sábado, fevereiro 28, 2009

Formatura

Há algum tempo eu vinha pensando na minha formatura: como ela foi horrível! Peguei um engarrafamento horroroso no caminho para o Fundão com a minha irmã e uma amiga e só consegui chegar duas horas depois da hora marcada. Meus colegas de turma já estavam achando que eu tinha morrido, sofrido um acidente, ou qualquer coisa, porque os meus pais, que sairam depois de nós, chegaram antes... e naquela época não havia celular.

Ninguém podia acreditar que um caminhão tanque havia tombado na Ponte Rio Niterói e que a gente estava atrasada por este motivo. Acho que apenas um dos meus colegas ficou feliz com a minha chegada porque eu estava bem, os demais trataram de começar logo a cerimônia e, por causa disso, eu não tenho um foto com a turma - eles as tiraram sem mim. Depois disso, eu jurei pra mim mesma que nunca mais participaria de uma cerimônia dessas, nem que fosse com uma turma legal.

Mas, neste meu passeio à Barra, ao passar pelo elevado do Joá, me lembrei da festa de formatura do 2o. grau: ela foi no Clube Costa Brava e foi muito legal (nem tudo está perdido nestas minhas memórias). Eu dancei, pulei e me deliciei com o visual daquele lugar, que a noite fica ainda mais bonito. Era o final dos anos 80 e a gente curtia muito o som do U2 e do Simple Minds. Eu tive um disco (é, gente, LP mesmo) do Simple Minds que quase furou de tanto que eu ouvi. Então, fui buscar duas pérolas que tocaram na festa e que se você ouvir bem alto, tenho certeza, te dará uma baita injeção de ânimo...









É tão bom lembrar de coisas boas, né?

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Vivir sin aire

Essa música foi tema de uma das minhas aulas de espanhol. A minha professora se disse encantada com este grupo, o Maná, que esteve recentemente no Brasil (foi até ao Faustão!). Eu fiz cara de paisagem e disse que não os conhecia. Parecia que eu estava falando uma blasfêmia.

Agora, nesta semana em que fiquei em casa, vi alguns capítulos da novela que estava sendo reapresentada, de 2003, e notei que esta música foi o tema de duas personagens polêmicas, que eram namoradas. A atriz que interpretou uma delas, nunca mais vi na tv e confesso que fiquei me perguntando se foi por força de sua atuação ou de seu personagem marcante.

Bom, vejam se vocês se lembram da música ou se fui apenas eu a desinformada...



Vivir Sin Aire
Maná

Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría quererte un poco menos.
Cómo quisiera poder vivir sin ti

Pero no puedo,
siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.

Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera calmar mi aflicción
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría robar tu corazón.

¿Cómo pudiera un pez nadar sin agua?
¿Cómo pudiera un ave volar sin alas?
¿Cómo pudiera la flor crecer sin tierra?
Cómo quisiera poder vivir sin ti.

Pero no puedo,
siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.

Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera calmar mi aflicción
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría robar tu corazón.

Cómo quisiera lanzarte al olvido
Cómo quisiera guardarte en un cajón
Cómo quisiera borrarte de un soplido
Me encantaría matar esta canción.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Dormir é bom

Às vezes, eu demoro muito a dormir. Fico rolando na cama uma, duas horas, pensando na vida. Tem tanta coisa que eu queria fazer e ainda não fiz...

Mas, nem sempre a insônia vem com motivo. Tem vezes que ela vem porque eu dormi demais à tarde. Teve épocas que eu cheguei a pensar que estava dormindo muito à tarde (nos finais de semana, é claro, porque durante a semana eu trabalho, né?) para fugir de alguma coisa.

Hoje eu sei, aliás, tenho certeza, que não é pra fugir de nada não. É que eu gosto de dormir. Acho que dormir é uma das melhores coisas da vida...

Que felicidade quando eu faço uma viagem, chego no hotel e a cama é daquelas camas maravilhosas... ai, meu Deus, nada como uma boa cama. Tá certo, nem sempre a cama é garantia de um soninho bom... mas, se o corpo está relaxado e você está em paz consigo mesmo, ai que delícia que é tirar uma soneca.

Nesse calor então, nada como um ar condicionado, dando uma geladinha no quarto, pra ficar perfeito. Dormir, dormir, dormir, na cama, na rede, na praia... ô coisa boa!

Carros de vidro preto e a perda da inocência

Hoje eu fui à Barra da Tijuca, fazer um passeio diferente. Raramente, eu e meu marido vamos até lá, ou porque achamos muito longe, ou porque temos acesso à muito do que há por lá bem mais perto, ou porque não temos vontade.

Mas cada vez que vamos, vejo as novidades e me surpreendo. Aquilo lá não pára de crescer, para todos os lados. Os condomínios estão cada vez mais bonitos e os espaços, cada vez mais ocupados. Ficamos horrorizados com a Cidade da Música. Pode ser que um dia alguém consiga transformar aquilo numa obra bonita, mas o que vimos foi um mostrengo de concreto que "enfeiou" mais o bairro.

Durante o passeio de hoje, me lembrei dos meus sábados da infância, quando ia à Jacarepaguá visitar os meus avós pela Barra da Tijuca. Naquele tempo, a Barra era bem mais deserta, tinha um ar de terra a ser conquistada, aquela coisa meio "conquista do oeste americano". E não é que o nosso povo encarnou bem esse espírito e está reproduzindo os EUA por lá direitinho? Não tem nada de carioca naquele lugar, sinto muito lhes dizer.

Nesta viagem que é lembrar da infância, dos passeios no fusca amarelo da minha tia, de nós quatro (meus dois primos, eu e minha irmã) de joelhos no banco de trás, brincando com todos os carros que passavam e seus respectivos motoristas, me dei conta de que as crianças de hoje já não podem fazer isso. Ninguém está mais para brincadeira, os rostos de hoje são tensos e sérios, preocupados com o assaltante que pode aparecer a qualquer momento, vindo não sei da onde (isso quando se consegue enxergar o rosto de alguém). Naquela época, ficávamos dando tchauzinho para os outros e rindo escondido, como se não houvesse amanhã. Meus primos ainda faziam questão de fazer a locução de uma Corrida Maluca da Catinga de Marapendi, porque naquela época a lagoa fedia à beça, e a gente dava risada. Eu devia ter o quê: cinco, seis anos?

Nos carros de hoje, o insulfilm nos vidros é tão escuro, mas tão escuro, que a gente não sabe dizer se quem está ao volante é homem ou mulher, se dentro do carro há um cachorrinho saltitante, se há alguma criança na cadeirinha, se há uma menina de lacinhos olhando pra gente... enfim, ficou tudo muito chato. É triste saber que toda uma população contaminou o seu astral com o medo da violência.
No fusca amarelo, a gente se divertia, na ida e na volta. Não tinha cansaço. Éramos quatro crianças e duas mulheres (minha mãe ia também) e a gente nunca passou nenhum aperto (a não ser quando a gente derrapou na curva do Jockey, num dia de muita chuva). Passar embaixo do Minhocão era uma festa, mas antes dele existir a gente vinha pela Gávea. O túnel Dois Irmãos ainda não estava ladeado pela Rocinha, e não havia aquela tensão no ar.

Eu não sei se esta sensação é de quem vai pouco lá. Acho que quem mora na Barra já nem nota a diferença. Mas, eu tenho saudades de um Rio de Janeiro mais lúdico, mais inocente e mais bonito.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

O fim de um amor

Para quem está passando por aquele momento difícil que é o fim de um amor, recomendo a leitura deste livro aí do lado. A autora é a roteirista de filmes como "Harry e Sally" e "Mensagem pra você", filmes dos quais eu gosto muito.

A leitura deste livro nos faz refletir principalmente sobre os momentos de desatenção. Passamos tanto tempo tentando nos concentrar em nós mesmos que às vezes não nos damos conta dos anseios e vontades dos nossos parceiros. E aí, quando o romance acaba, a gente não consegue dizer exatamente como foi, nem porquê foi, nem quando foi que começou a acabar.

Normalmente quando a gente começa a pensar no fim de um amor, a gente quer encontrar os motivos, e tem gente - alguns mais do que outros - que teima em se achar responsável por tudo. Ou, ao contrário, fica com uma raiva danada do parceiro e sai destruindo tudo - roupas, móveis, objetos, cartas de amor, fotografias - que lembre o antigo relacionamento.

Separei um trecho do livro que achei muito interessante. Quando a personagem, Rachel, dá a luz ao seu segundo filho, seu obstetra lhe pergunta se ela acredita no amor. Antes de reponder que sim, ela pensa o seguinte:

"Às vezes eu acredito que o amor morre, mas que a esperança é a última que morre. Às vezes, eu acredito que a esperança morre, mas que o amor permanece. Às vezes, eu acredito que o sexo e a culpa geram o amor, e às vezes, eu acredito que o sexo e a culpa geram um bom sexo. Às vezes, eu acredito que o amor é tão natural quanto as marés, e às vezes eu acredito que o amor é um ato de pura vontade. Às vezes eu acredito que algumas pessoas se saem melhor no amor que outras, e às vezes eu acho que todo mundo está fingindo. Às vezes eu acredito que o amor é essencial e às vezes, eu acredito que o único motivo que o torna essencial é o fato de que, se você não o tem, você passa todo o seu tempo procurando por ele".

Eu já me apaixonei muitas vezes na minha vida. Algumas vezes, senti que seria capaz de estar com aquela pessoa pra sempre. Os amores vieram e se foram, e o tempo me ensinou tudo que eu sei hoje. Tudo passa. Até aquela ferida que custa a cicatrizar um dia se fecha e você nem se dá conta mais dela, quando ela não está mais ali. Mas, amor requer cultivo. É como cultivar uma planta, você tem que olhar pra ela todos os dias, e ver se ela está precisando de adubo, ou de poda, ou de água. Nada na vida é de graça. E o mais gostoso é o que é conquistado com mais esforço. É como uma batalha diária, mas uma batalha de atenção, de cuidado. Saber a medida para não sufocar o outro também é uma arte. E muitos de nós estamos mesmo fingindo, não tem jeito. São os sinais do amor contemporâneo.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Foto da Posse do Obama

Recebi em um e-mail de uma amiga este resultado espetacular da combinação de 220 fotografias. Não sei por quanto tempo o link estará ativo, mas recomendo a visita.

Isso é que é serviço de inteligência. Esta é uma fantástica foto da cerimônia de posse do Presidente dos E.U.A.

Se você estivesse lá, não seria capaz de ter esta visão.A foto, na verdade, é resultado de 220 fotos diferentes que foram digitalmente agrupadas.

O que é interessantíssimo é que você pode utilizar-se do "zoom" e ver detalhes incríveis como rostos de pessoas e até mesmo detalhes das partituras musicais da Banda.

OBSERVE BEM, e irá encontrar caras conhecidas nas diferentes platéias.... inclusive, no canto esquerdo, há um cara bocejando (cuidado para não bocejar junto).

Utilize o link abaixo para acessar a foto e depois, use a função de zoom à esquerda para "zoom in" e "zoom out". Também poderá "grab" partes da foto para movê-la e dar zoom em diferentes partes dela.

http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c

Eles conseguem rever qualquer movimento. Se houvesse um atentado, conseguiriam identificar qualquer pessoa.

domingo, fevereiro 22, 2009

Surto

Todo mundo tem direito a surtar de vez em quando. Confesso que, dependendo do tamanho do surto, sou capaz de deixar a pessoa falando sozinha.

Eu estava vendo este vídeo aí... de uma passageira que ia de Hong Kong para San Francisco e, por ter perdido o vôo, deu uma surtada básica em pleno aeroporto, e fiquei com a sensação de que, do primeiro minuto em diante, ela estava fazendo cena, só porque viu que alguém a estava filmando.

Por conta da chateação, a companhia aérea resolveu acomodá-la no vôo seguinte, para se livrar da mala (sem alça, sem rodinha, de isopor, molhada etc etc). Mas, imagina o drama: uma passageira histérica à beira de um ataque de nervos, fazendo uma viagem longa ( 14 horas, pelo menos ) dentro do mesmo vôo que você? É ou não é uma sacanagem com os outros passageiros?

Agora, um detalhe sórdido passou pela minha cabeça... se esse velho de calça cinza e pochete na cintura sofre de flatulência (ah, desculpe, eu falei), ele estava na posição ideal, né? (he he he)

A propósito, o vídeo, gravado com um celular de trás do balcão da Cathay Pacific, foi o mais visto da semana no YouTube, com mais de 3,1 milhões de visualizações em quatro dias

Blocos de rua

Dos mais estranhos nomes dos blocos de rua, eu adorei o que tem aqui perto da minha casa: "Se me der, eu como". Faça a leitura que quiser. Mas, o nome é mesmo muito bom.

O "Xupa mas não baba", de Laranjeiras, também tem um nome sensacional. Super duplo sentido!

Agora, o Joaquim Ferreira dos Santos publicou o nome de um que eu considerei imbatível:

GENTE LESA GERA GENTE LESA!

Tá bom?

Mania de ler

Eu confesso: tenho mania de ler. Adoro estar sempre lendo alguma coisa. Nos últimos tempo, tem sido terrível, principalmente depois que eu decidi que não podia me dedicar apenas a leitura técnica.

Então agora, eu leio todo tipo de coisa. Jornal, revistas, blogs dos outros, documentos técnicos e livros, muitos livros ao mesmo tempo.

Daí, eu tenho que confessar outra mania: comprar livros. Eu compro tanto livro que as minhas estantes já não estão dando conta deles. Fica um por cima do outro, sem ordem, nem nada, só ali, aguardando para que eu comece a leitura. Isso me dá um prazer danado, mas ao mesmo tempo, uma culpa enorme em saber que existem livros na minha prateleira que eu não li, e provavelmente não vou ler, mas não rola um desapego. Eu podia doá-los para alguém, como já fiz com muitos livros técnicos, mas não consigo.

Dos que estou lendo agora, estou gostando muito do livro "O amor é fogo", da Nora Ephron. Tenho ainda algumas intenções para este carnaval, como começar a ler o último do Carlos Ruiz Zafón, mas, não sei se vai dar.

Enfim, se existe algum pecado relacionado a livros, eu tenho todos.



Samba do Almir

Uma das coisas que mais me surpreenderam recentemente foi notar que eu sabia cantar quase todas as músicas nos sambas que eu fui. Uma delas, que eu acho deliciosa, é do Almir Guineto, um cara que eu nem dava tanta bola assim. Mas, leia a letra e ouça a música para que você veja que delícia...

Mel na Boca
Oh, quanta mentira suportei
Neste teu cinismo de doçura
Pode parar
Com essa idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão
Pode parar
Com essa idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão

É menti......ra
É mentira
Cadê toda promessa de me dar felicidade
Bota mel em minha boca
Me ama, depois deixa a saudade, será...
Será que o amor é isso?
Se é feitiço vou jogar flores no mar
Um raio de luz
Do sol voltará a brilhar
Que se apagou e deixou noite emmeu olhar
Meu olhar
Um raio de luz
Do sol voltará a brilhar
Que se apagou e deixou noite em meu olhar



Uma homenagem a todos os canalhas deste mundo... e não são poucos (homens e mulheres)!

sábado, fevereiro 21, 2009

Memórias

Quando eu era criança, eu adorava desenhar bonecas. No prédio onde minha avó morava, eu tinha várias amiguinhas e passávamos horas desenhando quando voltávamos da escola. Eu devia ter uns seis ou sete anos nessa época. E desenhava bem, sempre tive um traço bom.

A minha mãe então resolveu me dar umas bonequinhas de papel. Eu confesso que gostava mais delas para cortar as roupinhas e observar o desenho - pra tentar reproduzir depois, é claro - do que para ficar brincando. E, vamos combinar, elas não duravam nada, logo ficavam amassadas e ... pronto, seu destino final era o lixo.

Mas, viajando na leitura dos blogs queridos que eu tenho listados aí do lado esquerdo, encontrei um site de bonequinhas de papel. Pode coisa mais fofa?

E o mais interessante, essas bonequinhas são de época, ou seja, estão vestidas com as roupas que as mulheres dos anos 50 e 60 usavam, o que dá a elas ainda um charme a mais. O que eu mais adorei é que no site há muitas boequinhas para imprimir e brincar. Confesso que se eu tivesse uma filha, na idade que eu tinha quando minha mãe me apresentou a isso, estava eu agora, em pleno Carnaval, brincando com ela.



segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Entreouvido por aí...

A secretária atendeu o telefone e começou a tentar explicar alguma coisa para um senhor do outro lado da linha. De repente, ela começou a gritar:

- Seu Duarte, me ouve! Me ouve, Seu Duarte! Presta atenção! Sobe a rampa!

E com sua mãozinha, fazia o movimento de alguém que subia a rampa... tcs tcs tcs


No que o outro do meu lado comentou, dando rizada:

- Eu, heim! Parece aquelas mulheres gritando: "Uóshington, desce da laaaaaaaaaaaaje! Vem cumê, meu fio!"

A gargalhada foi geral...

Enquanto isso, eu tentava marcar um almoço com um amigo, mas com certa dificuldade de casar as agendas. No que ele me respondeu: "o negócio está de pé, somente aguardando uma posição sua"! Pois é, a tradução disso é: "veja o dia mais adequado na semana de 02 a 06 de março!"

Êta povo criativo! Acho que é a proximidade do Carnaval!

sábado, fevereiro 14, 2009

Presente de aniversário

Para o meu amigo LP, que eu gosto tanto, e que faz aniversário amanhã, deixo estas imagens como um presente!





Saúde! Felicidade ! Sucesso!

Adidas

Hoje, a minha mana esteve aqui em casa e fêz um comentário sobre o meu maiô, que é da Adidas. Pra nadar, o melhor maiô é indiscutivelmente esse, porque para gente alta, ele tem um bom "gancho" (se você não entende esse termo, pense no tamanho do seu tronco...se você é do tipo que fica péssima com estas calças de cintura baixa, então, você é como eu).

Pois, dando uma olhada na Internet, descobri que as peças da Adidas, uma marca alemã (como bem me contou minha irmã), mas que na minha cabeça (de doida) tinha tudo a ver com a cultura norte-americana, são feitas na.... RÚSSIA!! Pode isso?

Veja a foto de uma mulher russa costurando uma calça de agasalho da Adidas...

É o sinal dos tempos... e da globalização, né?

An Absolut world

Está certo que eu não estou aqui para incentivar o consumo de vodca. Mas, que esta propaganda ficou demais, ficou! Imagina se tudo pudesse ser pago com beijos e abraços e se esses itens tivessem o valor que mereciam ter...


Em tempos de crise, até que poderia ser bom!

E numa cidade fria e cinzenta, veja o que um simples gesto é capaz de fazer com as pessoas... (vejam quantos sorriem depois do gesto)!

Muito bacana, né?

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Samba

Amanhã, vou ao samba com a turma, na quadra da Vila. Estou super ansiosa. Parece o acontecimento da década. Imagina, eu que nunca fui numa quadra, ver um ensaio. Não estou nem ligando se vai ser bom, ou ruim. Mas, acho que vai ser ótimo!

Vou ver o Martinho, é mole?



Não sei se vou encarar o modelito shortinho e camiseta, mas, vou pôr cores, muitas cores! Que a noite caia e faça deste sábado um início de Festa de Momo bem feliz!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Esperanças fugazes

Enquanto durmo,
você vaga pela casa, insone.
Amanhece sonolenta, sem rumo,
sem brilho, cansada.
Enquanto sonho - e sonho muito -
você tem os olhos pregados no presente,
sufocada por lembranças do passado e
por expectativas de um futuro bom.
Você procura por alguém
e esse alguém não existe.
Não sou eu, eu sei.
Nunca será.
Não está dentro de você.

Quando me enxergas,
refletida no espelho,
não me vês.
Quando te ouço,
sussurrando verdades ou intuições,
também não te escuto.

Não temos, e nunca teremos, a cumplicidade
dos grandes amantes, dos enamorados.
O que desejas,
e o que desejo,
não podemos ter.
É efêmero, é fugidio, é rarefeito.
É o gás que sufoca a presa na hora
derradeira de sua morte.
Se estás enferma, e tens alguma fé,
Consolas a criança que há dentro de ti:
ela tem medo.
Saiba que um dia, eu senti
amor verdadeiro por você.

Adoro esta música...

Para os meus amigos...

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Respire fundo...


video


... e veja que incrível esta propaganda do Greenpeace sobre a importância dos nossos oceanos!

sábado, fevereiro 07, 2009

A coisa mais engraçada dos últimos tempos

Quem foi pré-adolescente ou adolescente nos anos 80, sabe o quanto que o povo da música era brega para cortar cabelo, se vestir e fazer videoclipes.

Pois, nesta minha mania de buscar músicas diferentes para o meu Mp4, achei um site repleto de vídeoclipes dos anos 80: o 80's Musics Videos.

Todos, mas simplesmente todos, são hilários. Vale à pena se dedicar a este momento de diversão.

Recomendo Bangles e Air Supply, imbatíveis!

E você, lembra disso aí...?

Estado de Espírito

A Viviane Pontes publicou um textinho no seu blog com uma imagem que diz tudo... essa aí:



Como eu não andei legal esta semana, pintei as unhas de esmalte cor "maçã do amor". Quem sabe a vibração desta cor não me ajude?!

Usando a internet pra fazer o trabalho da escola*

PAPO CABEÇA: Dois estudantes paulistas no MSN

Fê: E aí?

Dado: Firmeza. E aí?

Fê: Show de bola. Fez o homework?

Dado: Que homework?

Fê: O que a profe pediu.

Dado: Putz, caraca! A de história, né?

Fê: Só.

Dado: Que saco, esqueci! Qual que era a bagaça mesmo?

Fê: Espera que eu vou ver.
..........

Dado: Achou?

Fê: Espera, pô! Ah, tá aqui: diga por que o dia 31 de março mudou a história do nosso país.

Dado: Tem idéia?

Fê: Nadica.

Dado: Então a gente se fala tipo daqui a pouco. Bj.

Fê: Bj.

(Meia hora depois.)

Fê: E aí, foi no Google?

Dado: Fui. E vc?

Fê: Total.

Dado: Matou a charada?

Fê: Matei.

Dado: Então fala aí, gata, por que o 31 de março mudou a história do nosso país?

Fê: Se liga: no dia 31 de março de 1889 a Torre Eiffel foi dedicada à cidade de Paris.

Dado: Bizarro. Mas o que isso tem a ver tipo com o Brasil?

Fê: Ah, sei lá! Antes não tinha a torre, entendeu? Aí os brasileiros não entravam numas de ir pra fora, conhecer o mundo. Fez a torre, aí abriu pra ir, visitar e os caras começaram a viajar. Por isso que tem tanto brazuca lá fora, tá ligado?

Dado: Louco.

Fê: Você achou algum treco?

Dado: Uma pá de coisa!

Fê: Fala uma.

Dado: Tipo, eu achei que nesse dia, em 1492, uns reis lá expulsaram os judeus da Espanha.

Fê: E aí? Onde que o Brasil entra nessa?

Dado: É que aí os judeus tiveram que ir pra Alemanha, o Hitler caiu em cima dos caras e eles vieram pra cá.

Fê: Pra Higienópolis?

Dado: Tudo a ver.

Fê: Sabe, cara, tô achando que pode ser outra coisa.

Dado: Tipo o quê?

Fê: É que eu também achei isso, ó: no dia 31 de março de 1900 saiu o primeiro anúncio de carro da história. Era uma firma da Filadélfia, meu, e eles publicaram o anúncio num jornal que chamava Saturday Evening Post.Vai ver é isso, porque aí os brasileiros acharam o anúncio o maior chique, começaram a comprar carro e acabou dando esses congestionamentos.

Dado: Sei não, nada a ver... Eu estou numa de que é uma coisa mais...sabe? , um troço mais zoado.

Fê: Mas, meu!, o quê?

Dado: Sei lá, um treco tipo guerra, entende?

Fê: Nadica.

Dado: Eu li num lugar aí que teve uma revolução aqui.

Fê: Aqui? No bairro? Xi, agora só vou sair na rua de capacete.

Dado: Pô, gata, é sério!

Fê: Rs, rs, rs, rs.

Dado: Olha só: parece que teve uma revolução mesmo, tipo um negócio com general.

Fê: Se liga, vc acha que teve guerra aqui?

Dado: Pô, de repente teve, sei lá...

Fê: Com esse negócio de espião, granada, metralhadora? Você pirou! Daqui a pouco vc vai dizer que torturaram neguinho no Brasil.

Dado: Pode ser. Que nem fizeram no Iraque. Eu vi no YouTube.

Fê: Ai, meu, sei lá... pra mim isso é viagem sua.

Dado: Pô, a gente fica com o que, então?

Fê: Paris, meu. Relaxa que é aquele lance da Torre Eiffel.

Dado: Tá bom, vou na sua. Me atacha a sua pesquisa que eu colo no arquivo.

Fê: Tá indo... Tá indo... Foi.

Dado: Valeu. Agora eu vou jogar umas duas horas de Mortal Annihilation.

Fê: E eu vou dar um rolê no Shopping. Blz?

Dado: Blz.

____________________
* Recebi esta história hilária do PRG, que escreve o Cateribúnticos. Não sei porque ele não a postou no seu blog.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Estava no aeroporto de Navegantes, aguardando a avó do meu marido desembarcar. Enquanto esperávamos, eu, meu marido e minha sogra, um casal me chamou a atenção. Eram tão idosos quanto a pessoa que esperávamos, talvez ele tivesse 90 anos e ela, cinco anos menos. Eles estavam muito ansiosos e diziam um para o outro: "nossa filhinha vai chegar, vai chegar!"

Eu estava curiosa para ver a filhinha. Por um momento, esqueci que os pais sempre tratam seus filhos como crianças, por mais idade que eles tenham. Ao abrir a porta do desembarque, pude constatar que a filhinha e o seu marido já eram cinquentões, e que tempo é uma coisa mesmo muito relativa.

O tempo passa voando, a gente sabe, sente isso na pele todos os dias. O dia mal começa e, de repente, cai a noite e sua "to-do list" continua cheia de afazeres. Para os pais, somos como eternas crianças, não tem jeito, eles se preocupam mesmo com a gente, inegavelmente, inequivocamente. E com o tempo, a situação vai se invertendo e nós vamos nos preocupando cada vez mais e mais com eles. Quando a gente se dá conta, eles já viraram as nossas crianças.

Aquele casal que esperava no aeroporto abraçou o casal mais novo com tanta força, tanta força, que aquela emoção toda transbordou e inundou os corações de quem estava assistindo a cena. Minto, de quem estava prestando atenção. A mãe chorava enquanto abraçava a mais nova e repetia: "minha filhinha, minha filhinha".

É nessas horas que a gente consegue entender o significado mais profundo da palavra saudade. Eu chorei junto com a senhorinha, por mais que tentasse me controlar. As lágrimas saltavam dos meus olhos quase que involuntariamente, não deu pra controlar.

Embarcamos eu e meu marido no voo seguinte. Durante a viagem de volta, eu me perguntei por quanto tempo eles ficaram sem se ver, o quão longe uma das outras estavam aquelas pessoas, que caminhos teriam percorrido para estarem tão distantes. Fantasiei um monte de coisas sobre aquelas vidas, e me perdi tentando preencher as lacunas de uma história de pessoas que eu não conhecia, mas que ali, na minha frente, viveram um momento de felicidade.

Frase do Dia


Hoje lembrei muito de minha amiga Flor de Lótus, que escreve o blog Esquizofrenia Corporativa. Estava em uma reunião de trabalho e um colega proferiu a seguinte "pérola":


"Free the chicken that you have inside!"


Precisa dizer mais alguma coisa?

Desencontros

Não me dizes onde estás,
Nem como estás...
E se não me dizes com quem andas,
não posso dizer quem tu és, nada sei.
Às vezes, te percebo aflito,
e sabes disso
E se uma angústia me invade nestas horas
É somente por nada poder fazer.

Se te encontro perdido por aí
Te abro os meus braços... sempre
Numa tentativa vã que me entendas,
Mas, a possibilidade desse meu abraço,
Não te comove,
É tão importante para mim
E tão irrelevante para ti.

Nova ortografia - guia rápido

Na falta do que fazer, use um sinônimo.

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

A beleza da noite pelas mãos de um artista

Tem coisas que os artistas sabem traduzir muito bem. E acho também interessante ver o quanto ainda existem homens sensíveis neste mundo (neste caso, o que me enviou a mensagem com esta estória).


Em Kaunas, Lituânia, há uma estátua de um Semeador de Estrelas. Durante o dia, a estátua pode até passar desapercebida, ou não ser entendida pelos que a veem. Como dizem, ele é um bronze a mais na herança da época soviética. Olha só.



Mas quando cai a noite, seu título passa a fazer sentido. Como diz o meu amigo, que quando se emociona não consegue conter as lágrimas, às vezes é preciso que a noite caia para que se possa entender melhor algumas coisas.


domingo, fevereiro 01, 2009

Memórias

É tão bom olhar pra fotos nossas e rever nosso passado, né? Eu tenho lembranças muito agradáveis da minha infância. E ainda estão nas minhas memórias o contato (às vezes até escasso) com meus primos. Alguns, eu já não vejo há anos, e sinto muitas saudades deles.

Olhem só como eu era sapeca.


Com a minha irmã


Com os primos Robson, Flávio e Marcos Aurélio

Vou buscar mais fotos antigas pra vocês...



A história de Genésio, ou a diferença entre um aposto e um vocativo

Quando eu e meu marido nos mudamos para este apartamento, nos surpreendemos com a quantidade de porteiros. Eram 4 no total, e a gente sabia que teria dificuldades para decorar o nome de todos eles.

O da noite, muito simpático, nos chamou logo de "patrão" e de "patroa" (um artifício chato para não ter que decorar o nome de todo muito, o esperto). A primeira vez que o vi, estava chegando em casa com meu pai e ele estava assumindo o posto da noite. Fêz questão de se apresentar:

- Eu sou o Genésio, a mulher do vizinho...

Meu pai e eu nos entreolhamos e ficamos pasmos com a sua fala... se ao menos ele tivesse feito uma pausa, ou tivesse cantarolado a segunda parte de sua apresentação...

Mas, não. Acho que ele confundiu um aposto com um vocativo. Na letra de "Kid Cavaquinho", de João Bosco, o autor parece estar conversando com um tal Genésio, sobre a mulher de um vizinho que sustenta um vagabundo (e ele deixa a cargo do ouvinte interpretar se o vagabundo em questão é o próprio Genésio). Veja só:

Kid Cavaquinho
João Bosco

Óia que foi só pega no cavaquinho
Pra nego bater
Mas se eu contar o que é que pode um cavaquinho
Os "home" não vai crer

Quando ele se fere fere firme
Dói que nem punhal
Quando ele invoca até parece
Um pega na geral (2x)

Genésio, a mulher do vizinho
Sustenta aquele vagabundo
Veneno é com o meu cavaquinho
Pois se eu tô com ele encaro todo mundo

Se alguém pisa no meu calo
Puxo o cavaquinho pra cantar de galo

Bom, está aí a letra. Uma figura esse tal Genésio. Só sei que nunca mais esqueci o seu nome. Nem da falta que faz estudar Português.

Skank

Li um monte de críticas sobre o último disco do Skank, Estandarte (2008), e várias delas diziam que o disco era morno. Eu ainda não comprei, mas pretendo. Sabe por que? Porque eu amei a música que eles escolheram para divulgação, "Ainda gosto dela", ainda mais quando vi a Negra Li cantando com eles na tv. Muito bacana a participação dela nesta música.

Ouça aqui.