segunda-feira, junho 19, 2006

A mão

Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolo,
Mata piolho...

É o polegar!

Falanges, unhas, peles, palma,
a alma da mão.

Linhas e montes lunares
que mostram seus caminhos
tão tortos, sinuosos,
onde será que vão dar?

Filhos, doenças, amores,
nas mãos o destino de
quem acredita...
e quem teima em duvidar?

Vou viver muito?
Vou viver pouco?
O quanto a vida é relativa?
O quanto da vida se eterniza?

Se o beijo é no dorso da mão,
eu te respeito!
Se é na palma, te entrego
o meu amor.
Beijando sua alma,
sua palma da mão
eu me eternizo,
sou só sorriso,
Compreensão.

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