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quarta-feira, janeiro 01, 2014

Decisões

Afinal, o que é uma escolha?


Toda decisão implica em perda. Não há bifurcação no caminho que não te leve a escolher alguma coisa em detrimento de outra. Perda é sofrimento. Quando temos que decidir entre várias opções, o sofrimento vem porque não sabemos ao certo se a escolha que fizemos foi a melhor diante de tantas oportunidades. Questiona-se então a qualidade do que escolhemos, e do que deixamos para trás.


O meu caminho, eu que faço...


Quando a escolha é entre A ou B, é mais fácil ter consciência do que estamos deixando para trás. Abrir mão também é uma escolha. Às vezes, é preciso zerar a vida, rebootar a máquina, começar de novo. Só você e os seus caquinhos.


É importante confiar em mim...

Virada de ano é tempo de reflexão, de olhar para o ano que passou e ver no que se pôde aprender, e o que ainda requer estudo, aprofundamento. Eu já sei o que eu não quero para mim: dor, sofrimento, convívio com o que me tira energia. Mas, ainda não sei bem o que eu quero. Essa dúvida machuca, e é por isso que eu tomei uma resolução.

Criei o Caderno das Coisas Boas: todos os dias, eu escrevo no caderno uma coisa boa que tenha me acontecido, ou que eu tenha me proporcionado. Está sendo muito bom!

Quero ter a alegria de, ao final deste ano, abrir o meu Caderno das Coisas Boas e ver que a vida é mesmo uma coleção de boas e pequenas alegrias! E que essa história de felicidade plena é coisa da sua cabeça. Você pode transformar seus medos em Moinhos de Vento e sofrer com eles, ou deixar a vida leve. A decisão é sua!

Pense nisso!

quinta-feira, outubro 10, 2013

Simplesmente feliz

Felicidade é isso: uma escolha!

Eu andava muito desanimada, triste, infeliz no trabalho, infeliz no amor, infeliz com a conta bancária! Até que resolvi dar um
#basta!
Um chega, um that's enought! Não aguentava mais tanta chateação! Fui me livrando de uma a uma.

Quanto à conta bancária, foi fácil: parei de usar a função crédito do cartão. Só isso já me deu um gás para respirar e acertar minhas contas.

Quanto ao trabalho, fiz mais ou menos assim: se me chateia, não me envolvo. Se é fofoca, não quero saber. Se não me diz respeito, nem olho. Se não é meu trabalho, não me prontifico a ajudar. Já basta as coisas chatas que estão na minha agenda, chega de pegar o trabalho dos outros para mim.

Quanto ao amor, parei de desejar o impossível. Vi que só eu me magoava tentando mudar os outros. Entendi que o belo está justamente nas rugas daquele que escolheu viver sua vida ao meu lado, que esse caminho que ele vem trilhando junto comigo é tão bonito e pode ser tão mais leve quanto eu quiser que seja. E, por incrível que pareça, acho que estou me apaixonando por ele novamente, como no começo. Pelas rugas, pelo corpo que mudou, pelo carinho com que ele sempre me tratou. Tem a ver com um profundo sentimento de gratidão que me envolveu esses dias.

E aí, eu fui ficando mais tranquila, mais tranquila... que nem me reconheço.

Por que você não experimenta?



sexta-feira, setembro 20, 2013

Dicas para levar uma vida bacana!!!!

Eu tenho tentado seguir algumas delas à risca, principalmente a que diz "gaste menos do que você ganha"...





E você, o que te preocupa agora? O que anda no teu radar?  ;-)



quinta-feira, julho 12, 2012

Ansiedade

Sei que não vale à pensa viver ansiosa. Isso só desgasta, impede que se durma bem, faz com que a gente tenha rugas, em alguns casos, espinhas (no meu, por exemplo), enfim... torna tudo mais complicado.



Enquanto me dava conta do quanto estou ansiosa, e de que isso não está me fazendo fisicamente bem, porque eu sinto a adrenalina passear pelas minhas veias com toda força, recebi este texto...

"A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação.
É a crença no inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano.

O ansioso perturba-se e perturba.
No seu estado de ansiedade, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive.
A ansiedade pode ser considerada como um fenômeno de desequilíbrio emocional.
Littré, o eminente pensador positivista, afirmava que a "inquietação, a ansiedade e a angústia são manifestações de um mesmo estado".
Mediante exercício da vontade e recorrendo-se à terapia especializada, a ansiedade se transforma em clima de paciência, aprendendo a aguardar no tempo, na hora e no lugar próprios, o que deve suceder.
Se experimentas contínuos estados de ansiedade, pára a meditar e propõe-te renovação de conceito espiritual."
( Joanna de Ângelis )
Como sou partidária da crença de que nada é por acaso, como já dizia o brilhante Kardec, parei para apreciar o texto. 

Tenho medo de estar a exaurir aqueles com quem eu convivo com estas minhas ansiedades. Vivo assim, com o coração aos pulos, na boca, e a vida pronta para ser despejada a qualquer suspiro. Parece-me até que não me permito o ócio, mesmo sabendo que ele é algo muito salutar, que ajuda a clarear as ideias, a oxigenar a mente, a nos trazer pro lado mais criativo da vida.


Recentemente, um colega passou a me chamar de poetisa. A princípio, não teorizei muito o que ele me falou. Depois, disse que, de observar meu timbre de voz, havia percebido uma certa dramaticidade, uma impressão de força em tudo que eu digo. Então, mesmo quando estou bem, tranquila, livre desta ansiedade que me atormenta, ainda assim passo essa dramaticidade que ele reparou. Já dizia minha saudosa avó que eu era muito dramática.


Foi então que eu me dei conta disso e resolvi que, ao menos no texto, eu tentaria ser pragmática. E comecei a suprimir da minha comunicação escrita todos os recursos (adjetivos, hipérboles e metáforas) que os tornavam densos. Queria ser objetiva. Mas, estou falando aqui do meu trabalho, o que a princípio, parecia facilitar as coisas. Não é que, do contrário, eu ouvi de um cliente que tinha sido "curta e grossa"? Ora, se tento ser delicada, sou dramática; se aposto na objetividade, sou grosseira?


Que difícil!


Aqui, sou eu mesma. Não sei quem me lê. Se se interessa pelo que escrevo, ou apenas faz visitas breves ao blog. Tenho um resumo estatístico das visitas, mas, o certo é que nem o acompanho, eu escrevo para mim. Escrevo para suprir uma profunda necessidade de exprimir o que penso. E de tentar me entender um pouquinho. Escrevo minhas memórias, e decidi há muito tempo que não ia esperar a velhice chegar para registrá-las. Sou eu mesma. Sem máscaras. Sem entrelinhas.




Música do dia: "Caçador de mim" - Milton Nascimento
 

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Chantagista, como o Leão


Tem sido recorrente. Abrir o Segundo Caderno do jornal e cair na armadilha de ler meu horóscopo, às vezes sem muito acreditar. Na maioria das vezes, ou a astróloga recomenda que o povo do meu signo deixe de fazer o possível e o impossível para chamar a atenção, ou preste mais atenção nos desejos alheios, enfim, recomenda que deixemos de fazer chantagem emocional...

Será que eu sou chantagista?

Eu tenho me perguntado isso muito. Não sou do tipo que cobra atenção dos amigos... Não mesmo... só de alguns. E estes, estão cada vez mais restritos. Faz tempo que eu entendi que cada um tem a sua vida, e que temos mais tempo para Facebooks e Orkuts do que para encontros face-a-face. Já não sei mais muito o que as pessoas querem. Eu queria ver mais aqueles com os quais mantenho encontros bissextos, mas, fazer o quê?

Será que sou chantagista?

Ora, uma chantagista é muito egocêntrica, e eu até acho que me permito cuidar dos outros, pensar nos seus problemas, tentar ajudar... sendo assim, seria eu uma egocêntrica?

Ou só alguém muito atrapalhada com a quantidade de afazeres do dia-a-dia?

Eu sei, eu sei, são muitas perguntas para uma pessoinha só... Mas, não esqueça, minha terapeuta está de férias... é natural que eu enlouqueça um pouquinho, mas não ao ponto de me jogar da plataforma do metrô, como têm feito uns loucos por aí...

E o que me resta é perguntar ao espelho:
"Espelho, espelho meu, tem alguém mais chantagista do que eu?"

domingo, janeiro 22, 2012

Planos e sonhos


Nada mais gostoso nesta vida do que fazer planos. Pegar o limão, e imaginar a caipivodka! Tornar algo improvável uma delícia a cada momento. Pensar em cada detalhe, cultivar a expectativa, torcer para chegar o momento em que se possa usufruir de tudo...

Os planos são equivalentes aos sonhos. Por isso, sonho grande, sonho pra mim... penso que se desejo algo com muita força, essa coisa pode se realizar. Então, tenho que ser responsável.

Lido com o risco sim, mas lido bem. Porque, antes de mais nada, acredito em mim. Por que não acreditaria?

O mais gostoso é que me dou ao direito de mudar ao longo do tempo. E assim, vou crescendo, vou vivendo, e vou trazendo pra minha vida o que há de melhor...

sexta-feira, novembro 25, 2011

Perdas e ganhos

Eu tenho andado muito distante deste blog, eu sei, e os leitores que me acompanham já devem ter percebido isso. A vida anda muito corrida e eu andei um pouco melancólica, e como isso começou a se refletir aqui nos textos que eu estava escrevendo, resolvi que era hora de parar.

Parei, e parei mesmo. Parei de pensar na vida. Outro dia, comentei com a minha terapeuta que se não fosse a hora que tenho com ela toda a semana, teria me abandonado novamente, porque não está dando tempo. As leituras que me acalentavam e me faziam pensar em questões interessantes relacionadas à minha vida, como os três gaúchos que estava lendo (Martha Medeiros, Fabrício Carpinejar e Mario Quintana), ficaram para depois. De vez em quando, eu ainda abro um destes livros e leio um trechinho, mas é tão pouco que quando eu recomeço, acabo sempre tendo que retomar de um pouco antes de onde parei.

Descobri que não sei lidar com perdas. E elas têm sido muitas. Aliás, 2011 foi um ano bem difícil, eu não saberia dizer o que me doeu mais. Recentemente, mais uma me acometeu pelo caminho e fui percebendo que o meu coração está tão dilacerado, que ninguém diz que é colado... mas, em pedaços, muitos pedaços. Fui me fechando de um jeito que eu nem sei mais, convivo com uma dor no externo, no esôfago, e ela vai me impedindo de falar. Falar pra quê?

Prefiro conviver com os meus mortos, as minhas perdas, como se convive com mortes físicas, com a saudade que se sente quando se está longe e se sabe que não se verá mais alguém que foi muito, mas muito importante na nossa vida. A gente se lembra de um sorriso, de uma gargalhada, mas com o tempo, começa a esquecer do rosto, da fisionomia e só se lembra do que vê nas fotos, quando há fotos. Quanto não há, a pessoa se perde na fumaça do tempo, que a tudo apaga.

De real nesta história, foi que o sofrimento me empurrou pra frente. A minha vida mudou completamente, em todos os aspectos... profissionais, pessoais, emocionais... eu me olho no espelho e me vejo como outra pessoa, mais adulta, mais racional, menos infantil e otimista, mas mais realista. Eu realizei muito, fui além das minhas forças, fiz mais do que eu podia, ou tinha condições de fazer, e fiquei feliz pelas minhas conquistas. Se eu posso agradecer por algo a todos que me feriram com mais ou menos intensidade, com intenção ou não de fazer, agradeço por este crescimento. Quando penso em todos a quem me doei, e vejo o abandono que enfrentei ao longo do ano, começo a concluir que, de fato, não devemos fazer nada esperando algo em troca: isso de fato nunca vem. O que vem é sempre o inesperado. Vem de onde menos se espera. A gente tem que fazer de graça mesmo. E fazer menos, quando a iniciativa em ajudar nos exige demais. Não vale o esforço. Os outros têm que entender os nossos limites. Tudo que é demais, é muito, como diria a minha irmã.

O ano nem acabou e quando eu olho pra trás acho tudo muito pequeno, muito insignificante. O que ganhei em experiência, em razão, em qualidade dos meus relacionamentos, não tem preço.

“É tempo de me fazer, eu sei. E sei que é bom ser ainda indefinido. Pelo menos as deformações não calaram fundo, não se afirmaram em feições. É bom, sim, mas ao mesmo tempo é terrível. Porque me vem o medo de estar agindo errado, de estar gerando feições horríveis, que mais tarde não sairão com facilidade. Não, não é fácil ser a gente da cabeça aos pés, da unha do dedo mindinho até o último fio de cabelo”.

– Caio Fernando Abreu, Limite Branco, 2007.



segunda-feira, janeiro 10, 2011

Lição

“You must give up the life you planned
in order to have the life that is waiting for you.”


Joseph Campbell

sábado, abril 24, 2010

O evento de SD*

Viemos a San Diego para participar de um grande evento, do qual estão participando sistematicamente pessoas importantes que estão envolvidas com o tema que eu estudo há anos. Todas as vezes, é a mesma coisa: eu passo os primeiros momentos do dia me beliscando para ter certeza que eu estou mesmo ali, com todas aquelas pessoas, muitas que eu referenciei na minha tese de Doutorado, outras que eu tive um imenso prazer em conhecer nesses encontros.

Os eventos são sempre incríveis. O do ano passado em Washington, DC, foi muito bacana. Estar ali discutindo o estado-da-arte do tema a que venho me dedicando na prática com pessoas tão especializadas é e sempre vai ser o maior privilégio. Mas, dessa vez, algo diferente aconteceu: fizemos um jantar num restaurante italiano. E, quando eu me dei conta, estava ali, comendo e bebendo com eles, conversando amenidades, descorindo o quão humanos e simples (!!!) eles são, entendendo que eles também têm hobbies, e que gostam de compartilhá-los com a gente, simples mortais.

Ou talvez, eu tenha que me dar conta, qualquer dia desses, que tenho sido convidada para esses encontros por mérito (ou seja, que não é à toa), mas pra isso vou ter que lidar muito ainda na minha terapia com essa incrível síndrome de inferioridade (afe!)...

Enfim, no final do jantar, tirei uma foto com o editor de uma revista importante da área, daquele jeito esquisito quando você bate a foto e quer sair nela ("fazendo grua"), e nós ficamos parecendo duas crianças - alcoolizadas, é fato - brincando com a imagem, com os rostos colados um no outro, como se fossemos velhos amigos ... uma coisita surreal! Descobrir que ele também escreve ficção foi incrível, foi tão simples, tão natural... e tão esquisito!

E então vi como tudo isso pode ser divertido!