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quinta-feira, julho 30, 2015

Refletindo e meditando sobre a vida na metrópole-balneário...


Copacabana. Foto: Thiago Lontra, Agência O Globo

Momentos de reflexão, totalmente em silêncio. Enquanto tomo um café ou caminho, vejo/escuto as seguintes cenas:

Cena 1
Rapaz ao telefone, sentado à mesa do café de frente para uma moça. Diz que estão ali porque estão fazendo aniversário de casamento. A moça começa a ficar emburrada. Ele desliga e se põe a teclar loucamente. Ela pergunta duas ou três coisas, mas ele não escuta. Ela fala para irem embora, ele não escuta. Ela pergunta se ele já pagou a conta e ele faz que sim com a cabeça. Ela está visivelmente incomodada de "estar invisível". Eu a percebo perfeitamente.

Cena 2
Na Casa e Vídeo, uma senhora conversa com um rapaz bem novinho enquanto esperam por um embrulho. Ela pergunta se ele já arrumou o quartinho. Ele diz que precisa conversar sobre isso com ela, porque andou fazendo um levantamento de preços e viu que o hospital perto da casa dela (sua namorada) cobra em torno de R$ 6.000,00. Quer dicas de lugares que podem ser mais baratos para o parto. Ela quer saber mais. Não parecem mãe e filho, mas colegas de trabalho.


Cena 3
Na porta de um boteco, uma mulher bêbada diz a uma senhora aos berros que ela "não merece o filho que tem, não merece". A senhora baixa os olhos, consternada.


Cena 4
Um flanelinha muito louco ajuda uma mulher num 4x4 a estacionar e só manda a dita parar depois que ela já derrubou a moto que estava estacionada. Sob o meu olhar, ele me encara e grita pra mim: "Bem vinda à minha casa"...


Continuo a minha caminhada, minha reflexão e meditação. Chego a conclusão que estamos na cidade das almas perdidas...

Essa reflexão faz parte de uma experiência proposta por Howard Gardner no livro "O Verdadeiro, o Bom e o Belo Redefinidos", no qual ele propõe ao leitor que fique um dia sem fazer a avaliação sobre o que é verdadeiro, o que é bom e o que é belo, desconsiderando esta tríade grega.

Eu não consegui. Pela minha descrição das cenas, você pode perceber que eu fiz julgamentos em todas elas.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Mais um grafite do Marcelo Eco

Passando hoje pela Rua Gonzaga Bastos com Engenheiro Otacílio Negrão de Lima, me deparei com esta belezura...

@Marcelo Eco





Ele anda se superando! Um muro não é mais o mesmo quando sofre uma intervenção destas...

Adoro essa galeria de arte à ceu aberto! Amo meu Rio de Janeiro ilustrado!



Férias no Rio de Janeiro

Eu sou carioca de nascimento, mas acho que nunca aproveitei tanto a minha cidade quanto nestas férias. Deixa eu explicar. A programação era dez dias no Uruguai (Colônia de Sacramento, Montevidéo e Punta del Leste) e depois, Argentina (Buenos Aires). Deu tudo errado. Para não sair no prejuízo, resolvi levar a risca a pergunta:

"Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?"

E daí, vi que faltava fazer muita coisa na minha cidade, que eu vivia adiando. Nada melhor do que o período das férias para resolver isso!

tem cidade mais bonita do que essa?






Pensando nisso, começamos uma programação intensa por lugares que a maioria dos turistas conhecem, mas os cariocas não: Vista Chinesa, Cachoeiras do Horto, Paineiras, Parque da Catacumba... além de praia, muita praia.

E são essas as primeiras dicas que eu vou postar aqui no blog, dando continuidade a série "Por onde andei".

Espero que vocês gostem das dicas, de uma carioca apaixonada pelo Rio de Janeiro!

Enjoy!


domingo, setembro 22, 2013

A Primavera chegou!


O Rio de Janeiro anda mais bonito com a campanha lixo zero. Eu, que tenho andado muito por conta de meu novo endereço comercial, tenho apreciado demais as belezas da cidade, as naturais e as arquitetônicas. Tão bonito ver as árvores florescendo! Tão bonito ver a nossa Catedral Metropolitana mudando de cor, indo do roxo, ao amarelo, passando pelo vermelho (e um verde maravilhoso)!




Só não enlouquece e se enamora por esta cidade linda, quem não tem os olhos abertos para a poesia. Essa cidade é poesia na forma urbana, no aglomerado de gente, na música, no suor, no dia e na noite quentes!

Vem pro Rio! Vem aproveitar a Primavera!



domingo, agosto 26, 2012

Achados e pechinchas do Saara

Cinquenta endereços para você garimpar pechinchas no maior centro comercial da cidade. De roupas, joias e acessórios até produtos para casa, itens de armarinho e papelaria
por Daniela Pessoa | Veja Rio | 16 de Abril de 2012

VEJA Rio preparou um roteiro off pela região de comércio popular no centro da cidade, onde existem cerca de 1 200 lojas de decoração, brinquedos, artigos de Carnaval, produtos para festas, roupas, acessórios e até joias. Para desbravar suas ruas nada desérticas (a não ser pelo calor), selecionamos 50 endereços onde é possível garimpar itens de qualidade a preço de banana. Conheça o mapa da mina e boas compras!

ARMARINHOS

CAÇULA AVIAMENTOS
Rua Buenos Aires, 261, 3578-8000 / 8002. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Material para bijuterias, rendas, fechos, fitas, botões, agulhas, linhas. No final do ano, tem artigos para festas e enfeites de Natal. Fitas de tecido a partir de R$ 1,58 a embalagem com 10 metros.

TURUNA AVIAMENTOS
Rua Senhor dos Passos, 125, 2252-5907. 9h/18h (seg. a sex.) e 8h30/14h (sáb.).
Mais de 3.000 itens de armarinho, tecidos e artigos para artesanato. Rendas a partir de R$ 0,25 o metro.

FLORES

BAZAR DAS FLORES
Rua Senhor dos Passos, 226, 2221-8821. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/13h30 (sáb.).
Flores artificiais e arranjos mais requintados a partir de R$ 70,00.

MARYSOL FLORES
Rua Senhor dos Passos, 88, 2221-7774. 9h/18h30 (seg. a sáb.) e 9h/14h (sáb.).
Flores importadas da China, Tailândia e Malásia, vasos de vidro, louça e cachepôs. Botões de rosa a R$ 0,50. Caixa com 120 unidades a R$ 39,90.

ARTIGOS PARA FESTAS

ARMARINHO DOIS IRMÃOS
Rua Senhor dos Passos, 264, 2224-1668. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Aceita encomendas de enfeites, faz toalhas decoradas com qualquer tema, a partir de R$ 30,00 o metro, brindes personalizados e chapéus de espuma com cara de bichinhos.

BAZAR & FESTAS
Rua Senhor dos Passos, 223, 2232-6603. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Bonecos e enfeites para festas infantis com mais de vinte temas, como o Homem-Aranha, e castelos de isopor iluminados (a partir R$ 30,00).

FESTA DA CIDADE
Rua da Alfândega, 265, 2507-4277. 8h30/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Painéis e enfeites de mesa feitos de borracha ou espuma em mais de 50 temas; copos, talheres, balões, caixas para bolo e brindes. Balões metalizados a partir de R$ 4,90.

FESTAS 234
Rua Senhor dos Passos, 234, 2224-9473. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/15h (sáb.).
Fantasias sob encomenda (R$ 79,00 a de princesa). As que têm mais saída são Branca de Neve e Bela, de A Bela e a Fera.

HOJE ARTIGOS PARA FESTAS
Rua Senhor dos Passos, 154, 2232-2415. 8h30/18h30 (seg. a sex.) e 8h30/15h (sáb.).
Convites, toalhas, balões metalizados, painéis e enfeites de espuma. Saquinhos de celofane para brindes a partir de R$ 3,90 (100 unidades).

BIJUTERIAS E ACESSÓRIOS

BIJOUTERIAS KACY
Rua Senhor dos Passos, 68, 2242-0014. 8h30/18h30 (seg. a sex.) e 8h30/14h30 (sáb.).
Alicates, fios, entremeios e fechos, peças importadas da Coréia e Áustria. Canutilhos saem a partir de R$ 4,45 (50 g). Pedrarias a partir de R$ 0,50 a unidade.

CASA AZEVEDO
Rua Senhor dos Passos, 63, 2242-1109. 8h30/18h30 (seg. a sex.) e 8h30/14h (sáb.).
Canutilhos, contas de plástico, acrílico, conchas, peças de osso e sementes. Miçangas a partir de R$ 1,40 (20g) e cristais a partir de R$ 0,06 a unidade, dependendo do tamanho.

CRYSTAL BRILHANTE
Alexandre Mackenzie, 46, 2242-5333. 8h30/17h00 (seg. a sex.).
Loja repleta de miçangas, contas de acrílico (25 gramas a partir de R$ 1,75), cristal, murano, fios, fechos e correntes.

DESTAC BIJOUTERIAS
Rua Senhor dos Passos, 221, 2252-2948. 9h/18h (seg. a sex.).
Acessórios para cabelo: elásticos, arcos, faixas e prendedores infantis (a partir de R$ 0,50 no atacado), além de brincos, colares e chaveiros.

LILAC
Rua da Alfândega, 349, 2224-3636. 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/15h30 (sáb.).
Colares, brincos, pulseiras, arcos, faixas, presilhas, elásticos com pingentes, chaveiros e bolsas. Prendedores de cabelo a R$ 0,50 e cartelas com doze elásticos a R$ 1,00.

SILMER
Rua da Alfândega, 171/171, 2224-5104. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Acessórios para montagem de bijuterias, miudezas de armarinho e produtos para Carnaval e festas. Contas a partir de R$ 0,85 (pacotinho com 25 unidades).

BIJUNIOR
Rua Buenos Aires, 325, 2242-0047. 8h30/18h (seg. a sex.).
Miçangas, contas de plástico, de acrílico (250g a R$ 8,90), de murano (a partir de R$ 0,07 a unidade), cristal, metal e sementes. Tem também bases para brincos, broches e anéis.

BRINQUEDOS/PRESENTES

BAZAR BARRA REY
Rua Senhor dos Passos, 150, 2263-4125. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Brinquedos, bonecos e bichos de pelúcia de personagens Disney, almofadas e chaveiros felpudos. Bichos de pelúcia a partir de de R$ 5,00.

BRINKFESTAS PRESENTES
Rua da Alfândega, 250, 2222-1815. 8h/18h30 (seg. a sex.) e 8h/14h30 (sáb.).
Mais de 10.000 itens, entre brinquedos, artigos de papelaria, miniaturas de resina, brinquedos educativos e artigos para festas infantis.

BRINKMANIA PRESENTES
Rua da Alfândega, 316, 2252-2804. 8h30/19h (seg. a sex.) e 8h30/14h (sáb.).
Boa variedade de brinquedos nacionais, chineses e educativos de madeira, de R$ 0,50 (carrinho de madeira) a R$ 1 150,00 (miniatura de uma casa de plástico).

DELMAR BRINQUEDOS E UTILIDADES
Rua Senhor dos Passos, 279/283, 2509-2785. 8h/18h (seg. a sex.) e 8h/14h (sáb.).
É preciso garimpar, mas há brinquedos, jogos e boias a bons preços. Carrinhos de plástico de diversos modelos, para bonecas, custam a partir de R$ 29,90.

DU CHAPÉU
Rua Senhor dos Passos, 91, 2509-0081. 8h30/18h45 (seg. a sex.) e 8h30/15h (sáb.).
Bijuterias, bolsas de couro (de R$ 60,00 a R$ 200,00), guarda-chuvas, estojos de maquiagem, acessórios para o cabelo e corações de pelúcia (R$ 31,50).

SANTEX - O MUNDO DOS BRINQUEDOS
Rua da Alfândega, 328, 2507-1515. 8h30/18h (seg. a sex.) e 8h/12h (sáb.).
Brinquedos nacionais e importados, jogos, bicicletas, carros elétricos, casinhas de boneca (a partir de R$ 99,00) e gangorras.

TOWERS TOYS
Rua Senhor dos Passos, 80, 2242-9930. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Brinquedos nacionais e importados, peças para bebês, carrinhos elétricos e brinquedos para parquinho. O dominó do Homem-Aranha ou do filme Transformes sai a R$ 18,70, e o caminhão elétrico, com caçamba, custa R$ 1 052,80.

ARTE CASA PRESENTES
Rua Senhor dos Passos, 127, 2224-0667. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Miudezas como porta-retratos (a partir de 2,00, 10 x 15 cm), porta-jóias, cofrinhos, porta-CDs (a partir de R$ 2,00), diários infantis, chaveiros e brinquedos.

DECORAÇÃO/OBJETOS DE PALHA

CASAS DA MAMÃE
Rua Senhor dos Passos, 292, 2224-5601. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Baús, caixas, revisteiros, kits para quartos de bebê e brinquedos, de madeira e MDF, para ser pintados ou decorados. Caixinhas a partir de R$ 2,00 (12 x 12 x 5 cm).

FLORISOL
Rua da Alfândega, 274, 2242-8564. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Rosas, tulipas, orquídeas, copos-de-leite e outras flores importadas da China. Para os arranjos, há folhas desidratadas, areia colorida, cachepôs (a partir de R$ 15,90), musgo e vidros.

MARIAZINHA PALHAS
Rua Senhor dos Passos, 69, 2224-4989. 9h/18h10 (seg. a sex.) e 8h30/14h (sáb.).
Mais de 4 000 produtos de palha, junco, bambu, cipó e vime. Bandejas, cachepôs, gaveteiros, sousplats, tapetes, guirlandas e cestos. Faz objetos sob encomenda. Peças a partir de R$ 1,00.

TERRA NOSSA
Rua Senhor dos Passos, 79, 2232-7506. 9h30/18h30 (seg. a sex.) e 9h30/14h (sáb.).
Poderia estar em um shopping de decoração, tal a organização e a qualidade dos móveis, quadros, espelhos, velas, baús, porta-retratos, abajures, cestos e revisteiros. Há também peças da Índia, África e China.

TILY PRESENTES
Rua Senhor dos Passos, 168, 2253-7477. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Peças de palha da China, do Vietnã e da Indonésia. Jogos americanos a partir de R$ 7,50.

CAIXAS E EMBALAGENS

ADIPEL DESCARTÁVEIS
Praça da República, 76, 2242-6034. 8h/18h (seg. a sex.) e 8h/14h (sáb.).
Embalagens descartáveis de plástico, isopor, papelão e alumínio: copos, pratos, talheres, bandejas, quentinhas, sacolas, bolsas térmicas e caixas para torta e pizza.

INTERPEL R4 EMBALAGENS
Rua Buenos Aires, 302, 2221-8722. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Mais de 100 modelos de caixa e sacola plástica, em 35 cores. Oferece embalagens personalizadas com nome e endereço.

REGALO EMBALAGENS
Rua Buenos Aires, 314, 2224-9128. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Mais de 2 200 modelos de caixa: para presentes, para organizar closets, com motivos infantis, com puxadores, para garrafas de vinho. De R$ 0,55 a R$ 52,00.

ESPORTES

GMB SPORTS
Rua da Alfândega, 278, 2509-6930. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Camisas oficiais de times de futebol, bolas oficiais (de futebol de campo a partir de R$ 59,90), chuteiras, meiões, quimonos, maiôs e troféus.

NOVA PET - MERGULHO & CAMPING
Rua Buenos Aires, 170, 2517-3787. 8h30/17h45 (seg. a sex.) e 9h/12h30 (sáb.).
Nadadeiras, arpões, máscaras e roupas de neoprene; barracas, mochilas, lanternas, fogareiros e tênis para trekking. Sacos de dormir a partir de R$ 61,80.

JÓIAS

RACHEL RIO JÓIAS
Rua da Alfândega, 310, 2221-1581e 2508-8110. Rua Senhor dos Passos, 210, 2224-3866 e 2224-4233. 9h/18h (seg. a qui.) e 9h/16h30 (sex.).
Relógios e joias de prata e ouro, com pérolas, pedras brasileiras e brilhantes. Pingentes a partir de R$ 10,00.

SHALOM JÓIAS
Rua Senhor dos Passos, 212, 2224-2150. 9h/18h (seg. a sáb.) e 9h/14h (sáb.).
Mais de 400 modelos de pingente (de ouro com zircônia a partir de R$ 27,00); brincos, cordões, anéis, pulseiras e gargantilhas.

SHANA JÓIAS
Rua Senhor dos Passos, 203, 2221-1126. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Cordões, anéis, brincos e pingentes (a partir de R$ 10,00) de ouro e prata, além de relógios. Faz peças sob encomenda.

VILLE JÓIAS
Rua da Alfândega, 290, 2224-7926. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Relógios, folheados e jóias de ouro e prata. Vende de pingentes de ouro com zircônia (a partir de R$ 29,00) a cordões de ouro branco com brilhantes.

PERFUMARIA

REDUTO DAS ESSÊNCIAS
Rua Senhor dos Passos, 54, 2221-2080. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Mais de 280 tipos de essência (a partir de R$ 2,75 cada), nacionais e importadas, artigos para fabricar velas e sabonetes. Vidros e formas (a partir de R$ 1,15).

ROUPAS

BALISUN
Rua da Alfândega, 289, 3183-1452. 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Batas bordadas, calças, mantas, echarpes, capas de almofada, bolsas, cangas e babuches de Bali e da Índia.

GRANDE MURALHA
Rua Buenos Aires, 290, 2252-3599. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
Boa variedade de blusas, vestidos e quimonos chineses (a partir de R$ 75,00), além de bolsas de festa e mules bordadas.

THAISARTE
Rua Senhor dos Passos, 206, 2221-3207. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 9h/14h30 (sáb.).
Capas bordadas para almofada, batas indianas (R$ 39,00) e túnicas de algodão (a partir de R$ 30,00).

TECIDOS

CASA DAS MALHAS
Rua Buenos Aires, 178, 2224-0085. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Cotton, helanca, Lycra, Supplex, cetim de malha e Lycra com viscose. Boa variedade de cores e estampas.

CASA PINTO
Rua Buenos Aires, 224, 2509-6063. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Tecidos para Carnaval, shows e decoração de eventos. Boa seção de noivas e tecidos finos como tule e crepe chiffon.

MÓDULO 3 - TECIDOS DECORATIVOS
Rua Buenos Aires, 232, 2224-0061. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Tecidos para cortinas, estofados, almofadas e forração para áreas externas, além de tapetes de sisal em qualquer medida. Faz cortinas.

SERVIÇOS

CAÇULA DESENHO E PINTURA
Rua da Alfândega, 318, 2219-3820. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Mais de 20 000 itens, entre tintas, pincéis e material para pintura, restauração e trabalhos em vidro, madeira e tecido e material para confecção de velas e sabonetes.

CAÇULA PAPELARIA E INFORMÁTICA
Rua da Alfândega, 325, 2509-3014. 8h30/17h30 (seg. a sex.) e 9h/12h (sáb.).
Canetas, estojos, merendeiras, etiquetas, lapiseiras, agendas, blocos, colas, lápis de cor, massas para modelar e outros itens. Mouses a partir de R$ 5,53 e pendrive de 8 GB a R$ 32,71.

CASA HOMERO FERRAGENS
Rua Senhor dos Passos, 97, 2224-4641. 8h30/18h (seg. a sex.) e 8h30/12h (sáb.).
Dobradiças, maçanetas, material hidráulico e kits para banheiro. Puxadores de R$ 1,00 a R$ 50,00.

DÁLIA
Rua da Alfândega, 336, 2509-0212. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Roupas de cama, mesa e banho, inclusive Trussardi. O edredom de solteiro da marca custa a partir de R$ 290,00 (sem bordado) e o de casal sai a R$ 380,00, o mais simples.

REI DAS MALAS
Rua Senhor dos Passos, 96, 2224-2750. 9h/18h30 (seg. a sex.) e 8h30/14h30 (sáb.).
Conserta fechos, rodinhas e armações de mala. Vende bolsas, pochetes, pastas, carteiras e mochilas escolares (a partir de R$ 60,00).

SHEIK ESTAMPARIA
Praça da República, 78, 2224-8131. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Trabalhos em silk screen e adesivos (transfer) a partir de desenhos ou fotos levados pelo cliente.

TRADICIONAL/CARNAVAL

BABADO DA FOLIA
Rua da Alfândega, 365, 2507-0598. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Fantasias, máscaras, perucas, plumas, meias arrastão, miçangas e paetês, produtos de armarinho, artigos para noivas e tecidos em geral. Máscaras a partir de R$ 1,99.

CASA TURUNA
Rua Senhor dos Passos, 122/124, 2509-3908. 9h/18h20 (seg. a sex.) e 9h/13h30 (sáb.).
Artigos de Carnaval. Vende tecidos com brilho, paetês, rendas, máscaras, miçangas, pérolas, chapéus, plumas, marabus e arranjos de cabeça. Fantasias prontas a partir de R$ 80,00.

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Reproduzo aqui este post porque o achei de fato um achado! Aproveitem!

sábado, agosto 25, 2012

São Paulo e Rio de Janeiro


Estive em São Paulo a última semana. Uma cidade bacana, cosmopolita, gigante. A impressão que dá é que São Paulo é tão grande... e sempre tem espaço para crescer mais!

Novos edifícios arranham os céus todos os dias. Um novo tipo de arquitetura aparece por lá, e já não existe mais a preocupação de manter uma certa simetria, um equilíbrio, nas fachadas dos edifícios. São totalmlante diferentes, de andar para andar, como se fossem construídos para atender a diversos públicos num único empreendimento. Não sei se isso é uma tendência mundial, mas sempre que estou em São Paulo e olho para estas construções, fico bastante intrigada.

Além dos edifícios, lá tudo é mega, tudo é enorme. Como são enormes os engarrafamentos, os shoppings, as porções dos pratos de comida. Que susto que levei com o tamanho de um paillard com fetutine, dava pra três. E o cardápio dizia: "prato individual".

Definitivamente, aquela é uma cidade ordeira, onde as pessoas são mais pacatas, onde sabem respeitar as leis. Muito diferente do Rio de Janeiro. Aqui, qualquer engarrafamento se traduz em tensão, a gente tem que ter coragem para enfrentar grandes distâncias. Lá, sabe-se que, mesmo a 10 km/h, você vai chegar tranquilo. Aquele que quiser mudar de faixa vai usar a seta, as pessoas darão passagem... enfim, esta é a percepção que eu tenho de São Paulo.

Na ida para a cidade no sábado de manhã, o piloto sobrevoou Santos, o porto, os rios, eu fiquei louca. Nunca tinha visto aquele cantinho do estado de SP tão de pertinho, a aproximação à cidade a partir do litoral foi demais.Observar a geografia, ver a Serra do Mar, enfim... foi demais!

São Paulo à noite também é linda. E tem tanto a oferecer, parques, museus, mercados... Mas, eu sou e vivo no Rio...

Que saudade estava da minha terra, dessa beleza toda, desta confusão, deste clima!

Amo o Rio de Janeiro, suas paisagens, seus dias ensolarados que estão sempre nos convidando a um passeio... 

Amo o Rio de Janeiro das montanhas, das bicicletas, do calçadão, das vistas maravilhosas em todo o canto que se vai. Como não dizer que é o coração do Brasil?

Bem, em termos de serviços, São Paulo dá de dez a zero no Rio, porque ainda precisamos aprender muito. Somos mal-humorados no atendimento, não sabemos ser gentis e cortezes. Precisamos urgentemente de uma campanha de sensibilização para que todos se sintam os "donos da casa" e pensem que estão recebendo visitas, que precisam ser bem tratadas para que queiram voltar.

Mas, eu cheguei no Rio ontem à noite, e a noite do Rio de Janeiro, por si só, já é um monumento, com todas as suas luzes. Quem disse que o Rio de Janeiro também não é uma cidade luz?


Não perde em nada para Paris!


No Rio, cada canto é uma beleza: a Urca, o Leme, o Arpoador, o Posto 6, o Mirante do Leblon, a praia do Pepê, Grumari...


Praias, praias e mais praias para escolher, sempre lotadas, sempre convidando a um banho relaxante e revigorante, a uma caminhada, um por do sol, com direito a aplausos e gritos de bravo no Leblon...


E sem que o rádio esteja ligado, a gente escuta uma trilha sonora regada a Marina Lima, Caetano, Cazuza, nossos ícones...





Como não lembrar da nossa querida Lagoa Rodrigo de Freitas? Lugar para passeios de mãos dadas, um namoro eterno, um showzinho de jazz, uma comidinha árabe, um jogo de tênis, uma pedalada de bike ou pedalinho... A Lagoa é incrível, meu cantinho encravado entre o Humaitá, o Jardim Botânico, Ipanema e Gávea...


Está certo, está certo, eu estava com saudades... muitas! Mas nada que um vôo panorâmico não resolva. E, de vez em quando, somos - nós, simples mortais - brindados com estes presentes dos pilotos de avião, melhores do que qualquer sorteio.



Em troca da habitual rixa entre as duas cidades, eu fico com a trégua. É tão perto estar aqui e lá, por que não aproveitamos o melhor do que há pra aproveitar dessas duas maravilhas brasileiras?




Então tá, está aqui a minha trilha sonora da semana...



Música da semana 1: Sampa - Caetano Veloso
 


Música da semana 2: Virgem - Marina Lima



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Fotos do Rio de Janeiro: Leitores do Jornal O Globo

domingo, julho 10, 2011

Sem voz

Dos tempos vividos no Rio, nunca esse inverno foi tão frio. Depois de um ano sem inverno, a esquentar miolos nos 40 graus europeus, esse no Rio me parece mais castigado, mais intenso. Com uma gripe que há muito eu não tinha, só penso na minha cama e no meu cobertor. Quisera não mais falar, ficar muda, perder a voz... de vez. Falar pra quê? Gastar o meu latim em vão? São tantos os sonhos que se vão num piscar de olhos, nem adianta tentar falar deles, ou tentar registrá-los. O vento frio que invade a casa, traz com ele uma certa melancolia. Nem o sol me anima a sair. Nem o verbo me anima a agir. Estou só. Nublada, envolta de névoa. Mas, não posso parar...



Esse que está cantando é o Jack Nicholson, no filme "Alguém tem que ceder", que eu revi hoje...

domingo, novembro 14, 2010

Por que nunca se deve assustar uma mulher na TPM

Acordei cedo, tomei meu café, um banho rápido e tratei de colocar o vestido que havia deixado esticadinho, passadinho, no dia anterior. Estava me sentindo ótima naquela roupa nova, comprada para uma ocasião especial. Neste caso, iríamos receber uma consultora internacional, então eu achei que eu merecia estar bem, visto que tinha grandes chances de acabar ciceroneando o evento.

Escolhi um casaquinho que combinasse e saí, de vestido preto, sapato-boneca e bolsa verdes e tudo em cima, com maquiagem caprichada. Só que eu me dei conta de que estava irritada, por causa da TPM. Respirei fundo e fui pro trabalho.

O transito estava ótimo, cheguei em quinze minutos no trabalho, bem a tempo de receber a consultora, que chegou com um colega.

A reunião foi ótima, melhor que a encomenda, gastei meu inglês direitinho, as pessoas gostaram, tiraram proveito da mesma, a consultora realmente sabe do que está falando, durou o tempo que deveria durar e, para celebrar, resolvemos convidá-la para um almoço no Da Silva, restaurante português que fica na Av. Graça Aranha.

Na volta, caminhávamos muito tranquilos pela rua (éramos em sete), eu conversava com uma amiga de outra área, quando um camelô nos abordou aos berros:

- Vai um catchup aí, dona?

Se a intenção dele era nos assustar, conseguiu, pois o pânico de ficar com a roupa suja foi maior do que qualquer bom senso que uma mulher na TPM podia ter.

Eu enfiei a mão no camelô...

A única coisa que eu me lembro de ter dito foi:

- Ai, moço, não me assusta! e dei-lhe um tapão no braço, daqueles que deixam a nossa mão doendo...

E ele ficou lá, gritando:

- Calma, dona, calma, dona, pelo amor de Deus, é só brincadeira...

Ô brincadeira sem graça! Por isso que não se deve assustar mulher na TPM, corre-se risco de vida! E a minha amiga ficou tirando uma com a minha cara, cantando:

- Ai, ai, elas estão descontroladas...

quarta-feira, novembro 10, 2010

Nostalgia nonsense...

Quando eu estava na faculdade de Engenharia, vivi uma sina. Volta e meia estava envolvida em um assalto. Daqueles que davam estórias pro "Retrato Falado", que a Denise Fraga apresentava no Fantástico.

Tinha sempre comigo um amigo, pequenino, que vou me furtar de dizer o nome (vai que ele se reconhece aqui) e que sempre me dizia: "De novo, não!?"

Fomos assaltados várias vezes. Várias.

Numa delas, quatro caras e duas mulheres entraram num 326 (Castelo - Bancários) atolado de gente e começaram a apalpar todo mundo. As mulheres possuíam bolsas de palha enormes, e tudo que os caras tiravam das pessoas colocavam naquelas bolsas.

Quando percebi o movimento, comecei a gritar: Cambada de otários!!! Nós somos muitos, nós podemos com eles, olhem só o que eles estão fazendo.

Eles limparam todo mundo, menos a doida aqui, que eu não deixei ninguém meter a mão na minha bolsa. Até porque eu era estudante, e o que eu tinha era muito pouco e se levassem, ia me fazer uma falta danada... Nem HP eu tinha, que o professor tinha mandado comprar, mas eu não tinha dinheiro. Trabalhei, trabalhei, trabalhei, e nunca comprei a tal HP 12C. Nunca foi minha prioridade.

Ah, o meu amigo se virou pra mim e disse: "De novo, não!?"

Ele tinha mais medo de mim do que dos assaltantes.

Um outro dia, quando embarcávamos num 605 (Rodoviária - Méier) na Leopoldina, com destino ao Maracanã, um casal me imprensou na roleta, que naquela época ficava nos fundos do ônibus. Eu tinha uma mochila jeans da Cantão, com bolso de camurça preta, que era o meu orgulho, e o cara meteu a mão no meu bolso. Eu gritei: "Tira a mão daí. Não tem nada aí pra você. O motorista, pára essa porcaria de ônibus que eu vou descer (detalhe, o ônibus estava parado)"...

Meu amigo, ainda na calçada, dizia: "Ah, não, de novo? Eu não vou mais andar com você. Você só arruma encrenca!"

Acho que por ele, eu seria sempre assaltada. Entregaria tudo, sem reclamar. Fala baixinho pra não incomodar o assaltante!

Mas, isso não começou aos dezoito, não. Com treze, andava com a minha irmã de volta pra casa pela Rua Doutor Satamini, quando dois moleques pediram o relógio dela na mão grande. Eu os fiz devolver o relógio, aos gritos.

O fim da picada foi quando, voltando da praia, fomos assaltadas no 433 (Barra - Rodoviária), eu, minha irmã e Clarice. Os garotos entraram no ônibus vazio e chegaram pedindo os anéis e o dinheiro. Eu, com a minha barraca de praia, resolvi enfrentá-los. Um deles me dizia que estava armado, e eu segurando a barraca, dizia que também estava. Queria partir pra luta armada, olha só.

Havia uma senhorinha no ônibus, que se fêz de surda, e ficou imóvel, como se nada estivesse acontecendo. Dela, nada levaram. Vovó esperta! 70 anos de praia! De mim, levaram um anel de prata lindo, que na verdade era da minha mãe, e que eu tinha "pego emprestado" para tirar onda na praia. E eu ainda tive que ouvir que "como patricinhas, nós estávamos muito sem dinheiro pro gosto deles".

Por incrível que pareça, eu sinto falta do tempo em que se roubava na mão grande e que dava pra gente gritar "pega ladrão!". Hoje, eu tenho medo. Está todo mundo armado. Nós, que entregamos as armas, estamos por nossa conta e risco. Até que uma bala perdida nos encontre.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Encosto: meu dia de Saraiva (ah, se eu tivesse uma arma!)

Sábado passado foi o dia do encosto. A galera resolveu se encostar em mim. Sabe como é? Ficar na aba do teu chapéu? Pois é...

Começou por volta da hora do almoço. Tolinha que sou, pensei que fosse apenas um instante passageiro. Mal sabia que duraria o dia inteiro.

Cheguei em casa do curso de inglês, e fui correndo na "5àsec" antes que fechasse, para deixar duas camisas. Não estou mais à fim de gastar minhas unhas e meu tempo no tanque e no ferro de passar. Cansei! A lojinha da lavanderia aqui perto de casa é minúscula. Não, deixa eu corrigir, o espaço para os clientes é minúsculo, quando entra um, o outro tem que esperar do lado de fora. Lá estávamos portanto, eu e meu marido (que foi junto pois dali íamos almoçar) esperando do lado de fora, como se fôssemos um par de "dois de paus", enquanto uma senhora retirava de uma sacola de pano enoooooorrrrrme do Carrefour da França um monte de roupas e ainda, umas cortinas de linho, daquelas que encolhem mesmo. O atendimento à senhora não terminava e nós dois engrenamos num papo animado, sem deixar de notar, é claro, o que ela estava deixando para lavar (é que eu fiquei chocada quando, dias antes, a moça da lavanderia me contou que a galera deixava calçinhas e soutiens para lavar também)...

De repente, uma moça com o cabelo muito vermelho (natural, diga-se de passagem), chegou e entrou, sem pedir licença nenhuma aos dois patetas que aguardavam do lado de fora. E ficou esperando - do lado de dentro - para ser atendida, espremendo a outra senhora, que quase não conseguia se movimentar. Eu disse pro meu marido:
"Deixa, então, eu entrar porque senão outra vai chegar e passar a minha frente!"

Quanto a senhora saiu, a atendente virou-se pra mim e perguntou: "Pois não?"

A outra reclamou. Ela então disse que eu já estava esperando há mais de dez minutos. A vermelhuda então disse que não me viu. E eu descobri que sou invisível. Perguntei a ela se por acaso ela achava que eu estava ali, do lado de fora, olhando pra porta, como se fosse um cachorro hipnotizado em frente a uma padaria, esperando o frango assado ficar pronto!?

A mulher não respondeu. Tá certo, eu fui grossa à beça, mas dizer que não me viu foi o Ó!

Resolvida a questão lavanderia, fomos ao restaurante. Meu marido adora comer um galetinho no sábado. Isso começou tem pouco tempo e eu não sei até quando vai durar. Só sei que eu odeio comer em restaurante em beira de calçada. Mas, como ele anda bonzinho, não quero desagradá-lo. Estávamos bem no final do galetinho, uma delícia, vale registrar, no restaurante da esquina da Rua Campos Sales com Doutor Satamini -que eu não sei o nome -, quando chegaram duas senhoras.

Uma delas caminhava com dificuldade entre as mesas, toda tremula, segurando a bengala. A outra seguia analisando as mesas e vendo quem já estava acabando. Quando chegou ao nosso lado, parou e ficou atrás de mim (encostada, que fique bem claro!), esperando que acabássemos. Foi o meio copo de coca zero mais demorado que eu tomei na vida! Até que elas desistiram e foram em busca de outra mesa, por que tinha, lá isso tinha.

Pois é, segundo encosto.

Eu fiz questão de dizer ao meu marido que se eu ficar pentelha assim quando ficar velha, que ele me interne, pois eu não gosto de "secar" o almoço de ninguém em restaurante, prefiro procurar por outro. Mas, do jeito que eu estava "tolerância zero", fiquei foi com medo dele querer me internar agora, isso sim...

Mas, a saga continua.

À noite, fomos ao MOMIX. Maravilhoso espetáculo. Lindo demais. Merece um post a parte. O Municipal está que é uma beleza, mas a frequência da galera, não se pode dizer o mesmo.

Chegamos cedo, passeamos pelo teatro, sentamos na ponta, como meu marido gosta, e eu percebi que éramos responsáveis pela separação de uma família. Três estavam do nosso lado (o marido, o filho - de cinco anos! - e a esposa) e um outro casal, na fila de baixo. Eu até olhei para ver se a localização deles era tão boa quanto à nossa, mas temia que não fosse, então não sugeri ao marido que trocássemos de lugar. Só que, como sábado era dia do encosto, é lógico que os três do meu lado acharam que aquilo ali era um estádio de futebol. O menino falou o balé inteiro... as duas horas de espetáculo! O pai comentou cada cena, além de enchê-lo de beijos, o que era muito bonitinho no começo, mas fazia com que ele não parasse quieto um minuto sequer, e o tempo todo me enfiasse o pé na calça de seda.

Por fim, o garoto disse que estava com sono, e para ninar o pequeno, colocou-o no colo, sem esquecer de posicionar os pés do garoto em cima da minha calça. Vem cá, eu sou da família? Tenho alguma coisa a ver com isso? Dá pra mudar de lugar que o senhor está me incomodando? E ele foi pro lugar do garoto, dizendo que eu era uma intolerante. Agora, alguém garante que aquele garoto veio de casa até o teatro no colo e que aqueles tênis estavam limpos? Onde foi parar a educação das pessoas? Eu preciso pedir este tipo de consideração ou isso não deveria ser default? Tem que levar uma criança de cinco anos para um espetáculo de balé às nove da noite, sabendo que vai durar duas horas e meia? Deixa a p... do garoto dormir um pouco, cara!

A minha vontade era quebrar meu guarda-chuva na cabeça daquele pai, mas eu respirei fundo... (estava chovendo à beça lá fora...)

Na hora dos aplausos, a velha (outra!) que estava atrás de mim, me deu um cutucão porque eu resolvi aplaudir de pé. Eu queria mandar aquela velha tomar no olho retrovisor, que é cego, mas aguentei firme, e sentei, pra pobre poder ver alguma coisa. Afinal, todos estavam em pé e eu não preciso ver os bailarinos mesmo, não é? Isso é um detalhe que não faz a menor diferença...

Agora, pensa que acabou?

Pra coroar a noite, pegamos o metrô de volta pra casa. Quando eu achava que nada mais ia me acontecer, a moça do banco de trás se "aninhou" nas minhas costas pra tirar uma sonequinha! Comigo não, violão! Te avia! Levantei imediatamente e só ouvi o som oco da cabeça da folgada batendo na parede do metrô... Eu lá tenho cara de almofada?

Ou está todo mundo muito folgado e mal educado, ou o mundo está se acabando! É por isso que eu não posso andar armada...seria um perigo!

domingo, outubro 31, 2010

Missão dada...

Fomos ver "Tropa de Elite 2" na última sexta-feira. Eu, que não vi o primeiro por medo da tal da denúncia, sabia o que me esperava. Depois de ouvir o comentário unânime de todo mundo que eu conheço (o público desse filme já são 6 milhões de pessoas), dizendo que o filme "É demais!", "É uma p...denúncia!", "Tem cenas incríveis", ele não podia ser nada menos do que isso...

O que mais me amedrontava no que eu ia ver era que se tratava do Rio de Janeiro, cidade onde eu nasci e que eu amo tanto. E olha que eu saí do cinema muito mais triste do que eu imaginei que ia sair.

Não, o filme não é ruim! Ao contrário, ele é ótimo! Muito bem feito, digno de indicação para o Oscar, ao contrário do "Lula, o filho do Brasil". Cá pra nós, né?

Como disse a minha irmã, o Wagner Moura carrega o filme nas costas. Ele está muito bem mesmo. O drama do policial que vive alheio ao convívio com o filho, que é criado por um padrasto que o critica o tempo todo, que critica a sua profissão e que o chama de assassino "pra-baixo", comove a gente... (Mas, a propósito, ele é o que mesmo? Ele foi treinado pra que mesmo? Ah, pra matar, né, gente? ok!)

A gente está precisando de quem nos defenda... só posso concluir isso. Me lembra da época da escola, quando vivíamos com medo dos meninos que desciam o morro e nos roubavam quando saíamos da escola. Quando eles eram pegos, nós urrávamos com uma combinação de alegria-e-raiva que nos fazia quase seres irracionais. Era a nossa vingança contra os "pivetes" (tolos que éramos). O fato é que com dez, onze anos de idade, e em desvantagem (porque nós nem sabíamos o que era aquela violência toda - arrancar lóbulo de orelha pra roubar brinco era algo surreal!), nós só queríamos que alguém nos protegesse, sem entender que o problema da diferença de classes era algo muito mais grave e ainda é... Político nenhum tinha, e ainda não tem coragem de botar a "mão naquela cumbuca"...

Essa cena do helicóptero sobrevoando o morro Santa Marta é mesmo fantástica, como o Padilha disse na tv, mas muita coisa passou pela minha cabeça naquela hora. Todo moleque correndo no morro na hora do tiroteio é bandido? Todo mundo que está na linha de tiro tem que ser morto? Que justiça é essa dos que entram no morro "para resolver"? Onde está a nossa capacidade de se indignar com isso? Por que a gente continua apoiando aqueles que dizem que "bandido bom é bandido morto"?
Na hora da raiva, na hora que somos assaltados, na hora que eles fazem arrastão, bonde, e tudo mais, a gente só quer mesmo vê-los mortos, mas esse nosso comportamento (o famoso "tapar o sol com a peneira") é solução para um problema crônico? Essa história de UPP funciona mesmo? Já ouvi taxista dizendo que a boca continua funcionando nas comunidades que têm UPP... e então, é tudo história pra boi dormir? Pra gringo ver? Dá pra acreditar nisso?
Não está na hora de pensarmos numa solução de verdade pra esse problemão do Rio de Janeiro?


A gente fica com vergonha de quem permite que certas ações sérias, que envolvem a vida (e a morte) das pessoas, decida tudo com base na política. E o pior é ir identificando os governantes que estão por aí nos personagens retratados na tela. E isso porque o filme começa com aquela frase clássica "esse é um filme de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência"(ou algo parecido).

Pra finalizar, o que é essa criatura (o ator André Mattos) gritando "Imperador, fecha o close! Close em mim, Imperador! Isso não é possível?" Te lembra alguém?

sábado, outubro 16, 2010

Como tornar o Rio de Janeiro uma cidade horrorosa

Bom, que os nossos governantes são doidos de carteirinha a gente já sabe há muito tempo. Desde os tempos do Obelisco de Ipanema, a gente pensava que nada de pior poderia acontecer a nossa cidade. Não sabe do que estou falando? Ah, que isso?! É dessa coisa horrorosa aqui...



A gente devia ter desconfiado desse arco terrível ligando nada a lugar nenhum e esse falo, cosmeticamente em nada ajudou a região, ao contrário. Se o prefeito queria ser lembrado por alguma coisa, como esquecê-lo ao olhar para aquele 'monumento'?

Mas, não bastasse a coisa horrorosa, ele construiu a Cidade da Música, uma obra que ficou inacabada e assusta qualquer um que passe pelas imediações, como já comentei em outro post tempos atrás.

Só que não ficou por aí. Vieram os jogos PanAmericanos e as autoridades acharam que tinham que construir um 'senhor' estádio de futebol. E então, fizeram o Engenhão! Olha os arcos aí, gente! Chora, cavaco!

A gente pode até ter dúvida se ficou bonito ou não, mas quando se começa a espalhar arcos inacreditáveis por todos os cantos...

Tem o arco do viaduto do Metrô, na altura do Viaduto dos Marinheiros, que foi carinhosamente apelidado de "penteadeira de puta" quando ainda tinha uma iluminação roxa de assustar os piores vampiros cariocas.


E agora, num arroubo de insanidade que ninguém entende, eles estão fazendo uma passarela sobre a Av. Presidente Vargas, na altura do Teleporto, que é medonha!


Aliás, por que eles querem mesmo derrubar a Perimetral? É pra deixar o Rio de Janeiro mais bonito? Sei não, acho que só camisa-de-força resolve! Isso não é coisa de engenheiro, nem de arquiteto. Isso é coisa de gente que está muito-de-mal-com-a-vida!

E você, o que achou?

quarta-feira, setembro 01, 2010

Coisa normal

Liguei pro maridão assim que cheguei no Largo do Machado, para saber se ele estava melhor do resfriado. Não estava. Ele foi logo perguntando "onde é que 'cê 'tá?". E eu fui contando que ia na minha sessão de análise, mas dispensaria o passe no Centro Espírita (dois cuidados com a alma, que me dou ao direito).

Cheguei no consultório atrasada e a minha terapeuta foi logo me mandando entrar, que ela estava me esperando. Falei à beça, chorei, me descabelei, achei que estava ficando louca e saí de lá com a recomendação de procurar por outro médico, porque o buraco estava ficando bem mais em baixo, no meu caso. Deve ser este estado de mulher na menopausa forçada, que me tira do sério, além de proporcionar uns calores horrendos e uma variação de humor sem tamanho.

Quando saí do consultório, achei que o melhor era pegar um táxi para chegar logo em casa (não, não achei. Peguei um táxi porque não estou conseguindo andar de metrô, entrar naquele buraco, e aturar aquele trem cheio de gente que fica me encarando o tempo inteiro e que me dá angústia). Lembrei do marido de uma amiga que é cheio de critérios para pegar táxi, mas fiz sinal apenas pro primeiro táxi novinho que vi (esse foi o único critério que usei, aliás).

O táxi não era de nenhuma cooperativa, e os vidros eram forrados daquele insulfilm bem escuro, o mais escuro que há. Aquilo me deu um certo mal estar. Depois que olhei pro tamanho do motorista (enooooooooorrrrrmmmmmeee e apavorante!), decidi que era melhor manter os vidros da frente abertos. Quando ele me perguntou se eu queria que ligasse o ar, respondi "não, obrigada", com a voz mais doce que eu pude fazer (para disfarçar o meu pânico) e emendei com um "a não ser que você faça muita questão do ar". Ele não fêz e seguimos com os vidros abertos.

Quando saímos do Túnel Santa Bárbara, em direção à Tijuca, ele me perguntou: "Presidente Vargas ou Estácio?"... e eu olhei pro relógio. Pensei comigo mesma, em fração de segundos: "ah, ainda são 19:05, está cedo, vou pelo Estácio". Sugeri então o caminho pelo tobogã, no que ele assentiu e virou o volante, para pegar a direção do Batalhão. Quando começávamos a subir o tal tobogã (é um morrinho que todo mundo conhece por esta alcunha), vi um artefato aceso, com uma luz azul, sendo arremessado na nossa direção. Era uma bomba. Mas, não uma bombinha de São João, nem uma brincadeira qualquer de criança. Era efetivamente uma bomba, que jogaram (!!!!!) na direção do carro. Com que intenção, não sei!

Considerando a aceleração constante do motorista, e a velocidade em que estávamos, calculo que ela tenha estourado uns 30 seg depois que passamos. Só deu tempo de me encolher toda e contrair a barriga, mas ainda fiquei com um pouco de dor nas costas.

O motorista então comentou, com a maior calma, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo: "já imaginou se cai embaixo do carro?" Não, não imaginei. Nem quero imaginar.

Depois do lanche, estava vendo uma reprise de um programa da série "Brava Gente", na tv à cabo, quando o personagem disse: "houve um tempo em que as pessoas do Rio de Janeiro eram tão boas e ingênuas que você precisava importar assassinos de outros cantos do Brasil. Hoje, há um assassino em cada esquina. Tantos, que a gente até exporta..."

Nossa, como eu tive que concordar com a pensata, sem entrar no mérito da questão. O tom era de comédia, mas confesso que não achei graça nenhuma com o que quase aconteceu comigo. Ai, meu Rio de Janeiro...

Em tempo, o motorista do táxi enorme e apavorante era um doce de criatura, e o meu preconceito com a primeira impressão foi pura perda de tempo e energia. Eu cheguei em casa sã e salva!

Hoje, confesso, ao sair de casa, olhei pro Cristo Redentor e pedi proteção. Só assim pra se sentir seguro nesta cidade.

sábado, junho 05, 2010

O Largo da Carioca

Todos os dias, praticamente, eu ponho os meus pézinhos no Largo da Carioca. Tem dias que eu passo ali apressada e nem tenho tempo de apreciar a paisagem. Mas, é lógico, que a gente nota coisas bacanas no Largo: a Igreja de Santo Antônio, os jardins de Burle Marx aos pés do prédio do BNDES, as árvores floridas, a diversidade de seres humanos que por ali circulam etc.

Mas, não só de coisas boas é feito o Largo. Também há muita coisa ruim pra se notar. O pior é que não é preciso muito tempo para perceber as misérias do mundo que insistem em passar na nossa cara, basta olhar um pouquinho pros lados. É a banca de jornal que vende CDs de música piratas, são os vendedores de software pirata, são os camelôs, que brigam por espaço como as p... de Copacabana brigam por um ponto na Avenida Atlântica, é o lixo, o esgoto, a montoeira de pombos que ficam empoleirados na principal árvore do Largo e que, qualquer dia, vão acertar a sua cabeça com um jato de escremento... e você, com certeza, vai se perguntar: "Por que eu?"

Eu resolvi escrever sobre o Largo por dois motivos. Há uma propaganda na tv que mostra o Largo de uma perspectiva bastante particular - e todo mundo que me acompanha sabe que eu adoro propagandas, adoro reparar nelas. Eu tenho que confessar que não adorei a propaganda em questão (da Aquarius Fresh), apenas notei que com os ângulos corretos, é possível esconder todas as mazelas do mundo.



O que aparece aí na propaganda não é - definitivamente - o Largo da Carioca que eu conheço.

Outro dia, fomos almoçar num restaurante da Gonçalves dias, depois da rua do Ouvidor. Uma das pessoas que estavam conosco não comeu muito e resolveu levar o que sobrou de seu prato para dar para algum mendigo esfomeado. Ao chegarmos no Largo da Carioca, vimos o que parecia ser uma família num canto, num dos bancos. Tratava-se de uma mulher, um homem e duas crianças bem pequenas. A minha amiga se dirigiu a eles com a quentinha na mão - uma posta de bacalhau. Vi quando o homem se virou para a mulher e disse: "Olha, ela vai te dar comida".


A mulher se virou para a minha amiga e viu a quentinha. Quando a minha amiga estava bem próxima deles, a mulher virou o rosto na direção contrária e estendeu as mãos para segurar a quentinha. Não disse nem um "obrigada". A minha amiga pousou a quentinha em suas mãos. A mulher imediatamente entregou a quentinha para o homem, que a abriu e começou a comer com as mãos, sozinho. Sob o olhar "esfomeado" da mulher e das duas crianças, que o observavam e não ousavam a pegar um pouco da comida, aquela cena era como uma família de leões... primeiro o leão, depois, o que sobrar da carniça para os demais... horrível!

Eu até podia ter continuado a observar aquela bizarrarice, mas fui interrompida, de repente, por um garoto de uns dez, onze anos, completamente enlouquecido por cola, ou qualquer coisa muito forte, que veio da minha direção, falando uma língua incompreensível, a língua da droga, e que me deixou alerta para não perder a bolsa...

Esse é o Largo da Carioca que não aparece na tv, nem nas propagandas, nem nas transmissões do telejornal. É tudo muito bonito, mas esconde uma realidade que as autoridades insistem em não ver, porque dá trabalho tratar. E, se a gente está se preparando para receber uma multidão de turistas, por que não começar pelo centro da cidade, ainda tão abandonado? Por que não instalar placas que realmente expliquem as coisas?

Vimos um grupo de turistas perdidos no Largo da Carioca, há uma semana atrás, que buscava desesperadamente localizar a rua da Confeitaria Colombo. Tão simples chegar lá, né? Mas, só para quem sabe... nós até tentamos explicar para eles, mas, vimos que eram alemães e eles queriam se guiar por um mapa que não era o melhor dos mapas... Por que não temos placas indicando esses lugares famosos? Por que não há uma indicação para o Teatro Municipal, por exemplo?

Quando é que vamos acordar pra vida e deixar de pintar a realidade com as cores de uma lente de ultra definição, como as da tv Globo?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Etiqueta corporativa num Rio bem acima dos 40

12:30, Largo da Carioca. O "picolé" marca 47o C. Eu páro na frente dele e não acredito. Não pode ser. É muita coisa. Como não "fritar os miolos" desse jeito? Tento tirar uma foto, para ter certeza de que não estou ficando louca, mas o reflexo do Sol no vidro do termômetro é implacável.

Ontem, eu já tinha ficado louca ao ver o mesmo "picolé" marcar 48oC às 16:30, quando desci para tomar um suco. Não pude acreditar que era verdade. Mas, hoje, ao constatar uma temperatura parecida, percebi que estamos vivendo o final dos tempos.

Indo para o centro da cidade, o "downtown" do Rio de Janeiro, às vezes me pego reparando nos homens de gravata, com suas pastas imponentes e seus sapatos combinando, e me pergunto todas as vezes: "Como é que eles não estão assando nesta roupa"? "Como eles aguentam essa mortalha"? É uma tortura, já às 8:00 da manhã.

Na minha empresa, desde que liberaram o traje formal, como meio de encarar o verão, os homens relaxaram um pouco, mas não a ponto de substituir a manga comprida pela curta. Eles a preferem enrolada nos braços, que uma manguinha curta fresquinha. A camisa pólo, só às 5as e 6as, como era antes. Ninguém precisou dizer como deveria ser esse novo formal, eles simplesmente adotaram essa "moda" e assim vêm fazendo desde que o Presidente pôs um fim ao terno-e-gravata no verão.

Mas, e as mulheres? Como ficam? Qual é o novo formal das mulheres, sem o terninho convencional? Eu ainda não sei. Temos apelado para as saias e vestidos. Eles têm dado conta. Mas, pouco vemos as cores. Na maioria das vezes, não vemos estampas grandes, cores fortes e trajes parecidos. Só os lisos, saias envelopes, sapatos "peep-toe" (aqueles fechados com os dedinhos à mostra) e blusas de algodão, bem abertas e frescas.

Mas, e quando o informal fica vulgar? Como saber a medida? Como saber que certas blusas não caem bem ao ambiente corporativo, que calça branca às vezes chama atenção demais, que alguns decotes pedem um pouco de moderação?

Como combinar calor com profissionalismo? Você já pensou nisso? Como é que você faz? Se você tem que visitar um cliente, invariavelmente vai de terno e gravata? O cliente te espera nestes trajes? Ele está nestes trajes? O que vale mais, chegar limpo e fresquinho numa roupa mais leve ou com aquela incrível poça de suor embaixo do braço?

Se continuarmos como estamos, vamos acabar nos vestindo como os tuaregues no deserto do Sahara, tendo que usar roupas de algodão compridas, com um pano que proteja a cabeça do sol. É ou não é o final dos tempos?

E como diz um grande amigo meu, será que o motivo de tudo isso não se deve ao fato da Terra estar supostamente inclinando 1 ou 2 graus?

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Como saber se a bolsa é verdadeira

Ontem, no restaurante em que almoçamos, reparamos que uma moça portava uma bolsa Louis Vuitton. Então, eu e meu marido iniciamos uma discussão-filosófica-contemporânea sobre a veracidade daquele acessório.

Ele me disse: "Está vendo, se não dá para saber se é verdadeira ou falsa, não vale à pena investir tanto num item desses... vão sempre achar que é falsificado, do camelô..."

Hoje, contando o ocorrido para meu amigo argentino, ouvi o seguinte:
- "Para saber se uma bolsa é verdadeira, repare se a mulher que a está usando é verdadeira!"

Então, ao que me parece na primeira olhada, a bolsa daquela moça era legítima!

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O tanto que eu estou trabalhando

Eu não sei porque, mas ando trabalhando muito. Por isso, estou até sem tempo para postar. Tenho visto muita coisa, pensado outras tantas, lido à beça, conversado com os meus botões, já que andou dando boi-na-linha com o meu mais recente-e-querido-interlocutor, e a gente não consegue trocar umas boas idéias há tempos... mas, fora isso, a cabeça anda a mil, querendo contar muitas coisas pra vocês.

Fora o trabalho, tem ainda esse calor, essa coisa doida. Ninguém aguenta, fica baratinado, ferve os miolos. É uma coisa tão fora do normal, que, aff, meu Deus. Essa semana, deu 50 graus na Central do Brasil, centrão mesmo do Rio de Janeiro. Eu, que saio para almoçar ali no Largo da Carioca, fico pensando na volta, que já sei vai ser terrível. Tem horas que acho que estou no deserto do Saara, e olha que o Saara da gente é logo ali (mas eu não me atrevo a ir lá, nem pensar).

Já vi que muitos colegas estão optando por levar comida, a boa e velha marmita, para não ter que ir na rua na hora do almoço. Será que eu aguentaria? Sei não... mas, já andei cogitando.

Então, ter que trabalhar tanto, e com um calor desses esquentando a cabeça, chega dar um certo mal-estar e nenhuma, mas nenhuma vontade de postar alguma coisa nova no blog. Total preguiça de fim-de-tarde, que me leva a querer cama e ar-condicionado... e nada de malhação.

Aliás, esta é uma decisão de ano novo que preciso por em prática rápido: voltar a malhar. O corpo está pedindo. Com tantas comemorações, comilanças e festinhas, se a gente não se controla, perde a vontade de se olhar no espelho.

Bom, e com a conexão caindo o tempo todo, só me resta rezar para que este post consiga ir para o ar, caso contrário, terei perdido tempo e boa parte da minha vontade de escrever de novo...

domingo, janeiro 17, 2010

Fim de tarde em Santa

Hoje fomos comemorar o aniversário de um amigo no restaurante Aprazível, em Santa Tereza. Não foi a primeira vez que estive lá, mas acho que foi a vez que eu mais curti, relaxada, com amigos, o entardecer naquele lugar... não preciso nem dizer que foi uma tarde muito agradável...

Quando estive lá a primeira vez, me encantei com as cores, os móveis, e principalmente, com a culinária, refinada e pra lá de brasileira. Um programa que todo "gringo" tem que fazer, até os menos abonados.

A decoração também é linda. Contam com muitas cores, e apesar do calor escaldante, as flores estão sempre por toda parte. Estas que estão na foto, eu tirei na primeira vez que estive lá, e me motivaram a colocar sempre flores em casa, pois elas dão vida a qualquer ambiente.

Fora isso, a decoração conta com algumas construções que parecem com ocas, e a gente se sente um pouco numa ilha dentro do Rio de Janeiro e se esquece das mazelas que ainda encontramos na cidade, apesar do esforço de muitos.

O fato de usarem as cores berrantes das chitas também ajuda a criar um clima bacana. A gente nem acredita no alto astral da decoração e fica boquiaberto em ver como o local fica cheio o tempo todo. Aliás, Santa Tereza estava bem cheia hoje, já que tambores e tamborins já estão esquentando nesse período pré-carnavalesco.

Conversamos muito com um casal que conhecemos e que nos contou que conheceu nossos amigos, os anfitriões, num cruzeiro onde ficaram dez dias jantando na mesma mesa. Deram graças por terem se dado tão bem e terem feito uma viagem tão agradável, que tinha resultou numa amizade que já durava mais de dez anos. Nós também, já que ficamos numa mesa apenas com eles, e descobrimos um monte de afinidades. Inclusive o fato de sermos vizinhos, e morarmos a apenas 100 metros de distância (no máximo) uns dos outros. Incrível, né?

Pois já combinamos uma saída na semana que vem, os três casais! Quando você decide se abrir para o mundo, novas pessoas aportam no seu mundinho... quem sabe elas não vêm trazendo coisas boas?

A propósito, fiquei chocada em ver como as filhas do meu amigo se parecem com os pais. É como o meu pai e minha irmã, iguais-iguais-iguais!

sábado, novembro 21, 2009

Passeando pelo Rio

É, pessoal. Nós ficamos a semana por conta dos alemães. Eles amaram o Rio de Janeiro.

No sábado, conforme prometido, levamos os dois para conhecer o samba na Lapa. O lugar que queríamos estava lotado - o Carioca da Gema (ai, será que um dia eu consigo ir lá?) - então, apelamos pro ODS (o-de-sempre) que é garantia de boa música e diversão. Fomos para o Rio Scenarium, samba de primeira, os melhores sambas-enredo de todos os tempos. Sambamos até de madrugada.

Como tínhamos programação intensa no dia seguinte, três da manhã já estávamos em casa. Mas, pra uma noite que começou às 20:00, até que deu pro gasto.

No dia seguinte, nosso destino era Niterói. Fomos conhecer o MAC, mas com um detalhe básico: de barca. Eles acharam a barca rápida e confortável e o passeio, muito tranquilo. O dia estava lindo e até a Baía de Guanabara ajudou, pois não estava muito fedorenta.

O maridão foi de carro pela ponte, para nos aguardar lá. Melhor coisa. Os dois alemães adoraram o museu, acharam a arquitetura fantástica, tiraram um monte de fotos do Rio, curtiram a exposição, enfim, amaram o passeio. Ficaram, como todos nós, impressionados com as pessoas que insistiam em tomar banho naquela praia nojenta em Niterói e eu tive que explicar que nem todas as praias de Niterói são assim, que existem praias oceânicas e que estas são mais limpas e mais procuradas.

O dia já ia longe quando resolvemos almoçar, e então, pra não ter dúvidas, fomos ao Porcão de Niterói, na praia de São Francisco. Eles adoraram as carnes, mas também ficaram impressionados com a qualidade da comida japonesa servida. Um dia pra lá de agradável.

Voltamos pela ponte Rio-Niterói que é linda, e como obra de engenharia também atraiu a atenção dos meninos.

Durante a semana, eles estiveram mais soltos. Um deles foi com o maridão para a Faculdade, para dar duas palestras. O outro conheceu o Centro da cidade. Fêz um passeio pra lá de cansativo, mas amou. Sente só o trajeto: camelódromo da Uruguaiana, para compras Cds piratas (é mole?), Lgo. da Carioca, Cinelândia, Glória, Flamendo, esse trecho a pé. O resto até Ipanema, ele fêz de metrô.

Na quarta-feira, o maridão levou os dois ao Cristo e acabamos a noite no Zazá Bistrô, em Ipanema, um charme. Eles foram a praia, curtiram a cidade e acabaram a noite dizendo que não há cidade mais linda e nem povo mais hospitaleiro.

Eu gostei, apesar de ter que falar inglês o tempo inteiro, o que foi cansativo! Pra quem não conhece o Rio e tem pouco tempo, posso dizer que esse é um bom roteiro!

domingo, outubro 25, 2009

Solteira no Rio de Janeiro

Ontem, estive com uns amigos num restaurante espanhol chamado Venga, no Leblon. Não estava procurando nada em especial para fazer, apenas compartilhar meu tempo com pessoas interessantes, bater um bom papo, sair da toca. Os tapas eram todos muito gostosos, até o de espinafre com grão de bico e alho, uma delícia.

O que me surpreendeu foi encontrar um casal de amigos, dentre eles um colega que trabalha comigo, senta ao meu lado na empresa, na mesa do lado. Fiquei com a sensação de que o Rio de Janeiro é mesmo uma aldeia. Tanto lugar pra ir, e meus amigos foram escolher logo o mesmo restaurante em que eu estaria.

Tenho a sensação de que aqueles que têm a intenção de pular a cerca, devem ser mesmo uns artistas, porque, por aqui, todo mundo se encontra... sempre. Ou seja, nem tente!