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segunda-feira, dezembro 23, 2013

#intervenções

Algumas intervenções no espaço urbano simplesmente me emocionam. Estas pessoas são literalmente uns artistas. São, ao menos, grandes mentes pro Marketing, porque eles são capazes de criar frases incríveis, que mexem com a gente.

Eu tenho andado muito atenta às paredes da minha cidade. Tenho fotografado tudo que posso e postado no Instagram com as hashtags #murosdorio e #artelivre.

Não tem como não se ligar nisso tudo que está rolando por aí, uma cidade efervecente, pulsante, criativa, que expõe nas paredes seus mais profundos sentimentos. São as nossas imagens rupestres do século XXI. As nossas imagens 3.0.

E você, não se encanta com elas?

todo piso será palco; toda parede, mural e a cidade inteira POESIA

dorme que a fome passa!

paixão é palavra inventada para suicídio cometido a dois.

atenção! isto pode ser um poema!

Vida sem saída!

Muros brancos, povo mudo!

Minha busca pelo que me emociona continua. Espero que emocione a você também!


segunda-feira, novembro 18, 2013

Salvador Dalí e Walt Disney

Se teve uma coisa que eu amei quando estive em Paris foi a casa do Salvador Dalí em Montmartre.

Tudo ali era maravilhoso, incluindo o pequeno museu com suas obras. A gente se vê inundado com a sua poesia em forma de quadros e esculturas.

Não é que agora surgiu este vídeo?!

A história é a seguinte: escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto de um curta com a arte de Walt Disney e Salvador Dali. Em meados dos anos 40, Disney esquematizou com Dali para promoverem um curta baseado em suas artes surrealistas. Porém Disney não tinha dinheiro o suficiente para continuar, então só foram produzidos 17 segundos do curta original. Agora, seu sobrinho, Roy Edward Disney, encontrou esse projeto esquecido e o finalizou com a equipe de animação dos Estúdios Disney.

O nome do vídeo é Destino! E eu acho que foi coisa do Destino ele ter chegado até nós!



Não é uma história de amor? Eu ando muito romântica estes dias!


domingo, novembro 17, 2013

No teu deserto, livro querido

Um livro repleto de amor. Um amor não realizado. Um amor entre um homem maduro e uma menina jovem, que sabe pouco da vida. Quem nunca viveu isso?

Eu me emociono toda vez que penso na história, penso que podia ser a minha história. Toda vez que empresto este livro, dou ele como perdido. Perdido para o reino dos amores impossíveis. O reino das histórias que tocam o coração das pessoas. Daí vou a livraria mais próxima, e compro outro, com gosto. Esse já é o quarto que compro, um livro que eu gosto de ter. Eu acho que estou enriquecendo o autor.

O nome do livro? "No teu deserto", do Miguel Sousa Tavares.

"Nesta noite, quando chegámos ao quarto que partilhámos no hotelzinho em Argel (e porque tu tiveste medo de dormir num quarto sozinha e, já que inofensivamente tínhamos partilhado um camarote na noite anterior a bordo do Ciudad de Oran, achámos igualmente inocente partilhar aquele quarto onde só havia uma cama de casal), tu foste tomar banho em primeiro lugar. E porque a porta da casa de banho não encostava bem - e não sei se reparaste nisso -, de onde eu estava, estirado na cama, a repousar das oito horas ao volante mais o resto, vi-te a despir, a ficares toda nua e a entrares na banheira de água quente e nem por um momento me ocorreu deixar de o fazer. Estava cansado demais para desviar o olhar".
 
No Teu Deserto, escrito em Portugês de Portugal,
lindo demais!



Como se o livro pudesse me ajudar a expressar o que sinto, o desejo contido, a vontade de encher a boca para dizer "EU TE AMO" desde sempre, eu também já o dei de presente. Mais um livro jogado numa estante, nenhum comentário, nada que desse brecha a um comentário extra, um adendo, nada.

As histórias emocionam as pessoas de forma diferente, fazer o quê?

É por estes caminhos tortuosos, que a gente vai encontrando a si mesmo.

O tempo passa, e o que a gente precisa ter é cuidado para que o NADA do deserto não nos invada de assalto e arrebate a vida, tornando-a estéril, vazia, sem propósito, sem amor. Estar só pode não ser uma opção, mas estar solitária, aí sim.

Sinopse:
Um jornalista relembra uma travessia do deserto do Saara feita com uma garota quinze anos mais jovem. Durante quarenta dias, o narrador e Cláudia atravessaram as paisagens áridas do continente africano e viveram uma experiência marcante, que vai se projetar por muito tempo na vida de ambos. A viagem aconteceu em 1987 e o narrador se põe a contar a história vinte anos depois.

Ele é racional e impetuoso. Ela, impulsiva e imatura, mas também espontânea e encantadora. Eles partem de Lisboa num jipe abastecido de comida enlatada, alguma bebida alcoólica, uma bússola e um mapa militar dos anos 1950. Os demais integrantes da excursão (mais uma dezena de jipes) vão pelo Marrocos, mas o casal entra no continente africano pela Argélia, pois dependem de uma licença de filmagem expedida em Argel. O jornalista capta imagens que usará em reportagens para revistas e uma televisão portuguesas.
A princípio marcada pela distância, a relação entre os dois aventureiros se intensifica ao longo da viagem na luta contra o tempo, no enfrentamento da burocracia e da corrupção argelina, na confusão das cidades africanas e no dia a dia de acampamento e improvisos. A intimidade avança para um sentimento amoroso, que nasce da cumplicidade naquela situação adversa: solidão, viagem, silêncio, paisagens inóspitas.

Vinte anos depois o narrador descobre casualmente que a moça morreu e decide contar a história desse amor para, de alguma forma, reter a felicidade desse encontro na memória. O romance é um acerto de contas emocionado desse jornalista-narrador para com a memória de Cláudia, de quem ele guarda poucas fotografias, mas numerosas e intensas lembranças.


quinta-feira, julho 04, 2013

Sobre o desejo de mudança...

Eu já vinha desejando mudar há tempos. Até ensaiei a mudança, troquei de função, abandonei no caminho um conhecimento de anos que me fazia respeitada e referência dentro da empresa. parecia que nada mais me era surpresa. Ia a Congressos a mando da empresa, com a terrível missão de trazer novidades, de buscar algo que pudesse ser incorporado e "agregasse valor". Não via mais nada. Eu, que sempre tivera olhinhos de aprendiz, que sempre me considerei uma pessoa ávida pelo novo, não conseguia enxergar mais nada dentro daquele imenso Universo das Repetições.

A empresa para o qual trabalho é considerada no mercado local uma potência. Ela tudo faz, tudo experimenta, tem verba e interesse em testar muita coisa, e, no passado, preocupava-se pouco com os resultados, o que dava ainda maior oportunidade de experimentação, ainda que o processo resultasse em erro. Falhar não era problema quando se tinha tanto orçamento.

Hoje, com os recursos mais escassos, falhar é sim um problema, e a ordem é utilizar mais do mesmo, para que se ganhe em escala e se aplique técnicas e métodos já testados com sucesso. É o reaproveitamento que, para alguns, pode ser elegantemente chamado de Benchmarking Interno.

Fazer mais do mesmo me entedia muito. Tenho eu que ler os mesmos velhos manuais, ler os textos que eu já conheço, os padrões que não mudam, conhecer os velhos processos e inovar sobre aquilo tudo. Daí, eu concluo que a inovação incremental é talvez a coisa mais difícil que alguém pode empreender. Ou talvez, seja apenas a mais chata.


 Lendo o livro do Rubem Alves, encontro um trecho que define esse meu momento... (entre tantos):

"Há textos que se parecem com uma lisa superfície de gelo sobre a qual o leitor desliza. O pensamento se move fácil: tudo lhe é conhecido com familiaridade. Mas, ao final desse exercício de patinação sobre o conhecido, o pensamento continua o mesmo. Quando as palavras deslizam suavemente como um patinador sobre o gelo, é certo de que nada novo irá surgir. Ao final, tudo estará como sempre foi. Bem que Hegel advertiu de que "o que é conhecido com familiaridade não é, de fato, conhecido, pela simples razão de ser familiar"".

Nossa, como isso é a minha cara! Como ando enfadada com a mesma comida, os mesmos ares, a falta de novidade, e a arrogância das pessoas. Sinto como se estivesse entrando num mundo de repetições e apertos de porcas com as boas e velhas chaves-de-fenda do Chaplin. Quanto mais eu repito as mesmas operações, executo as mesmas rotinas, crio nada sobre coisa alguma, mais tenho vontade de me dedicar às artes, de virar produtora de gente que cria, de criar eu mesma o belo, o que apetece aos olhos, o que encanta.

E começo a me sentir sugada pelas palavras. Palavras que dançam na minha cabeça e formam as ideias assim, enquanto escrevo, gerando crônicas, contos de amor, poesia, que se não encantam aos outros, ao menos me suprem da fatia de arte que eu mereço e da qual me abasteço para viver.

Talvez viva demais o mundo dos sonhos. E por algum momento, tenho medo de surtar, querer largar tudo, querer abrir mão do que conquistei. Mas, afinal, o que conquistei senão um mundo em tons de cinza... mas, nada a ver com o erotismo do best-seller da livraria da esquina...?


No filme "Tempos Modernos", sem dizer palavra, Chaplin delatava o tédio dos trabalhadores do chão-de-fábrica, aqueles que deviam deixar os problemas em casa para não interferir nas rotinas do dia-a-dia. Como trabalhadora do conhecimento que sou, parece que cabe a mim, inovar e criar as novidades das quais eu preciso para viver.

É isso, careço de doses diárias de arte e poesia.

quinta-feira, junho 27, 2013

Grafites nos muros do Rio de Janeiro

Há tempos que eu ando louca pelos grafites do Rio, porque eles têm sido uma das melhores coisas que nos aconteceram nos últimos tempos. Eu ficava chateada por conta das pichações em lugares inimagináveis e agora, ando perdida observando as paredes.

Vou destacar algumas aqui de uns grafiteiros que eu curto muito...

Grafite maravilhoso do @Rafo_Castro!


 O eternamente queixudo do @Marcelo_Eco!


 Os desenhos freestyle do @Marcelo_Ment!


 Os desenhos freestyle do @Marcelo_Ment!


A parede colorida na região portuária do @Toz!


 Detalhe da parede colorida na região portuária do @Toz!

E o @Toz ainda espalha suas bonequinhas pelos muros cinzas da cidade...

Mas, não são só eles não... Não é porque eu ainda não identifiquei os artistas que eu seja ainda menos apaixonada por esses desenhos...

Uma empena cega colorida por este maravilhoso desenho na Rua do Mercado, centro do Rio.

 
Uma princesa sendo coroada em plena Av. Chile, centro do Rio.



Um samurai e sua gueixa nos muros da Av. Heitor Beltrão, na Tijuca.


 
 O rei está nu e de fraldas, andando de bike, na Rua do Riachuelo, na Lapa.



 O nordeste do Brasil se faz representado neste desenho de cachorro sertanejo na Rua Lúcio de Mendonça, na Tijuca.


 Em tempos de revolução, por que não ir para as ruas e gritar sua indignação? 
Neste grito, a dor do povo na Av. Heitor Beltrão, na Tijuca.


Este lindo desenho de mulher de um grafiteiro chamado Noé Two... será isso? 
Na Av. Heitor Beltrão, na Tijuca.



 Um surrealismo digno de Dalí, nas paredes do Catete.


 Os muros tatuados com rosas e caveiras na Av. João Paulo II, na Praça da Bandeira.


 Uma carpa estilizada nas paredes do nosso Jóquei Clube Brasileiro, no Jardim Botânico.


Como não se apaixonar por estas paredes? E você, o que me diz?

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PS.: A propósito, a Galeria Movimento vende o trabalho e toy arts do @Toz!


terça-feira, maio 01, 2012

Alice in the Wonderland, de 2010


Quanta diferença! O filme de Tim Burton é repleto de efeitos especiais em 3D e deixa o espectador abismado com tanta tecnologia. É difícil dizer quem está melhor, mas o Jonny Deep como Chapeleiro Louco é incrível.



A história funciona como uma continuação.Alice, agora aos 19 anos, está em uma festa da nobreza em Londres, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou quando tinha seis anos mas não se lembrava mais. Lá ela é novamente saudada pelo Coelho Branco, a Dormidongo, o Dodô, os gêmeos Tweedledee e Tweedledum e várias flores falantes, no caminho ainda encontram a Rainha de Copas e a Rainha Branca. Eles discutem sobre a sua identidade como "a verdadeira Alice"... Ela precisa provar a todos que é a verdadeira Alice matando o Jaguardarte, porém, Alice não se lembra de nada de seu passado no País das Maravilhas, então ela toma uma escolha... só vendo o filme para saber o resto!

Aqui um poquinho do making-off  do filme...




Eu adorei, até escrevi sobre ele aqui no blog na época em que o vi no cinema. Para quem não viu, corra, veja já!

Quem observa a tecnologia presente no primeiro filme, o de 1903, e vê este do Tim Burton, consegue concluir sobre o quanto evoluimos no sentido de colocar a tecnologia em função do entretenimento e da diversão! É o mundo da Sociedade do Conhecimento, onde certas profissões são cada vez mais valorizadas e admiradas por todos nós, como esses editores fantásticos que agora criam sobre telas verdes de cromaqui.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Salvador Dalí

Das coisas que eu vi em Paris, o museu de Salvador Dalí em Montmartre foi uma experiência sem igual...

Aprecie!






Ele é fundamental em qualquer visita à Paris. É um cara realmente genial! O que ele fez em vida foi um legado para a Humanidade...

domingo, outubro 05, 2008

Literatura

Outro dia, li no jornal que mais de 70% de tudo que se encontra a venda numa livraria não é Literatura. Confesso que fiquei chocada: como assim não é Literatura? Mas, afinal, o que é Literatura?

Fui procurar na Wikipedia e encontrei a seguinte definição:

Literatura é:
1) a arte de compor ou estudar escritos artísticos;
2) o exercício da eloquência e da poesia;
3) o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época;
4) a carreira das letras.

A palavra Literatura vem do latim "litterae" que significa "letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee". Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística. O termo Literatura também é usado como referência a um corpo ou um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa, literatura portuguesa etc.

Então, o que estamos produzindo atualmente não é Literatura? Apenas o que produzimos no passado dentro de um contexto estético ultrapassado (ou datado, melhor dizendo!)? E o que fazemos hoje, no presente, não conta? Quem vai dizer ou não que o que se faz atualmente é ou não ARTE?

Ai, fiquei confusa! Será que temos que associar a produção literária ao nome, história e curriculum de quem escreve ou o mais louco dos escritores nunca vai ser considerado um artista literário?

A qualidade do que está escrito não depende intrinsecamente de quem lê? Não acredito que a gente possa ser assim tão assertivo ao dizer que o que se escreve é tão ruim que não pode ser considerado literatura. Se assim o fosse, as listas de mais vendidos não trariam um rol sem-fim de escritores contemporâneos que se destacam e são consumidos vorazmente por seus leitores.
Fica o dilema: Paulo Coelho é literatura? Ué, mas, ele não é o escritor brasileiro mais lido do mundo?