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quinta-feira, setembro 19, 2013

Um outro jeito de continuar a ver o copo meio cheio...




Ele me pediu que continuasse sendo otimista, que evitasse o drama, que batalhasse para divulgar bons resultados do meu trabalho. Ele me pediu, eu atendi. Estou aqui, me esforçando para ver cada dia como uma oportunidade de acertar.

Ao invés de pensar que estou presa num "Dia da Marmota" como o personagem Phil Connors, interpretado pelo Bill Murray, no filme "Feitiço do Tempo".



quarta-feira, julho 03, 2013

Fernando Pessoa | Kate Perry

Fernando Pessoa era um sábio. Desde sempre, criança ainda, me acostumei a ler sua poesia, desde a época em que mamãe era sócia do Círculo do Livro.

De vez em quando, ainda circulam na internet algumas de suas frases.


Essa tem sido uma reflexão frequente dos últimos dias. Não sei se é a famosa crise dos 40 (anos) que chegou finalmente, mas eu tenho me questionado muito a respeito da vida, do trabalho, dos amores que tive... Será que eu me permito a felicidade, ou ando me contentando com o que a vida oferece, sem buscar mais?

Queria algo que fosse como fogos de artifício espocando no céu em noite de Reveillon! É pedir muito?



Música de Hoje: Firework - Kate Perry

terça-feira, julho 02, 2013

Desencontros

Passou a manhã inteira cogitando ligar para ela, enquanto a reunião rolava. Estava desatento aos assuntos do trabalho, queria apenas saber se ela teria como sair com ele. 

Na primeira brecha, passou a mão no celular e ligou pra ela. "Oi, tudo bem? Eu queria te ver hoje. Topa fazer alguma coisa depois do trabalho?"

Ela hesitou. Pensou um pouco, disse que tinha um compromisso... Mas depois, disse que podia remarca-lo. Perguntou onde se encontrariam e ele disse que passava para pega-la, que estava de carro.

Ao desligar o telefone, ela ficou pensativa por um tempo. "O que será que ele quer?" Já eram amigos há tanto tempo, nada que ele pedia, ela negava.

Ele estava cansado de ser seu melhor amigo. Estava de saco cheio de ouvi-la falar de amores impossíveis, não correspondidos, de tudo que ela sempre quis, e que ele sempre esteve ali para oferecer em dobro, mas nunca teve coragem de dizer. Estava na hora de dar um basta naquela situação, de dizer tudo o que ele sentia, abrir seu coração, mesmo que isso impactasse na perda de sua amizade, num afastamento.  Ele estava disposto a correr este risco. Ela era tudo pra ele. Mais do que ela pudesse imaginar, não conseguia imaginar sua vida sem a presença dela. Mas, tudo estava tão confuso nos últimos tempos, ele tinha desistido de um namoro de anos, tinha pensado muito e, enfim, tinha decidido confessar-lhe a paixão que o atormentava há anos.

Passou na biblioteca para pega-la as 18:30, de tão ansioso que estava. Ela entendia cada vez menos o que estava acontecendo com ele, mas estava pronta à espera.

"Vamos pra onde?", ela perguntou curiosa.

"Para um lugar bonitinho, ali perto do canal, tenho certeza que você vai gostar". Há um tempo ele vinha pensando na idéia de leva-la a um barco-restaurante que havia sido aberto perto de sua casa. E o fato de estarem perto de casa não era definitivamente por acaso. Esperava que ela curtisse o fato de terem um jantar romântico num barco, nos moldes dos "barcos europeus". Mas, o que ela não sabia é que eles teriam um jantar romântico, e no fundo ele tinha medo de como ela receberia a notícia, já que seus jantares sempre tinham sido, todo esse tempo, apenas jantares.

Ao chegarem no barco, ela estranhou. A aura de romance, as velas acesas, pequenas luzinhas piscando, música de violinos, tudo muito romântico. Ela tinha medo de dizer algo que quebrasse aquele clima, mas não sabia o que esperar daquele amigo. Se um dia ela supôs que ele gostasse dela de um jeito diferente, mudou logo de ideia quando ele começou a ficar com todas as meninas da faculdade indiscriminadamente. Menos com ela, nunca sequer mencionara aquelas saídas. Todo mundo sabia, mas era uma coisa velada.

Tempos depois, ele confessou os motivos, mas aí, ela já tinha se colocado numa posição de amiga, espaço reservado por ele a ela. Que confusão ele estava fazendo na sua cabeça com esse convite!

Qual a barreira entre o amor, a paixão e a amizade? Quando se deve ultrapassa-la, quando se deve vencer esse abismo? Essa mudança de status não pode comprometer um sentimento mais perene, que é o amor entre amigos? Se está bom assim, por que mudar tudo?

"Ricardo, qual o motivo disso tudo? Por que você me trouxe neste lugar lindo? Até parece que você está querendo me dizer alguma coisa...", ela perguntou.

"Mariana, há quanto tempo a gente se conhece? Muito, né? A gente está precisando conversar. Você está prestando atenção? Eu não posso mais adiar esta conversa".

"Ricardo, o que você não pode mais adiar? Você continua adiando, por que não vai direto ao ponto?!"

"Mari, eu estive com todas as meninas da nossa turma, menos você. Eu fui um idiota, egoísta e egocêntrico. Mas, mesmo assim, você esteve lá, ao meu lado, esse tempo todo, sem me julgar. Ao menos, eu acho que não julgava..."

"Ricardo, tentei muito não julgar, mas julguei sim. Naquela época, o que fazia dizia respeito apenas a você, e a elas... O que eu tinha a ver com isso?"

"Mas então, você também me achava um canalha? E se eu te pedisse perdão?"

"Perdão, Ricardo? Perdão por que?"

"Perdão por ter dado tanta volta e ter feito tanta bobagem antes de concluir que era com você que eu queria ficar o tempo todo. Você acredita nisso?"

"Comigo, Ricardo? Difícil de acreditar... Você é uma pessoa que curte a vida, as mulheres, não se amarra a ninguém, não quer compromisso... Por que estaria a fim de mudar logo agora?"

"Porque eu pensei bem, Mari, pensei muito, pensei mais de dez anos, e a única pessoa com quem eu gostaria de ficar, de dividir a minha vida é com você, sempre foi com você, mas você nunca me deu abertura, sempre se manteve distante, com um sorriso de Monalisa para tudo que eu dizia, era impossível saber o que você pensava ou sentia..."

"Ricardo, isso tudo é muito complicado, difícil de processar, deixa eu pensar sobre isso..."

"Será que não dá ao menos para curtirmos a noite, vamos dançar, vamos jantar, conversar..."

"Não, Ricardo, acho que não dá, não fica chateado comigo, mas isso é tudo muito louco, eu prefiro ir embora..."

Ela se levantou e saiu, mas não sem antes dar-lhe um beijo de amiga em seu rosto e de ter acariciado seus cabelos, como fazia sempre...

Enquanto se deixava levar pelo motorista que guiava o taxi para sua casa, ela pensava nas inúmeras vezes em que ela quis que ele fosse seu... E no quanto ele havia estragado tudo.

Enquanto ouvia os violinos e bebia goles do champanhe que tinha encomendado, imaginava aquela mulher nos seus braços, como devia ter sido desde o inicio...




segunda-feira, novembro 26, 2012

Tudo posso...



...eu sei! E hoje começa mais uma semana. 
Semana de cuidar, de nutrir, de acalentar 
e, principalmente, de me cuidar! 
Eu sei que dá...



Música da semana: "Começar de novo" - Ivan Lins

terça-feira, abril 17, 2012

Inquietações




Eu devia estar preparando aula. Ou me preparando para dormir. Enquanto isso, estou aqui, atormentada pelos meus pensamentos. Há tempos que não saio assim da terapia. Mas, hoje foi extremamente difícil. Tanto por falar, tantas dúvidas e inquietações rondando a minha cabeça,..., e no fundo, no fundo, acho que o que eu preciso de verdade é de perdão. Eu preciso me perdoar. Preciso me perdoar de todos os meus arrependimentos, das coisas erradas que eu fiz, das coisas erradas que eu não fiz, das certas...

E, como nada é por acaso, não foi à toa que eu dei aquele telefonema antes de chegar ao consultório. Ouvir aquela voz, num estado de espírito tão diferente do habitual, como se algo de muito ruim tivesse acontecido, foi como perder o chão, o rumo, a direção... eu fiquei trôpega, perdi a noção do perigo, só queria chorar... me senti tão abandonada como da vez em que eu descobri a verdade sobre o dono da voz.  É como se perdesse meu porto seguro uma segunda vez.Tão ruim esse sentimento.

Da hora em que cheguei  em casa, foi só o que fiz... chorar... Tenho pensado na solidão, na saudade, na falta, no vazio, em tudo o que poderia ter sido se eu tivesse feito outras escolhas... mencionei isso hoje à terapeuta... tenho reclamado muito da minha covardia... tenho me achado muito covarde.

Enquanto isso, todo mundo insiste em dizer que eu fui muito guerreira, que foi bacana acompanhar a minha gana de dar a volta por cima. Eu bem que tento me manter altiva, determinada, com minhas metas e objetivos sempre em mente, pensando que o que se passa hoje é “café pequeno” perto do que se pode conquistar no futuro. Mas, enquanto eu penso que não posso, nem devo fazer “tempestades em copos d’água” como fazia antes, sinto o peso de não dar importância a certas coisas... E esperar o futuro pra quê? Se tudo o que eu mais queria era ser feliz agora!

É como se de repente, fosse possível tirar o foco do indivíduo e colocar o foco no caminho. Eu sei que é difícil, mas é plenamente possível e realizável. Só que esperar dói. Ter esperança é complicado, a gente sonha, e demora a realizar... quando, meu Deus, quando? Será que eu mereço?

São muitas perguntas para uma pessoa só. Talvez você, que me lê, nunca tenha passado por isso, nem esteja entendendo direito o que escrevo. Ou talvez se identifique com essas minhas loucas palavras. Liga, não. Amanhã é outro dia. E a jornada continua.

Referências: clique aqui!

Música de hoje: Clock - Coldplay

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Para colorir a vida, porque ela anda muito triste...

Com essas tragédias esbarrando na gente vez em quando, o jeito é pensar em coisas bonitas!


Num mar de guarda-chuvas coloridos!


Numa porção de borboletas!


Num jardim bem florido!


No vôo livre da gaivota!


Num campo de flores ensolarado!


Uma homenagem a todos os que perderam seus entes queridos no acidente da Av. Treze de Maio esta semana no Rio de Janeiro.

segunda-feira, outubro 10, 2011

A um amigo descrente

Meu amigo,

Vi que você está descrente da vida. Que é chegada a hora de repensar suas escolhas. Que, depois de tudo o que você fez, de tudo que você investiu, você acha que não recebeu o reconhecimento merecido.

Pode não parecer, mas eu sei bem pelo quê você está passando. Não que eu tenha enfrentado situação igual, mas vi meu pai sofrer na pele a crise da Construção Civil, na década de 1980. Ele, profissional dedicado, projetista que participou de grandes projetos como a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipú, de repente, teve que se reiventar. Reconheço nas suas palavras a tristeza que via no olhar do meu pai, uma tristeza recheada de preocupação, aquela preocupação que os homens têm ao se deparar com a dura realidade de não saber como botar dinheiro em casa e sustentar a família.

A palavra é essa, meu amigo: Reinvenção. Você precisa se descobrir. Tirar esse tempo, ou algum tempo, para olhar para dentro e descobrir do quê você ainda gosta de fazer. Pensar em outras possibilidades, olhar para o lado, buscar por analogias, ser criativo. Esquecer um pouco talvez daquilo que você mais domina e pensar no quê você poderia investir para começar de novo.

Sim, amigo, porque nunca é tarde para começar de novo. Você mesmo, já recomeçou tantas vezes, já venceu batalhas duríssimas, essa é só mais uma. Pense assim: "um dia ainda vou dar muita risada de tudo isso" ou "como eu cresci naquele tempo em que eu achava que não tinha nenhuma perspectiva".

Sim, porque você tem perspectivas, poder até parecer que não, mas tem. Essas perspectivas, você as cria, tenho certeza, você se remodela, se molda a outro negócio, se inspira em outros caminhos... É só começar, é só sair da inércia, que tudo dará certo.

Use seu tempo para escrever no seu blog. Escreva tudo aquilo em que você acredita. Escreva para deixar como legado tudo aquilo que você viveu como executivo. Vai ser bom pra você. Mas, antes, sacode a poeira da melancolia e respira fundo. Encare tudo isso como uma viagem, uma viagem ao seu mundo interior.

Todos nós vivemos crises em setênios. Elas vêm, de sete em sete anos, para nos fazer repensar a vida. Em ciclos de sete em sete anos, não necessariamente numa idade exata, mas pelo menos uma vez, nos deparamos com algumas questões clássicas. E são essas questões que nos impulsionam, nos fazem caminhar, nos levam adiante. É o ciclo da vida, como diz a Antroposofia.

Aos sete, quando aprendemos a ler e escrever e descobrimos um mundo novo. Aos catorze, com os nossos hormônios em ebulição. Aos vinte e um, quando entramos na idade adulta e nos vemos lá, quase acabando a faculdade, nos deparando com a pergunta: E agora? Como será sair debaixo da asa dos meus pais?

Aos vinte e oito, já empregados, tendo que dar saltos quânticos na carreira para provar nossa competência. Aos trinta e cinco, quando, muitas vezes, assumimos a responsabilidade de gerenciar equipes. Aos quarenta e dois, quando começamos a sentir o peso da idade e da desaceleração de nosso metabolismo (e vemos o quão necessário são os exercícios físicos para nos mantermos saudáveis).

Aos quarenta e nove, quando começam a achar que estamos em declínio, apesar de nos sentirmos plenos e aptos para encarar qualquer desafio. E então, começamos a nos deparar com questões muito voltadas para a espiritualidade, porque a curva já está começando a declinar mesmo, o corpo está ficando frágil (ao pó voltaremos, não é mesmo?) e as questões da alma passam a ser muito mais importantes.

E quando estamos prontos para curtir a vida (quando nos aposentamos - se é que não curtimos antes), essas questões estão latentes: De onde eu vim? O que fiz da minha vida? Para onde eu vou? O que deixo de herança?

A minha dica para você, meu amigo, é só uma: não pense muito, não! Viva o presente. Mas, lembre-se de uma coisa. Quando estamos no avião, a aeromoça sempre diz, em seu briefing de segurança: "em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão em sua direção. Coloque a sua máscara, ajuste o elástico e depois auxilie quem está ao seu lado"... Ou seja, é tempo de cuidar de você, tempo de olhar para você, e pensar que talvez haja ao seu lado alguém de máscara pronto para te ajudar. Ah, e esse oxigênio metafórico está dentro de nós. Busque aí dentro a sua força, ela está aí, não se perdeu.

Sei que você vai conseguir.

Um beijo da amiga muito crente em você.
R.


Música do dia...

sábado, agosto 20, 2011

Mulher maravilha

Definitivamente, não sou ela. Adorava quando criança, mas seus poderes ficaram no passado, nas telas da tv. Muito cansaço. Coração em permanente disparo, para dar conta da falta de ar. 99, 100, 110 batimentos por minuto. Dor de cabeça. Ela lateja dentro de mim. Não aguento a luz. Não aguento ficar deitada. Não aguento dar 5 passos. Não é falta de sangue. Nem caso para cirurgia. Tenho que me recuperar sozinha. Mas, como é lento o processo. Já conheço as manchas do teto. Já quero trocar tudo.

Quem sabe um dia o gás volte e eu queira retomar o blog com a mesma força de quando mudei o layout?

Me aguardem!

quarta-feira, maio 04, 2011

E no final...


... tudo acabou bem! Aliás, se não acabou bem, é porque ainda não chegou ao final... (já dizia meu orientador de Doutorado)...




"E vejo flores em você" - Ira!, Acústico Mtv

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Para mudar o mundo, mude você primeiro


"Você tem recebido notícias de si mesma?" - Martha Medeiros

Uma idéia na cabeça e muita força de vontade. Foi assim que eu me senti quando voltei da Europa. Não aceitei ouvir opiniões negativas, do tipo "sinto muito, mas não vai dar" e corri atrás do meu sonho. Ele estava lá guardado, e enquanto eu não fazia nada para colocá-lo em prática, sofria à beça, como uma condenada numa cadeia de segurança máxima, daquelas que fazem você perder a fé na vida...

Para colocar a minha idéia em prática, eu comecei a pensar no que precisava mudar... Queria que as pessoas à minha volta se transformassem também, como o maridão, mas não conseguia fazê-lo ver que aquele caminho que estávamos trilhando não nos levaria à nada. O tempo foi passando, e eu comecei a me mexer. Comecei a fazer uma revolução pessoal, ao me dar em conta que eu precisava cuidar de mim, porque ninguém ia fazer isso por mim, no meu lugar.

E ao começar a me cuidar, sem o suporte dos livros de auto-ajuda, nem nenhuma mudança brusca na linha de investigação da minha terapia, percebi o quanto era bom tirar um período do meu dia para olhar pra mim: pro corpo e pro espírito. Mens sana in corpore sano. Enchi a agenda de compromissos comigo mesma. Foi doloroso, me deixou exausta, mas eu quis tudo isso pra mim.

Como alguém que gerencia um projeto pra uma empresa, eu resolvi gerenciar o projeto da minha vida, a fazer as tarefas que eu precisava fazer para que o projeto desse certo. Foi só isso, eu listei as tarefas e com um pouco de disciplina e seguindo o cronograma, fui fazendo o que era necessário para seguir a minha vontade, para me realizar como pessoa e como mulher.

O grande barato desse processo foi ver que à medida que eu mudava, as pessoas mudavam comigo. No início, algumas não me reconheceram, porque a minha escala de prioridades passou a ser outra. Comer bem, praticar exercícios físicos, estar com os amigos, fazer massagens relaxantes, yoga, meditação, isso tudo era muito mais importante do que aquela teleconferência da hora do almoço que não levava a nada e que me fazia sentir uma escrava do trabalho.

Ah, o trabalho, esse componente maravilhoso e estressante. Rasguei o currículo, mudei tudo, abri mão de tudo que eu tinha construído. E, por incrível que pareça, estou me sentindo tão livre, tão disponível para fazer o que eu quiser... Por mais louca que as pessoas tenham me visto, hoje eu sinto que as rugas de tensão se foram, que nada me abala, e que nada melhor do que duas ou três respirações profundas para dar conta de qualquer ataque de esteria que tenham na minha frente. Por trabalho, eu não perco mais a minha razão... Como eu demorei pra aprender isso...!

Meu maridão é hoje meu melhor amigo, meu parceiro, ele entendeu, acordou, está tão bem. Estamos tão bem... Nem pareço aquela pessoa que procurou terapia há dois anos para me preparar para uma vida nova, de mulher sozinha... ficar junto não era mesmo a minha idéia. Hoje, tudo que eu posso fazer é agradecer a Deus por ter me dado mais essa chance.

Agora, é deixar tudo nas mãos do acaso, do destino, e torcer para que os Anjos dêem uma forcinha e me tragam boas novas daqui à dez dias...

terça-feira, janeiro 04, 2011

Xô!

Esse 2010 foi um ano cretino, que cisma em me perseguir. Vivi um monte de coisas boas, mas o inferno-astral invertido (depois do aniversário) insiste em me mostrar que tenho muito ainda a aprender.

Que 2011 venha, que 2010 vá pros quintos dos infernos!

domingo, março 14, 2010

São Francisco de Assis


Eu adoro ele, e o tenho espalhado pela casa, na sala (três), no meu quarto, na carteira, por todos os cantos.

Acho que ele me protege, e lhe sou grata. Sempre que peço por mim, e pelos outros (mais por eles), ele me atende.

E todo dia eu agradeço a ele por todas as dávidas a mim oferecidas.

Agora, descobri a sua casa. E como não poderia deixar de ser, me senti bem lá.

Vou voltar.





Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discordia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna...


Pode mensagem mais bonita? Quanta coisa para aprender numa só mensagem...

sábado, fevereiro 20, 2010

Preocupação

De repente, alguns amigos ficaram doentes. Três precisaram se submeter a cirurgias. Um voltou a tratamento devido a uma doença antiga. Outro começou a sofrer todo tipo de acidentes. Um outro soube de um resultado de um exame que levantou suspeitas. Eu fiquei preocupada. Quanta coisa junta!

Tenho pedido muito a São Francisco de Assis que os proteja. Mas, ando achando que ele vai ficar sobrecarregado.

Acho que vou botar um galhinho de arruda na minha bolsa.

sábado, maio 30, 2009

O que não precisa ser dito

Ele entrou no carro e se deitou ligeiramente no banco do carona para abrir a porta para ela. Ela tinha uma dificuldade danada de abrir aquela porta. Ela entrou, se ajeitou no banco e olhou para ele. Ele começou a falar e ligou o carro. De repente, o volume de sua voz começou a aumentar e ela passou a escutar apenas algumas frases do que ele falava. "Eu acho que já te conheço um pouco". "Eu não dormi essa noite pensando numa forma de te ajudar". "Ontem, você me deu uma patada, mas eu não reagi, não fiquei chateado". "Eu quero paz". "Você não sabe a força que tem". (...)

No trajeto, dirigia vagarosamente para ter tempo de dizer tudo o que queria para ela. Ela ia ouvindo, tentando absorver, mas pensava no quanto estava se esforçando para dar conta do que tinha que fazer, num momento que talvez fosse o mais difícil da sua vida. Ele dizia para ela que ela tinha que tomar as rédeas das coisas, que as pessoas esperavam isso dela. E ela esperava também que um dia ela tomasse as rédeas da própria vida, mal parada há muito tempo.

Sem se dar conta, ela começou a chorar. Mas, não... não queria chorar na sua frente, não queria se mostrar frágil. Tinha vergonha. Ele ficou quieto, respeitando o tempo e a dor dela. Ela evitava olhar para ele, com medo daqueles olhos que enxergam através. De repente, não foi preciso dizer mais nada para que tudo fosse dito.

Ele parou para abastecer, e fez piada com o frentista, só para vê-la sorrir. Ela quis beijar a sua mão como forma de agradecimento, mas não o fez. Só agradeceu a carona e saiu do carro.

E ficou feliz em saber que o amanhã viria, e talvez lhe trouxesse um pouco de sol.

sábado, agosto 30, 2008

Crianças

Apesar de não ter filhos, me interesso muito pelo que elas pensam e são capazes de fazer.

Por isso, leio o caderno infantil que vem encartado no jornal, com um certo encantamento.

Hoje, li uma poesia da Jaqueline, de 9 anos, que não resisti em não publicar aqui. Lá vai a reprodução:




Meu pai*


Meu pai é sensacional.
Não. Não é argentino.
Nem inglês. É
nacional.
Meu pai não é pop
star, nem presidente.
É feliz, está sempre
sorridente.
A ele, eu agradeço,
com ele aprendi a
andar,
agora as escadas eu
subo e desço.
A primeira palavra
que eu disse foi
"papai".
Sabe por que?
Naquele dia eu estava
feliz, não brava.
Você é meu pai
e o orgulho da nação.
Você é também o meu
grande amigão.

*Jaqueline Mariquito de Sousa

Não é uma delícia? Vejam a quantidade de traços culturais embutidos neste texto, essa garota é uma fofa. E o quão feliz deve se sentir o pai dessa menina.

É por isso que eu penso que ainda há esperança...