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quinta-feira, abril 21, 2011

Resoluções de outono

Foto: Abdalla Naas, Flickr.

Começou o outono. Dentro da minha perspectiva de "estar gordinha" e não de "ser gordinha", coloquei uma malha de ginástica, logo de manhã, com meu tênis mais confortável, meus óculos mais escuros, um bom boné de aba grande e fui caminhar.

Da temporada na Europa no ano passado, tirei minha maior lição: caminhar realmente emagrece. Precisamente, 8 kg em 35 dias (que eu já recuperei uma parte, infelizmente). Como a gente só andava a pé, de metrô, ou de bonde, e ainda tinha que subir os 4 andares de escada do prédio velhinho em que estávamos em Bermim (21 dias), a perna voltou dura, condicionada. Minha massagista que o diga.

Bom, mas voltando ao dia de hoje, era uma incrível manhã de outono, sem uma nuvem no céu. Salvo os mal educados que andam de bicicleta e motocicleta nas calçadas e os malucos que não respeitam o sinal vermelho às dez e meia da manhã, o dia estava perfeito. Lindo, agradável, com uma temperatura ideal, nem muito quente, nem muito fresco.

Um beija-flor já havia me dito isso logo pela manhã, ao pousar nos galhos do bouganville rosa que enfeita minha varanda. Enquanto eu tomava meu café da manhã, podia apreciar os primeiros raios de sol a bater na janela e nas folhas das plantas e a desenvoltura do pequeno pássaro a me dizer "bom dia".

A natureza estava realmente em festa. Por todo lado que andei, vi árvores e arbustos floridos, pessoas nas ruas, apesar do comércio fechado do feriado, crianças brincando e aproveitando o dia de sol. Uma delas aprendia a andar de bicicleta e eu subitamente me remeti aos meus dez anos de idade, quando encarei esse desafio... andar de bicicleta é tão bom!

Pude contemplar as borboletas e os besouros aproveitando-se das flores abertas. Essa semana, por acaso, aprendi que as borboletas só voam em dias de sol.

Enfim, um dia que começou bem, melhor ainda por ter conseguido deixar meus pensamentos nervosos a angustiados em casa, e sair leve para a rua. Mais algumas manhãs como essa, e eu terei um saldo super positivo no final do ano, sem nem lembrar o quão dura é a vida.

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Enquanto isso, minha irmã chorava a dor da perda de uma amiga num acidente de ônibus em Ubatuba. Ao que parece, o motorista tentou desviar de um carro que fazia uma ultrapassagem em local proibido (uma curva, acreditam?) e perdeu o controle do ônibus, que capotou. Três pessoas morreram, mais de 40 feridos. O mundo está mesmo cheio de canalhas.

quarta-feira, junho 23, 2010

Pensamento do dia...

... pós-classificação da Alemanha, para as oitavas na Copa 2010:
"Infelizmente, ainda tem muito nazista solto por esse mundo"...

Quem diz que é complicado andar de metrô com a torcida do Flamengo, após a vitória do rubro-negro, nunca encarou de perto a torcida alemã dentro de um vagão de trem!

quinta-feira, agosto 27, 2009

Ainda sobre clima organizacional

Por que o clima organizacional é algo tão difícil de gerenciar?

Por que as pessoas não acreditam em transperência -
no trabalho, nas relações, na vida?

Por que é tão difícil adotar o empowerment
como forma de gestão?

Estas frases ficaram ecoando na minha cabeça hoje, porque acabamos de passar por uma avaliação de equipe e, pra variar, a minha não foi lá das melhores. Eu sei, sou uma pessoa difícil. E ponto.

Há um tempo atrás, submeti o meu currículo a uma especialista que me deu o seguinte feedback: O seu destino é trabalhar na Universidade, com ensino e pesquisa. Você é muito acadêmica.

Eu não me conformei. Hoje, trabalho numa empresa. Prioritariamente, a diferença é que na empresa, as pessoas se preocupam menos com o rigor acadêmico e mais com o fazer. No laboratório de pesquisa onde eu trabalhava antes, as pessoas não davam à mínima pro rigor acadêmico, e faziam muito pouco. Eu e alguns outros gatos pingados é que tínhamos que dar resultado. É lógico que todo mundo acabou buscando outros rumos para sua vida. Como eu. Ganhávamos todos uma miséria, tínhamos mesmo que correr atrás.

Eu fiz concurso público e estou na mesma unidade organizacional desde que comecei na empresa. Não sei o que é empowerment, não numa empresa hierárquica, de origem militar como é a minha. A gente tem que perguntar tudo, tem que questionar tudo (pode? não pode? até quanto pode?) e não pode se "espalhar muito", se não leva uma advertência. Não sei se em outras áreas é assim, parece que é. "Pato novo não mergulha fundo mesmo!"

Acho mesmo que as pessoas não acreditam em transparência. Ser transparente implica, ao que parece, em ser menos competitivo. Como diz uma grande amiga, se os seus atos são a sua reputação, então basta você dar resultado pra não precisar se mostrar melhor do que ninguém. Os outros vão ver quem é melhor. Não tem essa de ter que fazer os outros de escada ou de suporte. Você é o que você é, ou o que você faz.

E o clima organizacional? Ah, esse mistério. De nada adianta o almoço de equipe, vai ter sempre alguém brigando pra sentar do lado do chefe e ser ouvido. De nada adianta a reunião de coordenação, se você não tem um fórum legítimo pra mostrar o seu trabalho e se os seus potenciais interlocutores ou não querem falar, pra não colocar azeitona na sua empada, ou têm medo de se expor, mostrando opiniões divergentes. De nada adianta pedir planejamento, se as pessoas não se respeitam e estão sempre travando guerrinhas pessoais. E se os problemas são varridos pra debaixo do carpete, fica todo mundo alérgico e o resultado aparece na avaliação de equipe. Muito triste.

Gerenciar pessoas é uma arte, ao meu ver. Eu, que já li um monte de textos sobre o assunto, ainda não achei a fórmula mágica. Tem que usar os instrumentos disponíveis, cobrar resultados, fazer reuniões, e deixar todo mundo muito ocupado - talvez seja essa a fórmula. Assim não dá tempo pras pessoas repararem umas nas outras.

Alguém conhece a fórmula que eu procuro? (e olha que eu não sou gerente, heim!?)

sexta-feira, julho 24, 2009

Visível e invisível

"O visível não é a única verdade,
tampouco é toda verdade;

o invisível deve ser penetrado
com a ajuda do visível".
Marc Chagall

Você já se deu conta de que estamos perdendo a qualidade de leitores das mentes dos nossos semelhantes? E que há tempos atrás éramos capazes de fazer isso?

Não fosse por esta qualidade, não existiriam alguns seres, os ditos 'videntes', que quando vêem demais, paracem mágicos ou bruxos, mas que estão, na verdade, sintonizados com os nossos pensamentos e lendo as nossas mentes.

Você não tem aquele amigo (ou amiga) para quem um simples olhar já conta toda uma história, ou revela um julgamento seu, ou uma idéia, ou mesmo, uma percepção sobre algum fato ou alguém? Pois é, quando mais estamos sintonizados e abertos ao pensamento do outro, menos precisamos dizer. É natural. Somos todos 'videntes' que perderam sua habilidade.

Eu tenho os meus seres próximos, aqueles para quem não preciso dizer nada e que, com um simples olhar, entendem o que estou pensando. E tem aqueles que pensam que entendem, mas não entendem, por ainda não estarem próximos o suficiente. Tenho também as minhas verdades não-ditas, aquelas que eu guardo no fundo da minha alma. O melhor seria dizê-las, mas como às vezes, eu sei que elas podem magoar alguém, então prefiro guardá-las à chave, sem a memória de onde elas estão.

E você, como anda a sua percepção do Universo ao seu redor?

sexta-feira, julho 17, 2009

"Faz-merdinha-da-Estrela"

Esta expressão foi 'cunhada' por um antigo namorado meu, que dizia que este tipo de brinquedo só se achava na 'Filial-do-Inferno', outra expressão que ele usava para se referir a uma famosa loja de departamentos aqui do Rio de Janeiro, que até hoje vende calcinhas, dvds, cds e chocolates, e é um moquifo e tem sempre filas enooooooorrrrrrmmmmmeeeeessssss.....

Eu sempre achei estas expressões fantásticas, até porque, às vezes, a gente usava o "Faz-merdinha-da-Estrela" para se referir a algumas pessoas, aqueles amigos que gostavam de por a bunda pra fora da Kombi depois do jogo de futebol (sem o short), ou as amigas que bebiam demais, 'chamavam o Raul' e sujavam todo o carro do 'ficante' (e perdiam o 'ficante' na hora)... Enfim, estas eram expressões pra lá de apropriadas...

Com o tempo, eu parei de usá-las, quando terminei com o namorado e adotei o lema "Drogas, tô fora" (referindo-me a ele, é claro!). Todo mundo já fez uma merdinha na vida, ele tinha uma baita razão, tenho que reconhecer. E já fez uma merdona, não é mesmo? Mas, quando a coisa é consciente, aí ela dói... é burrice em último grau.

Hoje, eu estou me sentindo assim: uma "Faz-merdinha-da-Estrela" de última geração. Uma burra, uma boba, uma tola, uma ingênua... estou com aquela vontade de dormir e não acordar, de pedir pra descer do bonde, de por a cabeça no vaso sanitário e dar descarga... estou me sentindo fraca, sem forças, desanimada comigo mesma e com a repetição dos meus erros.

Não que eu já não tenha me perdoado. Já, sim. Já chorei também, de raiva. Já falei sozinha. Já me xinguei. Fiquei de bode, mal humorada. Ninguém entendeu. Pode ser só TPM. Mas, o fato é que estou terrível mesmo.

Sei que amanhã, passa. Mas, enquanto "seu-lobo-não-vem', vou ficar aqui dizendo: "Mea culpa! Mea culpa!"

terça-feira, junho 30, 2009

O final de um ciclo

Há mais ou menos um ano, eu me inscrevi num curso que eu tinha ouvido falar lá na empresa e que me atraiu por ter uma proposta diferente, por ser num local isolado e por me permitir ficar uma semana, de dois em dois meses, afastada de tudo, tranquila, sem telefone, tv e jornal.

Fui a três módulos neste sítio distante até que, no final do ano passado, optei por vir fazer o curso em Itaipava, no Rio de Janeiro. O local distante tinha ficado distante demais: de dois em dois meses, era uma luta ir à São Paulo e encarar uma corrida de 1 hora e meia até o sítio. A volta então, era dolorosa.

Mas, o curso em si, foi transformador. Do primeiro módulo até esse que estou fazendo agora, muita coisa aconteceu. Sofri, aprendi a dar e receber feedback, aprendi a conduzir uma reunião para tomada de decisão com efetividade, aprendi que a vida da gente é dividida em setênios e que cada um é marcado por uma série de características que a gente só vai entender no setênio seguinte. Descobri que eu sou uma pessoa muito colérica, que fica braba quando é contrariada e que, para não magoar os outros, tem que sair de perto - é uma estratégia - porque, caso contrário, fala besteira e depois se arrepende. Aliás, todo colérico tem um coração do tamanho do mundo.

No primeiro módulo, fomos convidados a escrever uma carta, na qual contaríamos para a pessoa que somos hoje, quase um ano depois de iniciado o processo, como estamos, o que aprendemos, como vivemos esse ciclo, de que modo evoluímos e como queremos dar continuidade ao que fizemos. Nesta carta, que reli hoje, me surpreendi com um parágrafo em especial, que transcrevo aqui:


"R., com o tempo você foi aprendendo a pensar mais antes de agir, a perdoar-se pelos seus erros e a entender que a sua dúvida, ou o seu medo, também pode ser o medo do outro. Você viu que não precisa estar armada o tempo todo, andar desconfiada de tudo e de todos, com uma armadura que a torna invencível mas que também te presenteia com dor e solidão".

Na aula de hoje, vimos que estas armaduras são típicas da fase racional, em que o homem se veste de cavaleiro, monta em seu cavalo e acha que pode tudo. Ela se configura entre os 28 e 35 anos, uma fase em que a gente está com foco nos resultados, e acha que se mudar a vida toda, tudo vai acabar bem. E eu, que já estou no setênio seguinte, estou acabando por entender, como diz um grande amigo, que eu sou o que sou. E o que sou já é algo tão grande, que eu não preciso me esforçar em parecer mais nada. Nossa, como eu aprendi. E como doeu...

Eu não sei o que vem neste último módulo, que estou fazendo esta semana. Trataremos da nossa biografia. Não sei quando foi a hora da minha virada. Só o que sei que ela já está se refletindo externamente, no meu astral e no meu corpo, num encontro com aquela que eu era e de quem eu já gostei tanto um dia.

O único problema que teremos que enfrentar, além dos nossos fantasmas particulares, é o frio, que insiste em nos castigar. Mas, nada que a gente não consiga vencer, com calma e tranquilidade...

Em tempo, o curso que estou fazendo é a Formação de Consultores e Líderes, da ADIGO.

quarta-feira, junho 17, 2009

Intuição

Normalmente, ela não me falha. Eu presto muita atenção no que ela me diz. Eu sei das coisas antes, porque meu sexto sentido me avisa. Se me sinto ameaçada com alguma coisa, às vezes, sonho. Se sonho alguma coisa boa e lembro quando acordo, trato de analisar o sonho. Se a coisa não é tão boa, penso no que o sonho quis me dizer. E guardo os recados. Acho que meus mentores espirituais falam comigo assim.

Eu tenho também uma prima querida, que é meio bruxa, e que às vezes me ajuda a elucidar alguns enigmas. Hoje ela fez isso, e me disse com todas as letras que a minha intuição estava correta. Era isso que o tarô dizia. Era isso que eu, de certo modo, temia ouvir. Sim, porque a minha irmã também tinha visto isso em outro jogo, alguns dias atrás.

A única coisa que atrapalha o processo de ouvir o que a intuição diz é o sentimento. Ele confunde, borra, torna tudo mais complexo, menos linear, mais embaçado. Se você deixa o sentimento de lado, e olha as coisas com frieza, tudo bem. Fica fácil. Caso contrário, pode pagar um preço alto, alto...

terça-feira, junho 16, 2009

Olhares

Hoje foi o grande "Dia dos Olhares". Dois homens, muito cientes da intensidade com que olham os outros, me olharam lá no fundo. Mas, viram pouco do que tinham que ver...

Eu olhei também, com firmeza, querendo as respostas que há tanto tempo espero. É incrível como esses olhares intensos nos aproximam e nos levam a ter uma cumplicidade com o outro e ao mesmo tempo nos tornam tão distantes, pelo que não é dito, em função da intensidade com que as palavras brotam, e devem ser freadas, na maioria das vezes... em função da emoção que as acompanha.

Hoje, tenho que reconhecer, ganhei um presente. Um presente na forma de um olhar. Eu o vi de costas, reparei, gostei, esperei para ver de novo, e quando, de repente, meu olhar se encontrou com o dele, meu dia ficou ensolarado, ganhei o sol, o céu, a lua e todas as estrelas numa tacada só. Uma onda de energia me invadiu o corpo e eu comemorei como se fosse final de copa do mundo, na qual o Brasil sai vencedor. Ah, tenho que registrar, esse olhar veio acompanhado de um sorriso, uma paradinha, um aceno, um outro olhar. E pena, havia um vidro enorme nos separando, não dava nem para trocar umas palavrinhas.

O segundo olhar foi uma intimidação. Ele estava repleto de palavras nas entrelinhas, de coisas para serem ditas, de interrogações, de medos, de dúvidas, de incertezas. Era o olhar de alguém que está muito inseguro, mas que quer mostrar que não, que sabe tudo que pensa, que entende suas certezas, suas vitórias, e que acha que consegue controlar até os desejos mais obscuros, aqueles que a pessoa desconhece, ou com os quais não sabe lidar, daqueles que teme até em pensar.

Esse segundo olhar resultou do primeiro. Do efeito que o primeiro provocou. Da inveja de não ter sido ele o provocador de tamanha felicidade, de não poder se aventurar, se jogar em algo que é desconhecido, mas que ele desconfia que pode ser bom. Este olhar veio acompanhado de um discurso de menino feliz, que tem uma vida feliz, pessoa capaz de controlar todas as variáveis que acompanham a vida, inclusive aquelas relacionadas ao imponderável. E eu, olhando que estava, mais desconfiada ficava do discurso do menino feliz, eu que não acredito há muito tempo nessa tal de felicidade plena.

Eu, que olhei de volta nos dois casos, agradeci pela benção de ter sido olhada. Se alguém não me viu por inteiro (e foi o que aconteceu nos dois casos), pelo menos tentou, se interessou. Ao menos, eu causei um movimento, e ele foi de aproximação, e não de reação, apesar de, em nenhumas das situações, termos dito tudo (ou de termos dito praticamente nada).

A única coisa que sei é que esses olhares me deixam mais viva, mais feliz, mais disposta, com mais vontade de lutar por um futuro que é hoje, é amanhã de manhã, e que estou construindo, dia a dia, pouco a pouco...

sábado, junho 13, 2009

quinta-feira, junho 04, 2009

Brilho nos olhos

Ter paixão pelo que faz... sempre ouvi que esse era o segredo do sucesso. Eu gosto muito do meu trabalho, mas tenho que admitir que faço com prazer tudo a que me dedico. Tenho uma lista de discussão na minha área de atuação que já existe há uns bons anos e da qual eu cuido com bastante carinho. Tenho esse blog aqui também há um bom tempo, e adoro escrever nele as minhas idéias e fantasias. Tenho os meus cds, e adoro criar cds para os meus amigos com as minhas músicas favoritas. Da minha coleção de dvds, com as temporadas completas do Sex and The City, dos filmes da Meg Ryan e da Julia Roberts, aos meus livros na estante, amo tudo, não me desfaço de nada. Enfim, sou uma leonina apaixonada.

Adoro futebol, curto estudar idiomas e outras culturas, adoro ler uma revista de negócios, mas também curto uma revista de moda e estilo. No sábado, o primeiro caderno do jornal O Globo que eu leio é o Ela, e mais especificamente, sou fissurada na coluna do João Ximenes Braga. Gosto dos meninos do volei e de cinema de rua.

Sábado pássado, meu professor de inglês, o João, me mostrou um vídeo pra lá de interessante, sobre o George Orwell, personalidade do qual não há imagens gravadas, nem registros de gravações de áudio. George foi um ensaísta britânico que escreveu "1984". Neste vídeo encenado, o ator mostra como George respondeu às perguntas do entrevistador, enfatizando a forma como ele se descreveu (fantástica, por sinal). Ele diz que gosta de 'english beer', 'french red wine', 'spanish red wine', e por aí vai... (vale a pena conferir aqui). E depois, diz o que não gosta.

Eu andei pensando nisso. E sei do que não gosto e do que gosto.

O que eu gosto mesmo é de família, de ficar em casa papeando com os meus queridos, de ir ao cinema, de ir ao teatro, de viajar, de ir a museu, de uma boa partida de futebol, de ouvir música bem alto, de caminhar num dia de sol, de praia deserta, de um dia frio embaixo das cobertas, de amor, de sexo, de sair de casa maquiada e arrumada pra qualquer evento (até comprar pão na padaria - mesmo que seja só um lápis no olho e um batonzinho!), de amizade verdadeira.

(Meu marido mandou que eu escrevesse também que eu gosto de chocolate, de sorvete, de ser reconhecida, de coca-cola normal, de escrever, de fotografia... e dele! E ainda disse que se eu não tinha escrito nada disso neste post, é porque eu não me conhecia nada, nada! Ele é que está certo!)

E eu não gosto de joguinhos amorosos, de gente falsa, da loucura do ambiente corporativo, de chuva no centro do Rio durante a semana, de calçadas cheias de buracos nas quais eu prendo os meus saltos, de que sintam pena de mim (em hipótese alguma!), de cheiro de esgoto, de gente pedante e arrogante, de derreter de calor arrumada para o trabalho, de gente chata, mala sem alça e inconveniente (de todos os tipos), de chantagem emocional.

Sou uma pessoa com brilho nos olhos. Eu sei.

E você? Como se descreve?

segunda-feira, setembro 08, 2008

London London

Eu fui conhecer a cidade, à trabalho. Aproveitei para dar umas voltas, vi tudo que eu pude. Foi pouco tempo. Mal deu para respirar.

Não estava sozinha. Me senti sozinha algumas vezes.

Cumpri alguns itens da programação dos turistas, mas me encantei com os hábitos, os transeuntes, a cara da cidade. Vi uma cidade cosmopolita, grande, desordenada em alguns momentos, ordenada em outros. Vi diversidade. Vi até solidariedade.

Mas as pessoas não se olham, principalmente na rua, ou quando estão no transporte público. Talvez para que não sejam acusadas de assédio. Estranho.

É uma cidade bonita. Com poucas lixeiras, é até engraçado. Eles temem as bombas.

Cidade cara, mas limpa. Cidade cinza, chuvosa. Cidade rara.

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Foto Rebecca Leão: London Eye, Big Ben, Parlamento.