás, caríssimos. Será por que, né?
Olha a receita que eu pretendo fazer:
Receita de Frango xadrez original
Ingredientes

6 filés de frango
Sal e pimenta do reino à gosto
3 colheres (sopa) de óleo
2 pimentões, 1 verde e outro vermelho, cortados em tiras grossas
1 cebola
1/2 xícara (chá) de amendoim torrado
1 colher (sopa) de molho de soja (shoyu)
1/2 xícara (chá) de catchup
1 colher (rasa) de amido de milho
Modo de preparo
Corte os filés de frango em quadrados médios e tempere com sal e pimenta do reino à gosto.
Coloque pouco sal no caso de utilizar amendoim salgado.
Aqueça o óleo em uma panela.
Acrescente os filés de frango e deixe fritar até dourar.
Junte os pimentões e a cebola cortada e deixe fritar.
Em seguida, adicione o amendoim.
Misture o molho de soja, o catchup e o amido de milho.
Leve também à panela e deixe aquecer, sem parar de mexer.
Corte os filés de frango em quadrados médios e tempere com sal e pimenta do reino à gosto.
Coloque pouco sal no caso de utilizar amendoim salgado.
Aqueça o óleo em uma panela.
Acrescente os filés de frango e deixe fritar até dourar.
Junte os pimentões e a cebola cortada e deixe fritar.
Em seguida, adicione o amendoim.
Misture o molho de soja, o catchup e o amido de milho.
Leve também à panela e deixe aquecer, sem parar de mexer.
Rendimento: Para 6 pessoas.
Se alguém tiver uma dica de substituição do amido de milho por outra coisa (pois eu não pretendo usá-lo), agradeço. Depois conto se ficou bom.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Hoje, tive pena de mim mesma...
... pois estou de férias e às 19 horas e 30 minutos me vi parada no ponto de táxi em frente à empresa, completamente exausta e sem forças e coragem para encarar um vagão de metrô lotado.
Estou me sentindo como um "boi de piranha", ralando à beça, num projeto que está me tirando o sono, e com a sensação de que tudo tem que mudar para continuar como está.

Eram sete horas e trinta minutos e estava o maior sol. Meu marido havia ligado uma hora e meia antes para dizer que ia dar um mergulho e ver o pôr do sol no Arpoador. Eu podia estar com ele.
Mas, estava lá, querendo que alguém me abraçasse, me dissesse que vai ficar tudo bem, e que por mais que eu seja só um peão nesse jogo de xadrez, minha cabeça não está a prêmio. Mas, está. Sempre está.
Chorei sozinha, vendo o sol brilhar naquele céu do centro da cidade. Chorei so-zi-nha. Mais sozinha do que nunca. E num dia bonito de verão, acabei na minha cama, exausta, esperando a noite cair, querendo um alento, esperando por um convite à contemplação que só as férias podem proporcionar.
Tive pena de mim mesma, pois mesmo estando acompanhada, senti na garganta o nó da solidão daqueles que andam sozinhos... e fiquei sem ar.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Amo meus bonecos
Eu sempre gostei de bonecos. Quando era criança, mamãe me dava um monte deles. Tinha de todos os tipos, um armário cheio. Depois que cresci, investi nos bichos de pelúcia, pensando nos filhos que não vieram (ainda), e que com o tempo foram devidamente lavados e guardados.
Hoje, no meu escritório, habitam algumas preciosidades, cada um com sua história. Aqui vão eles.
Este Einstein voador comprei em Bogotá e trouxe para o meu marido. Muito original, ele é um móbile todo articulado. A loja era uma loucura!
Esta fadinha louca trouxemos de Búzios. Ela é desgrenhada, como eu, quando acordo!
Este anjinho me acompanha desde que estive em Houston, e tive que fugir de um furacão (eu comprei o boneco no aeroporto e até hoje quando olho pra ele, sinto um certo conforto). Sempre me lembro do Pequeno Príncipe...
Esse Pinóquio, ganhei de Clarice Bronté. Lindo boneco, lindo presente!
A sereia-fantoche é quase uma Iemanjá. Foi da minha irmã, mas eu a resgatei de virar mais um brinquedo jogado no canto e agora ela ocupa posição de destaque na prateleira. Eu a acho linda, de papel marchê, muito bacana...
Minha última aquisição foi este casal de marionetes, um casal indiano, que logo meu marido disse que eram ciganos. Como eu sei que tenho um pé lá naquelas bandas, aceitei de bom grado. São da Ruppe Rupee, e lindos, com uma roupa lindíssima, de seda...
Então, estas peças com história me encantam, me fascinam...
Hoje, no meu escritório, habitam algumas preciosidades, cada um com sua história. Aqui vão eles.
Então, estas peças com história me encantam, me fascinam...
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Bolsinha
Depois da discussão sobre a bolsa da Louis Vuitton, resolvi postar a gracinha que comprei no centro do Rio de Janeiro e que me tem feito muito feliz...

Nada como uma carteira de palha, com uma flor de palha, para combinar com esse Verão escaldante do Rio de Janeiro, não?
Ah, a minha prima comprou uma pra ela em Pernambuco. Quando viu a minha, chegou a conclusão que a bolsa de palha é a coisa mais globalizada que há! Vixe!
Nada como uma carteira de palha, com uma flor de palha, para combinar com esse Verão escaldante do Rio de Janeiro, não?
Ah, a minha prima comprou uma pra ela em Pernambuco. Quando viu a minha, chegou a conclusão que a bolsa de palha é a coisa mais globalizada que há! Vixe!
Tempo de fazer...
Troquei a máquina fotográfica por uma mais moderna. Comprei pela internet. Quero fotografar o óbvio, imprimindo meus olhares em cada foto, mostrando novas perspectivas. Vou deixá-la à mão. Chega de fotos de família. Quero o cotidiano das curvas da cidade, dos espaços abertos por onde passamos, das mudanças que não vemos acontecer.
Comprei um armário novo pra cozinha. Vou arrumar as coisas. Deixá-las menos expostas, mais organizadas. Usufruir do meu canto, do meu espaço, com a ordem que me faz também. Mas, vou aproveitar o momento para separar as coisas velhas, aquilo que não uso mais, que vai pro lixo ou que talvez servirá para alguém por mais um tempo. Não sei. É tempo de fazer acontecer, onde menos é muito mais.
Fechei a área de serviço com uma janela. Agora já não chove mais dentro de casa, já não faz mais aquela laminha na área, eu já não caio mais. Estou cuidando mais de mim. Quem precisa de cuidado não pode ficar esperando que alguém faça por você, tem que correr atrás.
Voltei pra análise. Estou fazendo uns exercícios bem bacanas. Aprendi que não basta viver, tem que viver com qualidade, cada minuto. Estou satisfeita, estou vendo meu crescimento. E por mais que me doa, a sensação de dever cumprido é tanta que parece que finalmente vou ficar em paz comigo mesma.
Comecei o ano à mil. Em um mês, três demandas atendidas, dois bons resultados. O terceiro vem no final deste mês, apesar do carnaval e das férias da equipe atrapalhando um pouco o rendimento. Participei de uma banca, e a tese estava ótima. Muito gratificante ver tanto resultado.
O ano começou quente, algumas expectativas foram frustradas, mas o sol vem trazendo um tom positivo que é incrível. E você, como andam os seus planos?
Comprei um armário novo pra cozinha. Vou arrumar as coisas. Deixá-las menos expostas, mais organizadas. Usufruir do meu canto, do meu espaço, com a ordem que me faz também. Mas, vou aproveitar o momento para separar as coisas velhas, aquilo que não uso mais, que vai pro lixo ou que talvez servirá para alguém por mais um tempo. Não sei. É tempo de fazer acontecer, onde menos é muito mais.
Fechei a área de serviço com uma janela. Agora já não chove mais dentro de casa, já não faz mais aquela laminha na área, eu já não caio mais. Estou cuidando mais de mim. Quem precisa de cuidado não pode ficar esperando que alguém faça por você, tem que correr atrás.
Voltei pra análise. Estou fazendo uns exercícios bem bacanas. Aprendi que não basta viver, tem que viver com qualidade, cada minuto. Estou satisfeita, estou vendo meu crescimento. E por mais que me doa, a sensação de dever cumprido é tanta que parece que finalmente vou ficar em paz comigo mesma.
Comecei o ano à mil. Em um mês, três demandas atendidas, dois bons resultados. O terceiro vem no final deste mês, apesar do carnaval e das férias da equipe atrapalhando um pouco o rendimento. Participei de uma banca, e a tese estava ótima. Muito gratificante ver tanto resultado.
O ano começou quente, algumas expectativas foram frustradas, mas o sol vem trazendo um tom positivo que é incrível. E você, como andam os seus planos?
Sempre me emociono
Fantástico esse comercial. Para um público super seleto e cada vez maior. Boa sacada!
domingo, janeiro 31, 2010
Alma pura
Duas moças conversando na recepção do meu curso de Inglês. Uma está muito 'sonada'. A outra, está fazendo graça com ela porque ela esqueceu de trazer o suco para o povo tomar café da manhã (lá eles têm esse hábito no sábado pela manhã, cada um leva alguma coisa).
- Querida, que cara é essa? Você dormiu em casa essa noite?
No que a outra responde:
- Humpffff...
E a segunda, dando risada, retruca:
- Sua alma não está nada pura, não é mesmo?
[Fecha o pano]
- Querida, que cara é essa? Você dormiu em casa essa noite?
No que a outra responde:
- Humpffff...
E a segunda, dando risada, retruca:
- Sua alma não está nada pura, não é mesmo?
[Fecha o pano]
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Como saber se a bolsa é verdadeira
Ontem, no restaurante em que almoçamos, reparamos que uma moça portava uma bolsa Louis Vuitton. Então, eu e meu marido iniciamos uma discussão-filosófica-contemporânea sobre a veracidade daquele acessório.Ele me disse: "Está vendo, se não dá para saber se é verdadeira ou falsa, não vale à pena investir tanto num item desses... vão sempre achar que é falsificado, do camelô..."
Hoje, contando o ocorrido para meu amigo argentino, ouvi o seguinte:
- "Para saber se uma bolsa é verdadeira, repare se a mulher que a está usando é verdadeira!"
Então, ao que me parece na primeira olhada, a bolsa daquela moça era legítima!
segunda-feira, janeiro 18, 2010
O tanto que eu estou trabalhando
Eu não sei porque, mas ando trabalhando muito. Por isso, estou até sem tempo para postar. Tenho visto muita coisa, pensado outras tantas, lido à beça, conversado com os meus botões, já que andou dando boi-na-linha com o meu mais recente-e-querido-interlocutor, e a gente não consegue trocar umas boas idéias há tempos... mas, fora isso, a cabeça anda a mil, querendo contar muitas coisas pra vocês.Fora o trabalho, tem ainda esse calor, essa coisa doida. Ninguém aguenta, fica baratinado, ferve os miolos. É uma coisa tão fora do normal, que, aff, meu Deus. Essa semana, deu 50 graus na Central do Brasil, centrão mesmo do Rio de Janeiro. Eu, que saio para almoçar ali no Largo da Carioca, fico pensando na volta, que já sei vai ser terrível. Tem horas que acho que estou no deserto do Saara, e olha que o Saara da gente é logo ali (mas eu não me atrevo a ir lá, nem pensar).
Já vi que muitos colegas estão optando por le
var comida, a boa e velha marmita, para não ter que ir na rua na hora do almoço. Será que eu aguentaria? Sei não... mas, já andei cogitando.Então, ter que trabalhar tanto, e com um calor desses esquentando a cabeça, chega dar um certo mal-estar e nenhuma, mas nenhuma vontade de postar alguma coisa nova no blog. Total preguiça de fim-de-tarde, que me leva a querer cama e ar-condicionado... e nada de malhação.
Aliás, esta é uma decisão de ano novo que preciso por em prática rápido: voltar a malhar. O corpo está pedindo. Com tantas comemorações, comilanças e festinhas, se a gente não se controla, perde a vontade de se olhar no espelho.
Bom, e com a conexão caindo o tempo todo, só me resta rezar para que este post consiga ir para o ar, caso contrário, terei perdido tempo e boa parte da minha vontade de escrever de novo...
domingo, janeiro 17, 2010
Fim de tarde em Santa
Hoje fomos comemorar o aniversário de um amigo no restaurante Aprazível, em Santa Tereza. Não foi a primeira vez que estive lá, mas acho que foi a vez que eu mais curti, relaxada, com amigos, o entardecer naquele lugar... não preciso nem dizer que foi uma tarde muito agradável...Quando estive lá a primeira vez, me encantei com as cores, os móveis, e principalmente, com a culinária, refinada e pra lá de brasileira. Um programa que todo "gringo" tem que fazer, até os menos abonados.
A decoração também é linda. Contam com muitas cores, e apesar do calor escaldante, as flores estão sempre por toda parte. Estas que estão na foto, eu tirei na primeira vez que estive lá, e me motivaram a colocar sempre flores em casa, pois elas dão vida a qualquer ambiente.

Fora isso, a decoração conta com algumas construções que parecem com ocas, e a gente se sente um pouco numa ilha dentro do Rio de Janeiro e se esquece das mazelas que ainda encontramos na cidade, apesar do esforço de muitos.
O fato de usarem as cores berrantes das chitas também ajuda a criar um clima bacana. A gente nem acredita no alto astral da decoração e fica boquiaberto em ver como o local fica cheio o tempo todo. Aliás, Santa Tereza estava bem cheia hoje, já que tambores e tamborins já estão esquentando nesse período pré-carnavalesco.
Conversamos muito com um casal que conhecemos e que nos contou que conheceu nossos amigos, os anfitriões, num cruzeiro onde ficaram dez dias jantando na mesma mesa. Deram graças por terem se dado tão bem e terem feito uma viagem tão agradável, que tinha resultou numa amizade que já durava ma
is de dez anos. Nós também, já que ficamos numa mesa apenas com eles, e descobrimos um monte de afinidades. Inclusive o fato de sermos vizinhos, e morarmos a apenas 100 metros de distância (no máximo) uns dos outros. Incrível, né?Pois já combinamos uma saída na semana que vem, os três casais! Quando você decide se abrir para o mundo, novas pessoas aportam no seu mundinho... quem sabe elas não vêm trazendo coisas boas?
A propósito, fiquei chocada em ver como as filhas do meu amigo se parecem com os pais. É como o meu pai e minha irmã, iguais-iguais-iguais!
domingo, janeiro 10, 2010
Salve o Rio de Janeiro, salve o ócio...
Amei esse final de semana. Depois do "grande tombo" da semana passada, ficar o final de semana curtindo o nada, taking a rest, foi muito bom. E ficar de bobeira no Rio de Janeiro é muito bom, a paisagem é linda...
Está bom, eu bem que não precisava ter ficado tão esfolada, porque essa meleca arde à beça, mas, eu curti o não fazer nada, a saidinha no sábado de noite, os cuidados pessoais, a falta de compromisso, a não ser comigo mesma, e a pizza requentada de hoje.
Então está tudo bem, está tudo bom.
E mesmo o final de semana já chegando ao fim, eu não vou ficar virando folhinha, pensando na semana que começa. Vou imprimir meu ritmo, porque a minha agenda desse ano é bem pequenininha, que é pra eu não entupir de compromissos...
Está bom, eu bem que não precisava ter ficado tão esfolada, porque essa meleca arde à beça, mas, eu curti o não fazer nada, a saidinha no sábado de noite, os cuidados pessoais, a falta de compromisso, a não ser comigo mesma, e a pizza requentada de hoje.
Então está tudo bem, está tudo bom.
E mesmo o final de semana já chegando ao fim, eu não vou ficar virando folhinha, pensando na semana que começa. Vou imprimir meu ritmo, porque a minha agenda desse ano é bem pequenininha, que é pra eu não entupir de compromissos...
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Todo dia uma novidade...
Hoje, ao chegar em casa, tudo me pareceu muito normal. Fora o fato da faxineira não ter aparecido, nada estranho. No entanto, às 18:40, um alarme começou a soar desesperadamente na vizinhança. Parecia uma tentativa de roubo de automóvel.
Tudo bem, pensamos, uma hora acaba a bateria, ou o dono aparece.
Às 19:40, o alarme soou novamente. Foram mais 20 minutos de um barulho ensurdecedor. Meu marido foi até a varanda e gritou, já feito um doido, "miseráveis, desliguem isso". Foi quando ele me confidenciou que a barulheira havia começado no meio da tarde.
Às 20:40, o alarme voltou a soar. Às 20:50, eu liguei pro 190, e pedi ajuda. Fui atendida por uma moça muito educada, de nome Larissa, que fêz de tudo para localizar o suposto endereço que eu estava informando. Sim, suposto, porque eu não sabia exatamente onde estava aquela coisa que tanto nos incomodava. Eu até fui pra varanda para ela ter certeza de que eu não estava mentindo e que aquilo não era trote, e disse que o tal alarme era temporizado. Em pouco tempo ele desligaria e seria difícil descobrir de onde vinha. Ela me deu um número de um protocolo e depois disse que ia mandar uma patrulinha do 6o. BPM para atender a ocorrência.
Em torno das 21:40, o alarme disparou de novo e o meu marido resolveu ir até o local para tentar descobrir o endereço correto. Viu diversas pessoas desesperadas, pedindo que aquilo parasse, mas todo mundo meio apático, sem saber como proceder. Voltou para casa danado da vida e me disse solene: "hoje aqui ninguém dorme".
Às 22:30, eu liguei de novo pra PM, quando o alarme tocou mais uma vez. Daí eles disseram que nada poderiam fazer, que a patrulhinha já havia estado no local, mas que não havia denúncia de roubo e que se eles mandassem alguém pra arrombar o veículo, poderiam ser "processados" pelo proprietário, que poderia alegar que eles sim estavam tentando roubar seu carro. Foi quando me deram o número do 6o. BPM e eu liguei para lá, para saber como estava o andamento do meu atendimento.
Eu falo com eles com a maior educação do mundo. Sou uma cidadã que trata todos os servidores com o maior respeito, pois eu sei que "gentileza gera gentileza". Mas, às vezes, percebo que eles pouco podem fazer por nós, porque as leis protegem quem não as cumpre. Ora bolas, se já são mais de dez horas da noite e existe uma Lei do Silêncio, dentro do que se convencionou chamar ordem pública, temos o direito a um sono sossegado para trabalhar no dia seguinte, ou não?
Fiquei me perguntando se eu não poderia entrar com uma ação amanhã contra a Prefeitura, alegando incompetência para proteger os meus direitos, visto que eu pago os meus impostos em dia e tenho tanto direito a dormir quanto o cidadão que colocou um alarme num carro ou numa casa, nem sei mais.
O Cabo Oliveira, que me atendeu, me telefonou de volta pedindo mais informações, porque estava tentando localizar de onde vinha o tal alarme e não conseguia. Então, eu percebi que não existe essa de sigilo e confidencialidade, eles têm um Bina do outro lado, identificam o seu número e, então, é bom não brincar com coisa séria. Eu fiz uma vozinha chorosa e disse que estava enlouquecendo, e ele ficou compadecido de mim, e disse que ia tentar resolver, mas que não garantia nada. E pediu pra que depois eu ligasse de volta dizendo se tudo tinha ficado bem.
Eu só sei que são 23:24 agora e que daqui a pouco a porcaria do alarme deve soar de novo. Se eu acordar com olheiras negras amanhã, aqueles olhos-de-quatí, já sei que a culpa será do Eduardo Paes e do Rodrigo Bethlem. Vou fazer vudu com os bonequinhos deles...
Tudo bem, pensamos, uma hora acaba a bateria, ou o dono aparece.
Às 19:40, o alarme soou novamente. Foram mais 20 minutos de um barulho ensurdecedor. Meu marido foi até a varanda e gritou, já feito um doido, "miseráveis, desliguem isso". Foi quando ele me confidenciou que a barulheira havia começado no meio da tarde.
Às 20:40, o alarme voltou a soar. Às 20:50, eu liguei pro 190, e pedi ajuda. Fui atendida por uma moça muito educada, de nome Larissa, que fêz de tudo para localizar o suposto endereço que eu estava informando. Sim, suposto, porque eu não sabia exatamente onde estava aquela coisa que tanto nos incomodava. Eu até fui pra varanda para ela ter certeza de que eu não estava mentindo e que aquilo não era trote, e disse que o tal alarme era temporizado. Em pouco tempo ele desligaria e seria difícil descobrir de onde vinha. Ela me deu um número de um protocolo e depois disse que ia mandar uma patrulinha do 6o. BPM para atender a ocorrência.
Em torno das 21:40, o alarme disparou de novo e o meu marido resolveu ir até o local para tentar descobrir o endereço correto. Viu diversas pessoas desesperadas, pedindo que aquilo parasse, mas todo mundo meio apático, sem saber como proceder. Voltou para casa danado da vida e me disse solene: "hoje aqui ninguém dorme".
Às 22:30, eu liguei de novo pra PM, quando o alarme tocou mais uma vez. Daí eles disseram que nada poderiam fazer, que a patrulhinha já havia estado no local, mas que não havia denúncia de roubo e que se eles mandassem alguém pra arrombar o veículo, poderiam ser "processados" pelo proprietário, que poderia alegar que eles sim estavam tentando roubar seu carro. Foi quando me deram o número do 6o. BPM e eu liguei para lá, para saber como estava o andamento do meu atendimento.
Eu falo com eles com a maior educação do mundo. Sou uma cidadã que trata todos os servidores com o maior respeito, pois eu sei que "gentileza gera gentileza". Mas, às vezes, percebo que eles pouco podem fazer por nós, porque as leis protegem quem não as cumpre. Ora bolas, se já são mais de dez horas da noite e existe uma Lei do Silêncio, dentro do que se convencionou chamar ordem pública, temos o direito a um sono sossegado para trabalhar no dia seguinte, ou não?
Fiquei me perguntando se eu não poderia entrar com uma ação amanhã contra a Prefeitura, alegando incompetência para proteger os meus direitos, visto que eu pago os meus impostos em dia e tenho tanto direito a dormir quanto o cidadão que colocou um alarme num carro ou numa casa, nem sei mais.
O Cabo Oliveira, que me atendeu, me telefonou de volta pedindo mais informações, porque estava tentando localizar de onde vinha o tal alarme e não conseguia. Então, eu percebi que não existe essa de sigilo e confidencialidade, eles têm um Bina do outro lado, identificam o seu número e, então, é bom não brincar com coisa séria. Eu fiz uma vozinha chorosa e disse que estava enlouquecendo, e ele ficou compadecido de mim, e disse que ia tentar resolver, mas que não garantia nada. E pediu pra que depois eu ligasse de volta dizendo se tudo tinha ficado bem.
Eu só sei que são 23:24 agora e que daqui a pouco a porcaria do alarme deve soar de novo. Se eu acordar com olheiras negras amanhã, aqueles olhos-de-quatí, já sei que a culpa será do Eduardo Paes e do Rodrigo Bethlem. Vou fazer vudu com os bonequinhos deles...
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Uma manhã no hospital
Hoje, por motivos totalmente alheios à minha vontade, eu passei a manhã no Hospital Quinta D'Or. Foi uma lástima...
Na emergência do hospital, tinha um velhinho muito doido. Como diz a minha mãe, o "Tio Al" já tinha encostado ali há muito tempo. O velhinho pedia para que não encostassem nele... Até aí, "morreu Neves"... estava com dor no pé, que havia infeccionado. Pelo que pudemos assuntar, ele tinha tido um AVC e tinha ficado muito alterado, mudou o comportamento, mudaram as atitudes. Mas, o interessante era como o velhinho dizia as coisas:
- Desgraçada! Não encosta em mim, miserável! Me larga! Ai, ai... tá tirando a minha roupa! Assim não dá, assim eu vou ficar nu!, voltando-se para a pobre-coitada da enfermeira.
Foi uma loucura a estada daquele velhinho no hospital. Tentaram tirar ele da cama, e ele se agarrou na mesma e foi empurrando... empurrando... empurrando... e então papai teve que interceder e segurou a cama, antes que ele conseguisse sair da emergência agarrado naquela cama...
"Tio Al" é um caboclo-alemão muito cruel, vixe!
Na emergência do hospital, tinha um velhinho muito doido. Como diz a minha mãe, o "Tio Al" já tinha encostado ali há muito tempo. O velhinho pedia para que não encostassem nele... Até aí, "morreu Neves"... estava com dor no pé, que havia infeccionado. Pelo que pudemos assuntar, ele tinha tido um AVC e tinha ficado muito alterado, mudou o comportamento, mudaram as atitudes. Mas, o interessante era como o velhinho dizia as coisas:
- Desgraçada! Não encosta em mim, miserável! Me larga! Ai, ai... tá tirando a minha roupa! Assim não dá, assim eu vou ficar nu!, voltando-se para a pobre-coitada da enfermeira.
Foi uma loucura a estada daquele velhinho no hospital. Tentaram tirar ele da cama, e ele se agarrou na mesma e foi empurrando... empurrando... empurrando... e então papai teve que interceder e segurou a cama, antes que ele conseguisse sair da emergência agarrado naquela cama...
"Tio Al" é um caboclo-alemão muito cruel, vixe!
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