domingo, abril 25, 2010

Houston, we have a problem!

Hoje pensei que não fosse conseguir embarcar. O dia começou dando um pouco errado, porque esqueci um anel no hotel e agora, já era.

Depois, no aeroporto, ao pesar a mala, a atendente disse:

- Senhora, está pesada demais. Não aceitamos malas com mais de 70 libras.

A minha pesava 74! Então, foi um tal de abrir mala no check-in, tirar coisa, passar pra mala de mão, voltar a pesá-la, checar se ia pagar excesso... um stress.

Consegui chegar a 67 libras, com muito custo. Era o conhecimento, ou seja, boa parte do material do evento que estava pesando. E ainda vem outro evento por aí.

Então, ao passar pelo raio-X, a minha mala de mão empacou de novo. "Como assim?", pensei.

A atendente me disse então, com uma cara brava:

- Senhora, vou ter que abrir a sua mala. Por aqui, por favor. A senhora pode aguardar sentada ali.

É claro que eu não me sentei. Queria ficar do lado dela para ver no que ela ia mexer. Então, quando ela já se preparava para arrebentar o meu cadeado, eu disse:

- Pode deixar que eu abro o cadeado.

E ela retrucou:

- Não, senhora. A senhora não pode mais colocar a mão na mala, quem tem que fazer isso sou eu.

"Como assim?", pensei de novo. Fiz uma cara de "hã?", pois não estava acreditando. Voltei a insistir e na hora que ela bobeou eu disse, com meu parco inglês.

- Sejamos razoáveis, eu vou abrir o cadeado. E meti a mão e abri.

Ela então pegou uma pinça grande e começou a tirar as coisas da mala. Ela se virou pra mim e disse:

- A gente viu um globo de neve aqui. A senhora tem um globo de neve?

- Sim, eu tenho. Por que, é proibido?

- Sim, senhora, teria que ter sido despachado. A senhora quer voltar para despachar?

Eles já fazem de propósito. O local do raio-X fica muito distante do check-in. A esta altura minha mala já deveria estar dentro do avião.

- Como eu vou voltar para despachar? Você está brincando, não?

- Não, senhora. Se a senhora não vai despachar, vou ter que jogar no lixo.

Nesta hora eu tive gana de jogar o globo de neve na cabeça dela. E o tal sonho americano? E aquela velha história de toda criança sonhar com a tempestade de neve dentro do globo?

O presente era para o meu sobrinho. Não foi muito caro, mas me tomou bem uns 25 minutos nesta "palhaçada". Agora, vou ter que comprar outro, com outro tema (este era do zôo de San Diego, com ursos polares). Ainda tentei pedir a ela que desse a uma criança, mas ela disse que teria que jogar fora mesmo.

E quem fica com tara de banana somos nós no final!

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