sábado, julho 14, 2012

A vida é muito curta...

Tem horas que me olho no espelho e fico aqui percebendo e realizando o efeito das muitas mudanças pelas quais passei nestes últimos tempos. Estou bem diferente, mais segura. Muita gente percebe isso. O rosto e a expressão estão mais calmos, mais serenos, apesar de surtos de ansiedade como o que eu postei aqui anteontem.

É bom quando a gente se olha no espelho e, simplesmente, se reconhece.


Não sei se o efeito é o das férias, esta semana fiquei de bobeira, encontrei amigos, fiz minhas coisas com calma, arrumei a casa, cuidei das plantas, enfim, sem a preocupação de viajar, de ter que postar milhões de fotos de milhões de lugares diferentes no Facebook, como faz todo mundo...

Eu só queria a paz do meu travesseiro e do meu edredom, a companhia dos meus livros e CDs, o aconchego do quentinho da minha casa nesse friozinho de inverno, um carinho do meu amor, e foi isso que eu conquistei...

O tempo traz pra gente algo chamado "maturidade", algo que só percebi o que era depois dos 40 anos... Pra mim, maturidade tem a ver com prioridade, com leveza, com mudança de ritmo. Por mais que a gente queira fazer muito, ser maduro é entender os limites do seu próprio corpo, é saber que não dá mesmo para abraçar o mundo, é respeitar a individualidade dos demais e saber que cada um, inclusive você, tem o direito de fazer suas próprias escolhas.

"A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura." - Lya Luft
Talvez seja isso, talvez seja assim que deva ser, a gente comendo pelas beiradas da vida, aprendendo a apreciar todos os momentos, entendendo que nada nem ninguém nos vem e nos vai por acaso. O importante é não sofrer com a falta do que passou, é lembrar com uma saudade, uma aceitação daquilo que não se pode mudar.


Quando estive na Alemanha com uns amigos, conheci um campo de trigo como este. Isso foi há dois anos. Hoje, eu teria feito o mesmo que a moça da foto. Teria me deixado afundar na maciez do trigo que nos alimenta, e nos dá o pão. Teria me preocupado menos com o ridículo, com o infantil, e gozado mais a vida.


Porque a vida está aí para ser vivida. Gosto de uma frase da qual me lembro sempre que estou em "apuros":


"A vida é muito curta para ser pequena..."
 Pense nisso!






Música do dia: Haja o que houver - Madredeus

Um comentário:

Pedra do Sertão disse...

Olá, Rebecca,

Tão bom quando a gente se vê reflexivamente!

O espelho mostra uma imagem e a gente vê outra, outras...

Melhor ainda quando isso vem com uma consciência do si!

Aproveite bem essa fase de amadurecimento.

Abraço do Pedra